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O sonho do filete de água


“E Jesus, respondendo, disse-lhes: tende fé em Deus.” – (Marcos, 11:12.)

O pequeno filete de água espremia-se entre as rochas poderosas para conseguir contemplar a luz do sol. E trazia consigo um sonho: um dia gostaria muito de desaguar no grande volume de água do mar imenso!

E alimentando esse sonho ele foi rompendo as barreiras dos rochedos até que começou a escorrer muito lentamente em direção ao solo árido. Precisava escavar seu próprio leito se quisesse chegar até o seu distante e sonhado destino.

Devagar, muito lentamente, foi deslizando hora para a direita e hora para a esquerda na medida em que o seu volume aumentava rompendo as barreiras das profundidades sombrias das rochas.

Um dia já possuía um razoável volume, mas se viu diante de um enorme obstáculo: uma pedra de grandes proporções impedia que ele prosseguisse em direção ao seu sonho de chegar até o mar. Começou a chorar e suas lágrimas se misturavam com o volume das águas que já tinha conquistado. Ninguém, portanto, podia ver o seu choro, somente Deus. E Ele enviou um espírito encarregado da Natureza que foi perguntar ao pequeno riacho qual a razão do seu lamento que havia interrompido a sua marcha em direção ao mar. O riacho muito triste apontou o enorme obstáculo que havia surgido em seu caminho: uma pedra imensa que o impedia de prosseguir a jornada. O espírito fez um exame do obstáculo e constatou que era realmente muito grande. Não havia como passar por sobre ele. O espírito da Natureza perguntou ao riacho se ele tinha fé para realizar seus planos. Diante da resposta afirmativa, o emissário divino recomendou-lhe que, ao invés de passar por cima daquela pedra imensa, contornasse o obstáculo com muito esforço e prosseguisse em sua marcha. E dessa maneira foi feito. O riacho feliz e com muita vontade de atingir o mar reuniu todas as suas forças e, devagar, muito lentamente, foi contornando o obstáculo e conseguiu prosseguir em direção ao seu sonho.

Emmanuel, no livro Palavras De Vida Eterna, na lição intitulada Tende Fé Em Deus, nos ensina, entre outras coisas, que muitas vezes as dificuldades na concretização de um projeto elevado se nos afigura inamovível. Tudo, aparentemente, é obstáculo intransponível. Entretanto, Deus intervém e uma porta aparece. Salientam-se fases de trabalho em que a luta é suposta invencível, com absoluto desânimo daqueles que te rodeiam, mas Deus providencia e segues, tranquilo, à frente – continua ele ensinando.

Encerra essa lição dizendo que, por mais áspera seja a crise, não devemos perder o otimismo e continuar trabalhando confiantes na indicação de Jesus contida em Marcos: Tende fé em Deus!

Ficamos a nos lembrar das imensas dificuldades que enfrentou Chico Xavier quando no início do século XX se entregou como o mensageiro fiel dos Espíritos! O Centro espírita vazio e o Chico falando para nenhuma plateia visível. O moço que era tido como desequilibrado mental, já que falava para ninguém, fiel ao seu compromisso no trabalho com Jesus.

Ficamos a imaginar a coragem e fé gigantescas de Francisco de Assis quando se despiu em plena praça renunciando a tudo o que o mundo lhe ofertava através do seu pai, cobrindo a nudez com um pedaço de pano atado à cintura com um pedaço de corda rústica para que pudesse continuar a demonstrar a sua fé em Deus.

Ficamos a imaginar o professor Hippolyte Léon Denizard  Rivail a estudar com seriedade a brincadeira do século XIX onde, aparentemente, as mesas dançavam ao sabor das perguntas descompromissadas da sociedade de então, para manter-se fiel a imensa missão que trazia de revelar ao mundo a dimensão espiritual da vida imortal.

Da mesma maneira Madre Teresa de Calcutá, deixando o conforto de um lar e lançando-se ao mundo a buscar aos mais necessitados a quem ela, incansavelmente, procurou servir.

Nessa mesma linha de raciocínio não poderíamos nos esquecer de irmã Dulce na Bahia. De Divaldo Pereira Franco em seus 89 anos de existência física sempre a trabalhar confiando em Deus de que tudo dará certo como realmente deu.

São eles verdadeiros rios de fé caminhando intimoratos para abraçar o imenso oceano da vida imortal.

Obstáculos em seu caminho? Tende fé em Deus!

RICARDO ORESTES FORNI, O Consolador, Ano 10 - N° 487 - 16 de Outubro de 2016. 

 

Crianças

"Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos..." - Jesus. (MATEUS, 18:10.)



Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e a vestimenta.

Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação. 

Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhe relegam a alma a lamentável abandono. 

A vadiagem na rua fabrica delinquentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre.

Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos de natureza animalizada.

Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre.

O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer "que nem só do pão vive o homem".

Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã.


Emmanuel, Médium: Francisco Cândido Xavier

 

Magnésio: Mineral Essencial (que você provalmente tem deficiência!)


Hoje vamos falar sobre um dos minerais mais importantes para nossa saúde: o magnésio. Ele é essencial em todas as idades, pois mantém o corpo vigoroso, previne diversas infecções e tem inúmeras outras funções. Infelizmente, hoje que a alimentação já não é tão rica em minerais como antigamente (pois o solo está mais pobre em minerais), a grande maioria das pessoas está deficiência em magnésio (especialmente os brasileiros!).


Por que precisamos de magnésio?

O magnésio cumpre papeis importantes e está presente no córtex adrenal, vasos sanguíneos, sistema cerebral e nervoso, coração, ouvido interno, hipotálamo, rins, fígado, músculos, próstata, baço, testículos e tiróide. Ele funciona em sinergia com o cálcio, e juntos promovem a qualidade e bom funcionamento dos ossos, dentes e tecidos.

Enfim, o magnésio é sem sombra de dúvida um dos minerais mais essenciais e importantes para o organismo como um todo.


Benefícios do magnésio

Ajuda a eliminar o ácido que se acumula nos rins, promovendo o funcionamento e a saúde renal.

Estimula as funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos, contribuindo, desta forma, a manter um equilíbrio mental.

É ideal para os esportistas ou pessoas com alto rendimento físico, já que ajuda a prevenir e combater as lesões musculares, cãibras, fadiga e/ou cansaço muscular.

Estimula o bom funcionamento do sistema cardiovascular, prevenindo as doenças do coração.

Ajuda a diminuir os níveis do colesterol ruim, estimulando a boa circulação do sangue e prevenindo doenças.

É um poderoso remédio anti-estresse, que também ajuda a combater a depressão, os enjoos e a fadiga.

É muito importante na regulação da temperatura do corpo.

Previne problemas como as hemorroidas, melhora a saúde intestinal e ajuda em casos como a colite, prisão de ventre, entre outros.

Previne os problemas da próstata e ajuda a combatê-los.

Fortalece o sistema imunológico, ajudando a prevenir e a combater os resfriados, mucosidades e infecções.

Previne o envelhecimento precoce, já que oferece vitalidade ao corpo e promove a regeneração celular.

É um elemento chave na prevenção da osteoporose, pois atua como um fixador de cálcio nos ossos.

Previne a formação de cálculos renais, impedindo que o oxalato de cálcio se acumule neles.

Promove a saúde da mulher, já que diminui os sintomas da TPM e estimula a regulação hormonal.

Combate os radicais livres, evitando a formação de tumores e verrugas.

Promove a limpeza das artérias, prevenindo ao mesmo tempo a arterosclerose.

Sinais de Deficiência de Magnésio


Alguns sinais podem ser pela falta de magnésio no organismo:

Insônia, obesidade, enxaqueca, TPM , instabilidade emocional, depressão, nervosismo, ansiedade, pedras nos rins, insuficiência cardíaca, fadiga crônica, diabetes, cãibras musculares, osteoporose, artrite, artrose, problemas de memória, sensibilidade ao ruído e envelhecimento acelerado.


Alimentos Ricos em Magnésio

Os alimentos ricos em magnésio são principalmente sementes, frutas secas e vegetais. Alguns exemplos:

Sementes de abóbora e de girassol

Castanhas, nozes e amêndoas (conheça as melhores)

Espinafre, beterraba, quiabo

Feijões e ervilhas

Cacau, banana e abacate


Dose Diária

Pesquisas apontam que mais de 80% da população é deficiente em magnésio. Essa situação é ainda mais séria no Brasil, uma vez que aqui não possuimos terreno vulcânico que seria a principal fonte deste mineral no solo e, consequentemente, nos alimentos.

É recomendada a ingestão de 320 a 420 mg de magnésio diariamente, o que é bastante difícil de ser alcançado com a dieta pelos motivos citados acima.

Por isso, a suplementação com magnésio é bastante utilizada no Brasil e no mundo, e muitas pessoas relatam benefícios bem pronunciados já nos primeiros usos. Os suplementos são de vários tipos mas bastante semelhantes. Normalmente se encontram na forma de magnésio quelato e magnésio dimalato. Existe também o cloreto de magnésio, que é uma opção mais barata, e cuja absorção pelo organismo é menos eficiente. Pelo papel sinérgico com o cálcio, muitas vezes os suplementos contêm os dois minerais combinados.

Os suplementos de magnésio de diversos tipos podem ser feitos em farmácias de manipulação, ou encontrados em algumas lojas de produtos naturais.


 

Obsessores... quem são eles?


“Recorda teus perseguidores com piedade consoladora, laborando em benefício deles com o perdão. Evoca-os em tuas orações intercessórias, que os alcançarão em forma de lenitivo e esperança. Ajuda-os, por tua vez, como ontem te auxiliaram outros corações dos quais não recordas.” (Joanna de Ângelis)

Lembremo-nos de quanto carinho devemos ter por nossos obsessores. Esquecemos quanta dor levam no peito e que não são somente ódio, pois eles têm, como todos nós, um lado humano, embora empedernido pelo desejo de vingança.

Imaginemos quanto amor alguém tem por eles. Uma mãe, um pai, um filho, irmãos, amigos... Um sentimento de piedade nosso pode lenir a alma desesperada daqueles que nos odeiam. Esse é o amor que é possível sentir pelos obsessores, mesmo que estejamos ainda muito aquém da reconciliação.

De ordinário, os obsessores são também obsidiados. Mentes vigorosas os mantêm cativos de uma influência vampirizadora, em troca de supervisão e apoio de outros obsessores que se associam a eles. Não é preciso dizer que são irmãos extremante infelizes e que os mais perigosos escondem um vazio no coração que espera o lenitivo que anseiam. Eles necessitam dos obsidiados para colher energias que os sustentem.

Entendemos que Jesus espera de nós que amemos nossos inimigos com um amor terno, com afeição e carinho.

“É natural que tenhamos adversários, mas não inimigos.” (André Luiz)

Existem adversários que se estimam mutuamente, ou que ao menos se respeitam sem nenhum tipo de animosidade. Transformar um inimigo em adversário é um primeiro passo rumo ao perdão, desde que nós já tenhamos perdoado.

O perdão significa libertação de grilhões de ódio. Mas, se nós perdoamos e nosso adversário não, espera-se que o vínculo obsessivo se desfaça naturalmente, a não ser que a provação deva continuar.

“É com brandura que se deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem a verdade e voltarem ao bom senso, livrando-se das armadilhas do diabo, a cuja vontade estão sujeitos.” (2 Timóteo 2:25-26)

Muitas vezes nossos obsessores foram nossos comparsas que agora enxergam traição no fato de deixá-los para seguirmos Jesus. Voltam-se com ódio para nós e investem contra nós, atingindo-nos em nossos pontos vulneráveis e nos mais caros interesses, pois foram nossos amigos e conhecem-nos muito bem. Seu desejo é atormentar-nos para ver até que ponto permaneceremos fiéis a Jesus, embora reconheçam que mudamos de alguma sorte, mesmo que pouco. Mas eles são ainda suscetíveis de retomar, no futuro, a antiga amizade.

Enxergar amigos em nossos obsessores é a chave que abre as amarras da obsessão.

Reconhecer que a prova da obsessão é um mecanismo de redenção muda toda a nossa perspectiva acerca dos papéis que interpretamos nesse intrincado labirinto de animosidade, em que encontramos a possibilidade de conviver intimamente com nossos inimigos, estimando-os não como inimigos, mas como bons adversários.

Entender a dor como mola propulsora do ódio deve fazer com que trabalhemos não tanto pela libertação, mas para a reconciliação entre dois amigos que sofrem. Lembremos que, muitas vezes, não podemos fazer o bem diretamente aos nossos obsessores porque eles se opõem a isso, devido ao abismo que separa obsessor e obsidiado. Descobrimos, então, o valor do silêncio e da oração, que ofertarão lenitivo e esperança a um coração que sofre, porque em processos como esses ninguém é feliz e todos sofrem.


O Consolador  

Ano 10 - N° 485 - 2 de Outubro de 2016

 

Reconhece-se O Cristão Pelas Suas Obras



            16 – “Nem todos os que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Escutai estas palavras do mestre, todos vós que repelis a doutrina espírita como obra do demônio! Abri os vossos ouvidos, pois chegou o momento de ouvir! Será suficiente trazer a libré do Senhor, para ser um fiel servidor? Será bastante dizer:“ Sou cristão ”, para seguir o Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos”. – “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada no fogo”. – Eis as palavras do Mestre. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Quais os frutos que a árvore do Cristianismo deve dar, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com a sua sombra uma parte do mundo, mas ainda não abrigaram a todos os que devem reunir-se em seu redor? Os frutos da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e fé. O Cristianismo, como o vem fazendo desde muitos séculos, prega sempre essas divinas virtudes, procurando distribuir os seus frutos. Mas quão poucos os colhem! A árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus. Quiseram moldá-la segundo as suas idéias, modelá-la de acordo com as suas conveniências. Para isso a cortaram, diminuíram, mutilaram. Seus ramos estéreis já não produzem maus frutos, pois nada mais produzem. O viajor sedento que se acolhe à sua sombra, procurando o fruto de esperança, que lhe deve dar força e coragem, encontra apenas os ramos adustos, pressagiando mau tempo. É em vão que busca o fruto da vida na árvore da vida: as folhas tombam secas aos pés. A mãos do homem tanto as trabalharam, que acabaram por crestá-las!


            Abri, pois, vossos ouvidos e vossos corações, meus bem amados! Cultivai esta árvore da vida, cujos frutos proporcionam a vida eterna. Aquele que a plantou vos convida a cuidá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância os seus frutos divinos. Deixai-a assim como o Cristo vo-la deu: não a mutileis. Sua sombra imensa quer estender-se por todo o universo; não lhe corte a ramagem. Seus frutos generosos caem em abundância, para alentar o viajor cansado, que deseja chegar ao seu destino. Não os amontoeis, para guardá-los e deixá-los apodrecer, sem servirem a ninguém. “São muitos os chamados e poucos os escolhidos”. É que há os açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não vos coloqueis entre eles; a árvore que dá bons frutos deve distribuí-los para todos. Ide, pois, procurar os necessitados; conduzi-os sob as ramagens da árvore e partilhai com eles o abrigo que ela vos oferece. “Não se colhem uvas dos espinheiros”. Meus irmãos, afastai-vos, pois, dos que vos chamam para apontar os tropeços do caminho, e segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.


            O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Os que me dizem Senhor, Senhor, nem todos entrarão no Reino dos Céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Que o Senhor das bênçãos vos abençoe, que o Deus da luz vos ilumine; que a árvore da vida vos faça com abundância a oferenda dos seus frutos! Credes e orai!


SIMEÃO
Bordeaux,1863

Do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

 

A Parte Mais Importante do Corpo


Qual será a parte mais importante do corpo? Eis uma questão, com certeza, de difícil solução. Pois, uma mãe muito jovem perguntou a seu filho, um dia, exatamente isso. 

O menino pensou um pouco e se lembrou de como o som é importante para os seres humanos, permitindo a audição da voz humana e dos sons dos animais, do vento, da chuva, da música. Por isso, respondeu:

“Minhas orelhas”, mãe. 

“Não, você não acertou. Mas, não se preocupe. Continue pensando no assunto. Em outra oportunidade, volto a lhe perguntar.” 

Algum tempo se passou até que a mãe tornou a fazer a mesma indagação. O garoto, que desde a sua primeira tentativa de resposta, frustrada, pensara muito no assunto, respondeu logo:

“Mãe, a visão é muito importante para todos. É ela que nos permite vislumbrar a beleza das cores, o rosto dos nossos amores, as cenas dos filmes, do teatro. Então, a parte mais importante do corpo são os nossos olhos.” 

“Você está aprendendo rápido”, disse a mãe, “mas a resposta ainda não está correta. Pode-se viver sem a visão dos olhos. Pense em quantos cegos existem pelo mundo.” 

O menino não desistiu e continuou a sua busca pela resposta, ao longo do tempo. Vez ou outra, a mãe voltava à carga e a cada resposta dele, ela frisava:

“Não, não é esta parte a mais importante. Mas você está ficando mais esperto a cada ano, minha criança.” 

O tempo passou e um dia, morreu o avô do menino. Todos ficaram tristes. Ele era muito amado. Todos choraram. O jovenzinho viu seu pai chorar. Aquilo o marcou porque era a segunda vez, em sua vida, que via seu pai chorar. 

Então, sua mãe olhou para ele, quando ele se aproximou do caixão para, de sua intimidade, dirigir um até logo mais prolongado ao avô. 

E ela perguntou:

“Filho, agora você já sabe qual a parte do corpo mais importante?” 

O rapaz ficou chocado. Aquele não era um momento próprio para fazer aquela pergunta. Mesmo porque, desde a infância, ele sempre levara tudo aquilo à conta de um jogo entre ele e sua mãe. Um jogo que ele pensava ganhar um dia, quando descobrisse a resposta correta. 

Mas, aquele momento era de muita dor para se pensar em jogo. Ainda confuso, ele ouviu a mãe ponderar:

“Esta pergunta é muito importante. Mostra como você viveu realmente a sua vida. Para cada parte do corpo que você citou no passado, eu lhe disse que estava errado. Mas hoje é o dia que você necessita aprender esta importante lição.” 

Ela olhou o filho daquele jeito que somente uma mãe pode fazer. Havia lágrimas em seus olhos, quando falou:

“Meu querido, a parte do corpo mais importante é seu ombro.

“Por que eles sustentam minha cabeça?” 

“Não, filho. É porque pode apoiar a cabeça de um amigo ou de alguém amado quando eles choram.” 

Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento de sua vida, meu querido. 

Eu espero que você tenha bastante amor e amigos. E que tenha sempre um ombro disponível se acaso precisarem chorar.

Pense nisso! 

As pessoas poderão esquecer do que você disse, depois de algum tempo. Mesmo porque, quase sempre não nos habituamos a escutar com o coração e a memória nos trai. 

As pessoas poderão esquecer do que você fez, com o passar dos anos. A memória da gratidão costuma empalidecer no decurso dos anos. 

Mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir, da amizade que ofertou, da emoção que proporcionou, da solidão que preencheu, do amor que semeou.


 

Os políticos desta terra não sabem da missão que lhes foi predestinada.


Os políticos desta terra não sabem da missão que lhes foi predestinada.

É sabido já pelas profecias, desde Elias, passando por Isaías, refeito no período do Iluminismo, acerca dos momentos áureos do Brasil.

A velha Europa e o hemisfério norte da Terra, não tem muito comprometimento com o Evangelho de Jesus.

O núcleo do Evangelho de Jesus está mais ao sul do hemisfério do sul, onde se divisa o Cruzeiro do Sul.

Por isso Senhores, se ainda não sabem deverão saber, onde desenvolver forças e inteligência para receber os irmãos náufragos, ouçam bem, os irmãos náufragos de outras nações como verdadeiros irmãos, e já ter desenvolvido política de acolhimento e de inteligência Santa, porque a misericórdia de Deus assim o quer.

Se a misericórdia de Deus não entrar em ação, a raça humana estará aniquilada.

Isso que os Senhores estão assistindo é apenas o início: há de se retirar todas as cobras, os ratos, as baratas e as traças da sociedade, e trazer a inteligência e a sabedoria do Evangelho para a política.

Os Senhores são administradores de 8.500 km de litoral, de porto natural, exatamente para receber os irmãos náufragos, porque eles, na sua soberba, destruíram a mensagem do Evangelho.

Dr. Adolfo Fritz, psicofonia de Laerson Cândido de Oliveira, recebida no Instituto Espírita Cidadão do Mundo, no dia 03/09/2016.


 

Disrupções tecnológicas: mais provações para a Humanidade?


Sob a tutela de Jesus – governador espiritual desse mundo – almas dotadas de elevada inteligência e capacidade têm sistematicamente ajudado no progresso humano. De fato, a nossa civilização passou por grandes mudanças e transformações ao longo dos milênios. As descobertas do fogo, do ferro, da escrita, entre outras tantas inumeráveis, são sinais inequívocos da superação dos limites humanos sempre em busca de uma existência física melhor. Nesse sentido, são notáveis os avanços obtidos, sobretudo a velocidade na qual eles estão sendo gerados, particularmente a partir de meados do século passado. Por tudo o que alcançamos e desenvolvemos, é indiscutível que entramos num outro patamar de conhecimentos e aplicações.

No entanto, convém recordar que “O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. A moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se” (questão 780b de O Livro dos Espíritos).

Desse modo, quando o processo de desenvolvimento não contempla apropriadamente o imperativo moral cria-se um cenário de desequilíbrio, desigualdades e injustiças. Com o advento da era da informática – de forma mais incisiva com o computador ENIAC em 1946 –, as transformações têm sido gigantescas, especialmente as relacionadas ao mundo do trabalho. Com efeito, ficaram celebrizadas as fotos dos escritórios dos anos 1960 nas quais se mostravam centenas de pessoas, praticamente apinhadas, executando o seu trabalho quase mecanicamente. As centrais telefônicas, por sua vez, retratavam dezenas de mulheres recebendo as ligações e simultaneamente conectando os fios em painéis à sua frente. As linhas de montagem das fábricas foram um capítulo à parte dadas as suas características e arranjos.  

O papel do trabalho no progresso humano 

Seja como for, é preciso reconhecer que naquele período da história, o operário, o trabalhador, o executivo, enfim, recebiam uma valorização muito diferente da atualidade. As famílias eram formadas e, a despeito das dificuldades salariais e renda, todos conseguiam sobreviver e até mesmo prosperar. Era grande motivo de orgulho para os pais quando os filhos conseguiam ir à universidade. Tal feito representava uma perspectiva segura de novas conquistas e realizações para os indivíduos. Havia, por assim dizer, espaço para todos através do abençoado trabalho.

Aliás, a relevância da lei do trabalho foi devidamente explorada por Allan Kardec na questão nº 676 do já citado O Livro dos Espíritos: “Por que o trabalho se impõe ao homem? Por ser uma consequência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas é sempre um trabalho” (ênfase nossa).

Desse modo, perante a espiritualidade, o trabalho tem um papel vital no progresso das criaturas. Seria sensato, portanto, que, diante do corolário de experiências humanas fracassadas – refiro-me às crises cíclicas que atingem o universo laboral sempre produzindo nefastas consequências às pessoas e às suas vidas -, a criação de oportunidades de trabalho já deveria ter sido considerada uma obrigação moral nesse orbe por tudo que o assunto representa. Mas ainda não é o caso. Para ilustrar o argumento vale mencionar um estudo conduzido pelo Pew Research Center focando na geração dos milennials (jovens entre 18 e 34 anos). Os resultados revelaram que, pela primeira vez em 130 anos, os jovens estão preferindo continuar a morar com os pais, entre outras razões por limitações financeiras ou salários cada vez mais baixos. Em resumo, o precário patamar de remuneração do trabalho na atualidade não possibilita, pelo menos para muitos indivíduos dessa faixa etária, as necessárias condições para que constituam as suas próprias famílias ou tenham independência financeira.   

O pesadelo gerado pelo progresso tecnológico 

Os progressos tecnológicos também não têm sido suficientemente eficazes para ajudar a corrigir tais distorções. Pelo contrário. De fato, os seus efeitos e impactos têm sido trágicos especialmente para os trabalhadores menos qualificados. Como destacou outro estudo recentemente publicado pela International Labour Organization (OIT) intitulado “ASEAN in transformation: How technology is changing jobs and enterprises” (disponível em:  goo.gl/JpWVzY ) envolvendo nações do sudeste da Ásia, vários setores industriais e um contingente de  632 milhões de pessoas, os “avanços tecnológicos e inovações estão desafiando a ordem existente”. Para os autores, os empregos, particularmente os relacionados às atividades que requerem baixa qualificação e pertencentes a setores que demandam intensa mão de obra, estão condenados a serem desativados pela tecnologia e cadeias globais de suprimentos. Tal quadro é, na visão deles, altamente desafiador demandando intervenções precisas.

O progresso tecnológico atual está gerando um pesadelo não apenas para os trabalhadores considerados menos qualificados (lower-skilled workers), conforme sugerem os resultados do estudo acima, mas igualmente – e aí se identifica um clamoroso paradoxo – para os trabalhadores mais qualificados (higher-skilled workers). De acordo com notícia publicada pela revista Época Negócios, a automação exagerada – advinda da adoção de softwares poderosíssimos - está ameaçando até os profissionais do mercado financeiro que trabalham em Wall Street. Por conseguinte, destacadas organizações do setor deverão reduzir significativamente as suas instalações físicas como, por exemplo, o Goldman Sachs.

Os profissionais que executavam análises praticamente “artesanais” e projetavam cenários prováveis estão sendo substituídos por programas de computador que geram respostas extremamente rápidas. A propósito, no setor bancário brasileiro se trava uma ostensiva batalha entre os dois maiores players pelo domínio do conceito de instituição mais digitalizada. Não é complicado deduzir que o interesse é o de reduzir despesas fixas com agências e pessoas, deixando aos clientes-consumidores a obrigação de fazer as suas operações cada vez mais pela internet e/ou smartphones. Só falta declarar: “Venham às nossas agências o mínimo possível ou até mesmo nunca mais”.  

Consequências das disrupções tecnológicas 

A sanha das novas descobertas tecnológicas já produziu softwares capazes de escrever textos jornalísticos, embora não muito complexos – o que coloca uma sombra sobre os profissionais da área – pelo menos por enquanto... Outro exemplo marcante é a busca quase ensandecida que algumas empresas estão realizando para desenvolver o carro sem motorista. Imaginemos o que seria dos motoristas de táxi de cidades como São Paulo ou New York impedidos de ganhar o seu sustento? Alguns poderiam argumentar que eles podem ser preparados para assumir outras funções – assim como outros trabalhadores duramente atingidos pelas disrupções(1) tecnológicas – como se tal coisa fosse simples de executar, especialmente em áreas onde o fator moral é colocado de lado.

A situação é tão inquietante que o criador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial, entre outras obras, manifestou a sua preocupação ao declarar que “As novas tecnologias estão acelerando as mudanças na natureza do trabalho [mecanismo propiciador, cabe enfatizar, de desenvolvimento intelectual, moral e material ao Espírito encarnado]: até 2020, quase metade das profissões podem ser afetadas pelos avanços na robótica [em absoluto detrimento dos que precisam trabalhar para ao menos sobreviver]. Dado que essas mudanças ocorrem numa velocidade sem precedentes, serão necessárias reformas em larga escala dos governos e dos negócios”.

Embora Schwab vá ao cerne da questão, infelizmente, não temos conhecimento de qualquer iniciativa que esteja sendo tomada para diminuir esse descalabro. Ao que parece, até mesmo organismos internacionais como a OIT estão passando ao largo do tema. O interesse é ainda menor quando se trata dos governos. Praticamente não se veem debates e discussões mais profundas – mesmo em âmbito acadêmico - a respeito. Pelo menos na vasta literatura científica sobre ética empresarial, organizações e sociedade escasseiam análises mais percucientes sobre as consequências daí derivadas. É igualmente surpreendente notar a negligência do movimento sindicalista acerca de tão palpitante assunto. Em síntese, a gravidade do problema não foi detectada ou não despertou interesse exatamente nos grupos que poderiam e deveriam atuar no encaminhamento de soluções plausíveis e equilibradas.  

Sugerindo sensatos caminhos para o enfrentamento da questão, Schwab observa que “Nós deveríamos considerar as máquinas como um complemento de nossos esforços, nos ajudando a construir um mundo mais próspero, inclusivo e sustentável. Inovações devem ser usadas para beneficiar toda a humanidade”. E arremata as suas ponderações ao propor que necessitamos de uma “quarta revolução ideológica, centrada no ser humano, para nos ajudar a encontrar valores que sirvam de base para o nosso futuro coletivo”.   

Diante do desenvolvimento tecnológico, que fazer? 

Considerando a maneira descontrolada e desumana como o desenvolvimento tecnológico vem sendo implantado no planeta, é notório que só beneficiará a alguns grupos de privilegiados – nada mais, nada menos. Se tal cenário continuar a prevalecer, é evidente que teremos um recrudescimento da pobreza e de marginalização das massas. Urge, portanto, que os governos do mundo e os organismos internacionais ligados ao universo do trabalho tomem medidas concretas para que o problema seja, enfim, equacionado. Não se trata de sugerir aqui que haja uma descontinuidade no avanço tecnológico. Mas é perfeitamente exequível conceber que moratórias em certos setores possam ser implementadas. Além disso, pode ser posto em prática treinamento e capacitação permanente para os trabalhadores, bem como a realocação dos afetados para outros setores, mas sob condições dignas de remuneração e valorização.  

Em síntese, o que sugiro é que os avanços tecnológicos sirvam sempre aos interesses de toda a humanidade, seja através de leis específicas ou de princípios gerais. Para tal fim, é indispensável que o monitoramento das iniciativas pertinentes deva ser feito com todo o rigor. Afinal de contas, ainda vivemos num mundo onde estão fortemente presentes os sentimentos de egoísmo e indiferença. Como bem observa Schwab, “o aumento da produtividade não pode ser o único objetivo da quarta revolução industrial. Eu acredito que ela também será uma revolução de valores, onde iremos incluir ideias como engajamento, propósito e inclusão no nosso foco econômico”.

De minha parte considero que essa é uma grande oportunidade para irmos um pouco mais além. Nesse sentido, o que proponho é que o desenvolvimento tecnológico abarque também a realidade do Espírito e as suas necessidades de evolução sob os auspícios do amor, da solidariedade e da compaixão. O verdadeiro progresso humano passa necessariamente pela absorção dessas virtudes, de tal maneira que as instituições as espelhem igualmente no cumprimento do seu papel. Do contrário, só se poderá vislumbrar mais provações para a humanidade.

Como salienta o ínclito Espírito Joanna de Ângelis na obra Dias Gloriosos (psicografia de Divaldo Pereira Franco), “Conhecimento e sentimento unindo-se harmonizam-se na sabedoria que é a conquista superior que o ser humano deverá alcançar, portanto, plenitude intelecto-moral, conforme acentua o nobre Codificador do Espiritismo, Allan Kardec”.    

(1) Disrupções, plural de disrupção, o mesmo que dirupção: ruína, desmoronamento, rompimento, ruptura. 


ANSELMO FERREIRA VASCONCELOS 

 
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