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Reconhece-se O Cristão Pelas Suas Obras



            16 – “Nem todos os que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Escutai estas palavras do mestre, todos vós que repelis a doutrina espírita como obra do demônio! Abri os vossos ouvidos, pois chegou o momento de ouvir! Será suficiente trazer a libré do Senhor, para ser um fiel servidor? Será bastante dizer:“ Sou cristão ”, para seguir o Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos”. – “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada no fogo”. – Eis as palavras do Mestre. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Quais os frutos que a árvore do Cristianismo deve dar, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com a sua sombra uma parte do mundo, mas ainda não abrigaram a todos os que devem reunir-se em seu redor? Os frutos da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e fé. O Cristianismo, como o vem fazendo desde muitos séculos, prega sempre essas divinas virtudes, procurando distribuir os seus frutos. Mas quão poucos os colhem! A árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus. Quiseram moldá-la segundo as suas idéias, modelá-la de acordo com as suas conveniências. Para isso a cortaram, diminuíram, mutilaram. Seus ramos estéreis já não produzem maus frutos, pois nada mais produzem. O viajor sedento que se acolhe à sua sombra, procurando o fruto de esperança, que lhe deve dar força e coragem, encontra apenas os ramos adustos, pressagiando mau tempo. É em vão que busca o fruto da vida na árvore da vida: as folhas tombam secas aos pés. A mãos do homem tanto as trabalharam, que acabaram por crestá-las!


            Abri, pois, vossos ouvidos e vossos corações, meus bem amados! Cultivai esta árvore da vida, cujos frutos proporcionam a vida eterna. Aquele que a plantou vos convida a cuidá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância os seus frutos divinos. Deixai-a assim como o Cristo vo-la deu: não a mutileis. Sua sombra imensa quer estender-se por todo o universo; não lhe corte a ramagem. Seus frutos generosos caem em abundância, para alentar o viajor cansado, que deseja chegar ao seu destino. Não os amontoeis, para guardá-los e deixá-los apodrecer, sem servirem a ninguém. “São muitos os chamados e poucos os escolhidos”. É que há os açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não vos coloqueis entre eles; a árvore que dá bons frutos deve distribuí-los para todos. Ide, pois, procurar os necessitados; conduzi-os sob as ramagens da árvore e partilhai com eles o abrigo que ela vos oferece. “Não se colhem uvas dos espinheiros”. Meus irmãos, afastai-vos, pois, dos que vos chamam para apontar os tropeços do caminho, e segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.


            O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Os que me dizem Senhor, Senhor, nem todos entrarão no Reino dos Céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Que o Senhor das bênçãos vos abençoe, que o Deus da luz vos ilumine; que a árvore da vida vos faça com abundância a oferenda dos seus frutos! Credes e orai!


SIMEÃO
Bordeaux,1863

Do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

 

A Parte Mais Importante do Corpo


Qual será a parte mais importante do corpo? Eis uma questão, com certeza, de difícil solução. Pois, uma mãe muito jovem perguntou a seu filho, um dia, exatamente isso. 

O menino pensou um pouco e se lembrou de como o som é importante para os seres humanos, permitindo a audição da voz humana e dos sons dos animais, do vento, da chuva, da música. Por isso, respondeu:

“Minhas orelhas”, mãe. 

“Não, você não acertou. Mas, não se preocupe. Continue pensando no assunto. Em outra oportunidade, volto a lhe perguntar.” 

Algum tempo se passou até que a mãe tornou a fazer a mesma indagação. O garoto, que desde a sua primeira tentativa de resposta, frustrada, pensara muito no assunto, respondeu logo:

“Mãe, a visão é muito importante para todos. É ela que nos permite vislumbrar a beleza das cores, o rosto dos nossos amores, as cenas dos filmes, do teatro. Então, a parte mais importante do corpo são os nossos olhos.” 

“Você está aprendendo rápido”, disse a mãe, “mas a resposta ainda não está correta. Pode-se viver sem a visão dos olhos. Pense em quantos cegos existem pelo mundo.” 

O menino não desistiu e continuou a sua busca pela resposta, ao longo do tempo. Vez ou outra, a mãe voltava à carga e a cada resposta dele, ela frisava:

“Não, não é esta parte a mais importante. Mas você está ficando mais esperto a cada ano, minha criança.” 

O tempo passou e um dia, morreu o avô do menino. Todos ficaram tristes. Ele era muito amado. Todos choraram. O jovenzinho viu seu pai chorar. Aquilo o marcou porque era a segunda vez, em sua vida, que via seu pai chorar. 

Então, sua mãe olhou para ele, quando ele se aproximou do caixão para, de sua intimidade, dirigir um até logo mais prolongado ao avô. 

E ela perguntou:

“Filho, agora você já sabe qual a parte do corpo mais importante?” 

O rapaz ficou chocado. Aquele não era um momento próprio para fazer aquela pergunta. Mesmo porque, desde a infância, ele sempre levara tudo aquilo à conta de um jogo entre ele e sua mãe. Um jogo que ele pensava ganhar um dia, quando descobrisse a resposta correta. 

Mas, aquele momento era de muita dor para se pensar em jogo. Ainda confuso, ele ouviu a mãe ponderar:

“Esta pergunta é muito importante. Mostra como você viveu realmente a sua vida. Para cada parte do corpo que você citou no passado, eu lhe disse que estava errado. Mas hoje é o dia que você necessita aprender esta importante lição.” 

Ela olhou o filho daquele jeito que somente uma mãe pode fazer. Havia lágrimas em seus olhos, quando falou:

“Meu querido, a parte do corpo mais importante é seu ombro.

“Por que eles sustentam minha cabeça?” 

“Não, filho. É porque pode apoiar a cabeça de um amigo ou de alguém amado quando eles choram.” 

Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento de sua vida, meu querido. 

Eu espero que você tenha bastante amor e amigos. E que tenha sempre um ombro disponível se acaso precisarem chorar.

Pense nisso! 

As pessoas poderão esquecer do que você disse, depois de algum tempo. Mesmo porque, quase sempre não nos habituamos a escutar com o coração e a memória nos trai. 

As pessoas poderão esquecer do que você fez, com o passar dos anos. A memória da gratidão costuma empalidecer no decurso dos anos. 

Mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir, da amizade que ofertou, da emoção que proporcionou, da solidão que preencheu, do amor que semeou.


 

Os políticos desta terra não sabem da missão que lhes foi predestinada.


Os políticos desta terra não sabem da missão que lhes foi predestinada.

É sabido já pelas profecias, desde Elias, passando por Isaías, refeito no período do Iluminismo, acerca dos momentos áureos do Brasil.

A velha Europa e o hemisfério norte da Terra, não tem muito comprometimento com o Evangelho de Jesus.

O núcleo do Evangelho de Jesus está mais ao sul do hemisfério do sul, onde se divisa o Cruzeiro do Sul.

Por isso Senhores, se ainda não sabem deverão saber, onde desenvolver forças e inteligência para receber os irmãos náufragos, ouçam bem, os irmãos náufragos de outras nações como verdadeiros irmãos, e já ter desenvolvido política de acolhimento e de inteligência Santa, porque a misericórdia de Deus assim o quer.

Se a misericórdia de Deus não entrar em ação, a raça humana estará aniquilada.

Isso que os Senhores estão assistindo é apenas o início: há de se retirar todas as cobras, os ratos, as baratas e as traças da sociedade, e trazer a inteligência e a sabedoria do Evangelho para a política.

Os Senhores são administradores de 8.500 km de litoral, de porto natural, exatamente para receber os irmãos náufragos, porque eles, na sua soberba, destruíram a mensagem do Evangelho.

Dr. Adolfo Fritz, psicofonia de Laerson Cândido de Oliveira, recebida no Instituto Espírita Cidadão do Mundo, no dia 03/09/2016.


 

Disrupções tecnológicas: mais provações para a Humanidade?


Sob a tutela de Jesus – governador espiritual desse mundo – almas dotadas de elevada inteligência e capacidade têm sistematicamente ajudado no progresso humano. De fato, a nossa civilização passou por grandes mudanças e transformações ao longo dos milênios. As descobertas do fogo, do ferro, da escrita, entre outras tantas inumeráveis, são sinais inequívocos da superação dos limites humanos sempre em busca de uma existência física melhor. Nesse sentido, são notáveis os avanços obtidos, sobretudo a velocidade na qual eles estão sendo gerados, particularmente a partir de meados do século passado. Por tudo o que alcançamos e desenvolvemos, é indiscutível que entramos num outro patamar de conhecimentos e aplicações.

No entanto, convém recordar que “O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. A moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se” (questão 780b de O Livro dos Espíritos).

Desse modo, quando o processo de desenvolvimento não contempla apropriadamente o imperativo moral cria-se um cenário de desequilíbrio, desigualdades e injustiças. Com o advento da era da informática – de forma mais incisiva com o computador ENIAC em 1946 –, as transformações têm sido gigantescas, especialmente as relacionadas ao mundo do trabalho. Com efeito, ficaram celebrizadas as fotos dos escritórios dos anos 1960 nas quais se mostravam centenas de pessoas, praticamente apinhadas, executando o seu trabalho quase mecanicamente. As centrais telefônicas, por sua vez, retratavam dezenas de mulheres recebendo as ligações e simultaneamente conectando os fios em painéis à sua frente. As linhas de montagem das fábricas foram um capítulo à parte dadas as suas características e arranjos.  

O papel do trabalho no progresso humano 

Seja como for, é preciso reconhecer que naquele período da história, o operário, o trabalhador, o executivo, enfim, recebiam uma valorização muito diferente da atualidade. As famílias eram formadas e, a despeito das dificuldades salariais e renda, todos conseguiam sobreviver e até mesmo prosperar. Era grande motivo de orgulho para os pais quando os filhos conseguiam ir à universidade. Tal feito representava uma perspectiva segura de novas conquistas e realizações para os indivíduos. Havia, por assim dizer, espaço para todos através do abençoado trabalho.

Aliás, a relevância da lei do trabalho foi devidamente explorada por Allan Kardec na questão nº 676 do já citado O Livro dos Espíritos: “Por que o trabalho se impõe ao homem? Por ser uma consequência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas é sempre um trabalho” (ênfase nossa).

Desse modo, perante a espiritualidade, o trabalho tem um papel vital no progresso das criaturas. Seria sensato, portanto, que, diante do corolário de experiências humanas fracassadas – refiro-me às crises cíclicas que atingem o universo laboral sempre produzindo nefastas consequências às pessoas e às suas vidas -, a criação de oportunidades de trabalho já deveria ter sido considerada uma obrigação moral nesse orbe por tudo que o assunto representa. Mas ainda não é o caso. Para ilustrar o argumento vale mencionar um estudo conduzido pelo Pew Research Center focando na geração dos milennials (jovens entre 18 e 34 anos). Os resultados revelaram que, pela primeira vez em 130 anos, os jovens estão preferindo continuar a morar com os pais, entre outras razões por limitações financeiras ou salários cada vez mais baixos. Em resumo, o precário patamar de remuneração do trabalho na atualidade não possibilita, pelo menos para muitos indivíduos dessa faixa etária, as necessárias condições para que constituam as suas próprias famílias ou tenham independência financeira.   

O pesadelo gerado pelo progresso tecnológico 

Os progressos tecnológicos também não têm sido suficientemente eficazes para ajudar a corrigir tais distorções. Pelo contrário. De fato, os seus efeitos e impactos têm sido trágicos especialmente para os trabalhadores menos qualificados. Como destacou outro estudo recentemente publicado pela International Labour Organization (OIT) intitulado “ASEAN in transformation: How technology is changing jobs and enterprises” (disponível em:  goo.gl/JpWVzY ) envolvendo nações do sudeste da Ásia, vários setores industriais e um contingente de  632 milhões de pessoas, os “avanços tecnológicos e inovações estão desafiando a ordem existente”. Para os autores, os empregos, particularmente os relacionados às atividades que requerem baixa qualificação e pertencentes a setores que demandam intensa mão de obra, estão condenados a serem desativados pela tecnologia e cadeias globais de suprimentos. Tal quadro é, na visão deles, altamente desafiador demandando intervenções precisas.

O progresso tecnológico atual está gerando um pesadelo não apenas para os trabalhadores considerados menos qualificados (lower-skilled workers), conforme sugerem os resultados do estudo acima, mas igualmente – e aí se identifica um clamoroso paradoxo – para os trabalhadores mais qualificados (higher-skilled workers). De acordo com notícia publicada pela revista Época Negócios, a automação exagerada – advinda da adoção de softwares poderosíssimos - está ameaçando até os profissionais do mercado financeiro que trabalham em Wall Street. Por conseguinte, destacadas organizações do setor deverão reduzir significativamente as suas instalações físicas como, por exemplo, o Goldman Sachs.

Os profissionais que executavam análises praticamente “artesanais” e projetavam cenários prováveis estão sendo substituídos por programas de computador que geram respostas extremamente rápidas. A propósito, no setor bancário brasileiro se trava uma ostensiva batalha entre os dois maiores players pelo domínio do conceito de instituição mais digitalizada. Não é complicado deduzir que o interesse é o de reduzir despesas fixas com agências e pessoas, deixando aos clientes-consumidores a obrigação de fazer as suas operações cada vez mais pela internet e/ou smartphones. Só falta declarar: “Venham às nossas agências o mínimo possível ou até mesmo nunca mais”.  

Consequências das disrupções tecnológicas 

A sanha das novas descobertas tecnológicas já produziu softwares capazes de escrever textos jornalísticos, embora não muito complexos – o que coloca uma sombra sobre os profissionais da área – pelo menos por enquanto... Outro exemplo marcante é a busca quase ensandecida que algumas empresas estão realizando para desenvolver o carro sem motorista. Imaginemos o que seria dos motoristas de táxi de cidades como São Paulo ou New York impedidos de ganhar o seu sustento? Alguns poderiam argumentar que eles podem ser preparados para assumir outras funções – assim como outros trabalhadores duramente atingidos pelas disrupções(1) tecnológicas – como se tal coisa fosse simples de executar, especialmente em áreas onde o fator moral é colocado de lado.

A situação é tão inquietante que o criador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial, entre outras obras, manifestou a sua preocupação ao declarar que “As novas tecnologias estão acelerando as mudanças na natureza do trabalho [mecanismo propiciador, cabe enfatizar, de desenvolvimento intelectual, moral e material ao Espírito encarnado]: até 2020, quase metade das profissões podem ser afetadas pelos avanços na robótica [em absoluto detrimento dos que precisam trabalhar para ao menos sobreviver]. Dado que essas mudanças ocorrem numa velocidade sem precedentes, serão necessárias reformas em larga escala dos governos e dos negócios”.

Embora Schwab vá ao cerne da questão, infelizmente, não temos conhecimento de qualquer iniciativa que esteja sendo tomada para diminuir esse descalabro. Ao que parece, até mesmo organismos internacionais como a OIT estão passando ao largo do tema. O interesse é ainda menor quando se trata dos governos. Praticamente não se veem debates e discussões mais profundas – mesmo em âmbito acadêmico - a respeito. Pelo menos na vasta literatura científica sobre ética empresarial, organizações e sociedade escasseiam análises mais percucientes sobre as consequências daí derivadas. É igualmente surpreendente notar a negligência do movimento sindicalista acerca de tão palpitante assunto. Em síntese, a gravidade do problema não foi detectada ou não despertou interesse exatamente nos grupos que poderiam e deveriam atuar no encaminhamento de soluções plausíveis e equilibradas.  

Sugerindo sensatos caminhos para o enfrentamento da questão, Schwab observa que “Nós deveríamos considerar as máquinas como um complemento de nossos esforços, nos ajudando a construir um mundo mais próspero, inclusivo e sustentável. Inovações devem ser usadas para beneficiar toda a humanidade”. E arremata as suas ponderações ao propor que necessitamos de uma “quarta revolução ideológica, centrada no ser humano, para nos ajudar a encontrar valores que sirvam de base para o nosso futuro coletivo”.   

Diante do desenvolvimento tecnológico, que fazer? 

Considerando a maneira descontrolada e desumana como o desenvolvimento tecnológico vem sendo implantado no planeta, é notório que só beneficiará a alguns grupos de privilegiados – nada mais, nada menos. Se tal cenário continuar a prevalecer, é evidente que teremos um recrudescimento da pobreza e de marginalização das massas. Urge, portanto, que os governos do mundo e os organismos internacionais ligados ao universo do trabalho tomem medidas concretas para que o problema seja, enfim, equacionado. Não se trata de sugerir aqui que haja uma descontinuidade no avanço tecnológico. Mas é perfeitamente exequível conceber que moratórias em certos setores possam ser implementadas. Além disso, pode ser posto em prática treinamento e capacitação permanente para os trabalhadores, bem como a realocação dos afetados para outros setores, mas sob condições dignas de remuneração e valorização.  

Em síntese, o que sugiro é que os avanços tecnológicos sirvam sempre aos interesses de toda a humanidade, seja através de leis específicas ou de princípios gerais. Para tal fim, é indispensável que o monitoramento das iniciativas pertinentes deva ser feito com todo o rigor. Afinal de contas, ainda vivemos num mundo onde estão fortemente presentes os sentimentos de egoísmo e indiferença. Como bem observa Schwab, “o aumento da produtividade não pode ser o único objetivo da quarta revolução industrial. Eu acredito que ela também será uma revolução de valores, onde iremos incluir ideias como engajamento, propósito e inclusão no nosso foco econômico”.

De minha parte considero que essa é uma grande oportunidade para irmos um pouco mais além. Nesse sentido, o que proponho é que o desenvolvimento tecnológico abarque também a realidade do Espírito e as suas necessidades de evolução sob os auspícios do amor, da solidariedade e da compaixão. O verdadeiro progresso humano passa necessariamente pela absorção dessas virtudes, de tal maneira que as instituições as espelhem igualmente no cumprimento do seu papel. Do contrário, só se poderá vislumbrar mais provações para a humanidade.

Como salienta o ínclito Espírito Joanna de Ângelis na obra Dias Gloriosos (psicografia de Divaldo Pereira Franco), “Conhecimento e sentimento unindo-se harmonizam-se na sabedoria que é a conquista superior que o ser humano deverá alcançar, portanto, plenitude intelecto-moral, conforme acentua o nobre Codificador do Espiritismo, Allan Kardec”.    

(1) Disrupções, plural de disrupção, o mesmo que dirupção: ruína, desmoronamento, rompimento, ruptura. 


ANSELMO FERREIRA VASCONCELOS 

 

Fala Amparando


Quando estiveres a ponto de condenar alguém, lembra-te de ti mesmo.
Quantas vezes terás ferido, quando te propunhas auxiliar? 

Muitos daqueles que povoam as penitenciárias, dariam a própria vida para que o tempo recuasse, propiciando-lhes ensejo de se fazerem vítimas ao invés de verdugos... 

Prefeririam cegueira e mudez no instante de vazarem a acusação ou extrema paralisia na hora da violência. 

E qual acontece aos irmãos segregados no cárcere, quantas criaturas carregam enfermidade e frustração nas grades mentais do arrependimento tardio? 

Trajam-se em figurino recente e conservam a bolsa farta, mas, por dentro trazem desencanto e remorso por fogo e cinza no coração. 

Supõem-se livres, no entanto, jazem presas, intimamente, na cela da angústia em que enjaularam a própria alma, por não haverem calado a frase cruel no momento oportuno... 

Poderiam ter evitado o desastre moral que lhes dói na lembrança, contudo, por se acomodarem à impaciência, atearam o incêndio que resultou em loucura e destruição. 

Não sirvas vinagre a fel à mesa da própria vida. 

Onde surpreendas perturbação e sombra estende o socorro da paz e o benefício da luz. 

Compadece-te dos ingratos e desertores, quanto te condóis dos que passam sob teus olhos, mutilados e infelizes. 

Ninguém praticaria o mal se, antes, lhe conhecesse o fruto amargoso. 

Compreendamos para que sejamos compreendidos. 

Agora, talvez, poderás censurar os erros dos semelhantes. 

Amanhã, porém, mendigarás o perdão dos outros pelos teus desatinos. 

Entrega a aflição de cada dia ao silêncio de cada noite. 

Lembra-te de que, por maiores tenham sido os desregramentos da Humanidade na Terra, o Céu nunca fez coleções de nuvens para amaldiçoar ou punir, mas sim, cada manhã, acende o brilho solar por mensagem bendita de tolerância e de amor, endereçando aos homens a esperança infatigável de Deus.


Meimei,  Médium: Francisco Cândido Xavier

 

Porque o Espiritismo é a Terceira Revelação?


Por que o espiritismo se apresenta com Terceira Revelação, se sabemos que houve muito mais do que três revelações no mundo? Kardec não sabia disso?” 

“Kardec sabia. Sabia perfeitamente. Mas acontece o seguinte. As numerosas revelações que houve no mundo, desde a época primitiva, revelações entre os povos primitivos, podemos classificar como as revelações entre os homens da caverna, porque sabemos que os mesmos, como crianças que se iniciavam na vida, tiveram os seus preceptores, aqueles Espíritos superiores que cuidaram deles e os orientaram. 

Todas essas revelações têm um sentido preparatório, no tocante a uma revelação de importância fundamental para o desenvolvimento da civilização, que foi a revelação Mosaica, que, como sabemos, deu origem à Bíblia. A Bíblia dos judeus, que é também a Bíblia dos cristãos. Porque o Cristianismo é uma reforma do judaísmo, feita por Jesus, que era judeu. Essa revelação é de importância fundamental, porque estabelecia uma modificação muito profunda nos conceitos sobre Deus e o homem, sobre a vida na Terra e o destino do próprio homem. 

Deus Faz a História 

A respeito de Deus, podemos acentuar um ponto capital, que é o seguinte; enquanto as revelações, ocorridas nas diversas partes do mundo, nos davam uma idéia de Deus como distanciado do homem, alguém que houvesse, por assim dizer, criado o mundo e depois pouco se tivesse importado com ele, a revelação judaica nos mostra um Deus providencial. É aquilo que estudam os filósofos e se cama providencialismo. 

O providencialismo judeu modificou por completo o conceito de Deus. Deus não está ausente do mundo; Deus está presente; Deus faz a História. Ora, Deus, em fazendo a História, a sua participação no mundo dos homens é permanente, é constante. Esta primeira modificação é de uma importância decisiva. É para o homem uma concepção de Deus mais consentânea com a realidade daquilo que nós chamamos, hoje, a estrutura unitária do Universo. 

Além disso, a revelação Mosaica nos deu uma idéia de que Deus havia criado o mundo, não se servindo de material já existente, mas produzindo, Ele mesmo, os materiais necessários. É o dogma bíblico da criação, a partir do nada. Deus não criou o mundo do nada. O nada parece não ter condições para dar elemento algum a Deus, para que Ele pudesse criar o mundo. O nada bíblico, como nós o entendemos, na sua significação mais profunda, é como o Nirvana, de Buda, que parece ser o nada, a negação de tudo o que existe. Um nada apenas simbólico; um nada relativo; um nada em relação ao tudo o que consideramos na Terra.


Herculano Pires

 

Mais Adiante


A sabedoria divina estabeleceu leis que impulsionam a vida naturalmente para a harmonia.

Hoje, talvez, haja sombra.

Amanhã, porém, a luz voltará.

Agora, é possível que a tempestade ocorra.

Depois, porém, a bonança retornará.

Por hora, é provável que a dor te visite; mais além, todavia, a paz te sustentará.

Neste momento, é possível que a enfermidade te faça companhia.

Logo mais, porém, o equilíbrio retornará.

Lembra-te de que és um espírito imortal, e que a saúde é o teu estado natural.

Tudo mais que se apresente com ameaças perturbadoras terá caráter transitório, porque é da lei de Deus que todas as criaturas libertem-se do ego e cresçam para a consciência cósmica, plenas de paz.


Scheilla


Sobre o Autor

Scheilla, encarnou na Alemanha. Com a guerra no continente Europeu, aflições e angústias assolaram a cidade de Berlim, na Alemanha, onde Scheilla atuava como enfermeira e trabalhava com seu pai Dr. Adolfo Fritz. Seu estilo simples, sua meiguice espontânea, muito ajudavam em sua profissão. Bonita, tez clara, cabelo muito louro, que lhe davam um ar de graça muito suave. Seus olhos, azuis-esverdeados, de um brilho intenso, refletiam a grandeza de seu Espírito. Estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Scheilla, preocupada em ajudar, indistintamente. Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua responsabilidade. Via primeiro a dor, depois a criatura... Numa tarde de pleno combate, desencarna Scheilla, a jovem enfermeira. Morria no campo de lutas, aos 28 anos de idade. Muitos anos depois, surgia nas esferas superiores da espiritualidade, com o seu mesmo estilo, aprimorado carinho e dedicação, Scheilla, a Enfermeira do Alto!

Tem-se notícias apenas de duas encarnações de Scheilla: uma na França, no século XVI, e outra na Alemanha. Na existência francesa, chamou-se Joana Francisca Frémiot, nascida em Dijon a 28/01/1572 e desencarnada em Moulins a 13/12/1641. Ficou conhecida como Santa Joana de Chantal (canonizada em 1767) ou Baronesa de Chantal. Casará-se, aos 20 anos, com o barão de Chantal. Tendo muito cedo perdido seu marido, passou a dedicar-se à obras piedosas e orações, juntamente com os deveres de mãe para com seus 4 filhos. Fundou, em 1604, juntamente com o bispo de Genebra, S. Francisco de Salles, em Annecy, a congregação da Visitação de Maria, que dirigiu como superiora, em Paris. Em 1619, Santa Joana de Chantal deixou o cargo de superiora da Ordem de Visitação e voltou a Annecy, onde ficava a casa-mãe da Ordem. A 13 de dezembro de 1641 ela veio a falecer. A outra encarnação conhecida de Scheilla, verificou-se na Alemanha. 

 

O real mundo invisível



O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal? Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos. (Allan Kardec. O livro dos espíritos, q. 36)

Adeptos há da Doutrina Espírita que rejeitam, até hoje, a versão ultimamente muito ventilada pelos Espíritos desencarnados, por meio de obras ditadas psicograficamente, de um mundo material, invisível aos olhos carnais, mundo esse vibrátil e intenso, no qual existirá, em estado aperfeiçoado, ampliado até a vertigem, muito do que na Terra existe.

Respeitamos, certamente, a opinião dos refratários a essa revelação, visto que, se é dever de qualquer cidadão respeitar opiniões alheias, ao espírita, com muito maior razão, assistirá o dever de consideração à opinião do próximo, ainda quando antagônica ao seu modo de ver e pensar.

Não seria, porém, ocioso raciocinarmos sobre ensinamentos particulares aos domínios da Doutrina Espírita, raciocínios que, se nenhum proveito trouxerem à instrução que nos cumpre dilatar diariamente, ao menos nos auxiliarão no aprendizado da meditação, exercitando-nos o pensamento para voos mais arrojados.

Estas páginas, como as demais que compõem o presente volume, não são frutos do nosso raciocínio pessoal, como o não são de nossas concepções doutrinárias, visto que temos o cuidado de jamais estabelecer concepções pessoais em assuntos de Espiritismo.

Certos da nossa fragilidade, renunciamos bem cedo à vaidade das opiniões próprias, para nos achegarmos aos mestres e grandes vultos da Doutrina e junto deles buscar o ensinamento seguro, aceitando igualmente o que o Invisível espontaneamente nos revela, quando concorde com os ensinamentos básicos, revelações que, algumas vezes, têm contrariado mesmo as ideias que havíamos feito sobre mais de um assunto.

Temos sido, portanto, tão somente um veículo transmissor das ideias e do noticiário do Espaço, e, mercê de Deus, empenhamo-nos esforçadamente em ser passiva aos dedicados amigos invisíveis, ao se valerem da nossa faculdade.

E, por isso mesmo, o que aqui se afigura escrito por nossa pena mais não será do que o murmúrio das vozes de amigos espirituais que nos dirigem o cérebro e impulsionam o lápis, depois de haverem arrebatado o nosso Espírito a giros instrutivos pelo mundo invisível, as mais das vezes.

Desde o advento da Doutrina Espírita, os nobres habitantes do mundo espiritual que se têm comunicado com os homens, por intermédio de grande variedade de médiuns, afirmam ser a Terra um pálido reflexo do Espaço.

O livro dos médiuns, de Allan Kardec, Segunda Parte, no belo capítulo VIII – “Do laboratório do mundo invisível” – é fecundo em explicações que oferecem base para estudos e conclusões muito profundas quanto à vertiginosa intensidade do plano invisível, a possibilidade de realizações, ali, por assim dizer, “materiais”, que as entidades desencarnadas sempre afirmaram e que nos últimos tempos vêm confirmando com insistência e pormenores dignos de atenção.

E no precioso compêndio A gênese, também de Allan Kardec, lemos o seguinte, no capítulo XIV, subtítulo “Ação dos Espíritos sobre os fluidos. Criações fluídicas. Fotografias do pensamento”:

13. Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam; o meio onde ocorrem os fenômenos especiais, perceptíveis à visão e à audição do Espírito, mas que escapam aos sentidos carnais, impressionáveis somente à matéria tangível; o meio onde se forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos efeitos, da luz ordinária; finalmente, o veículo do pensamento, como o ar o é do som.

14. Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não os manipulando como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinada; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual

E, no item 3, desse mesmo capítulo, encontraremos:

3. No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.

Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.

Os próprios Espíritos ditos sofredores, até mesmo os criminosos, que se costumam apresentar em bem dirigidas sessões práticas, narram acontecimentos reais, positivos, que no Invisível se sucedem, um modo de viver e de agir, no Espaço, muito distanciado daquele estado vago, indefinível, inexpressivo, que muitos entendem seja o único verdadeiro, quando a Revelação propala, desde o início, um mundo de vida intensa, mundo real e de realidades, onde o trabalho se desdobra ao infinito e as realizações não conhecem ocasos.

Nas entrelinhas de grandes e conceituadas obras doutrinárias, existem claras alusões a sociedades, ou “colônias”, organizadas no além-túmulo, onde avultam cidades, casas, palácios, jardins etc., etc. Na erudita e encantadora obra “Depois da morte”, do eminente colaborador de Allan Kardec, Léon Denis, o qual, como sabemos, além de primoroso escritor, foi um grande inspirado pelos Espíritos de escol, no capítulo XXXV, a exposição dessa tese não somente é fecunda e expressiva, como também mesclada de grande beleza, como tudo o que passou por aquele cérebro e aquela pena.

Diz Léon Denis: O Espírito, pelo poder de sua vontade, opera sobre os fluidos do espaço, os combina, dispondo-os a seu gosto, dá-lhes as cores e as formas que convêm ao seu fim. É por meio desses fluidos que se executam obras que desafiam toda comparação e toda análise.

Construções aéreas, de cores brilhantes, de zimbórios resplendentes: sítios imensos onde se reúnem em conselho os delegados do Universo; templos de vastas proporções de onde se elevam acordes de uma harmonia divina; quadros variados, luminosos: reproduções de vidas humanas, vidas de fé e de sacrifício, apostolados dolorosos, dramas do infinito. Como descrever magnificências que os próprios Espíritos se declaram impotentes para exprimir no vocabulário humano?

É nessas moradas fluídicas que se ostentam as pompas das festas espirituais. Os Espíritos puros, ofuscantes de luz, agrupam-se em famílias. Seu brilho e as cores variadas de seus invólucros permitem medir a sua elevação, determinar-lhes os atributos.


Charles, do livro: Devassando o Invisível, psicografado por Yvonne A. Pereira.


 
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