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As mudanças em curso


O momento presente é extremamente significativo para o Brasil. O país tem enfrentado pacificamente, obviamente que ao seu modo e ao seu jeito um tanto peculiar, as inúmeras consequências desastrosas legadas recentemente. Partidarismos à parte, o fato é que o país caminhava celeremente para o colapso, dado o descontrole das finanças públicas, da desorganização da economia, do desemprego crescente, da incapacidade de governar, da corrupção sistêmica e do escabroso aparelhamento do Estado.

As revelações que ora emergem da Operação Lava Jato, assim como de outras menos expressivas, também estão derruindo certos mitos políticos cuidadosamente construídos ao longo das últimas décadas. Os seus desmandos, excessos e desvios éticos e morais estão aparecendo sob uma força avassaladora.

Desse modo, se há algo admirável na atualidade, é a possibilidade de se descortinar os atores sociais na sua inteireza, isto é, tal qual são. Provavelmente muitos personagens de alta expressão acabarão sucumbindo, mais dia menos dia, diante das provas e evidências insofismáveis das suas práticas delituosas.

Enfim, não se consegue mais ocultar a verdade. Independentemente das pertinentes ações da justiça humana, há também – não podemos nos esquecer – a intervenção precisa e benfazeja da Espiritualidade superior. Ou seja, chega o instante que o mal, com tudo que ele representa, precisa ser afastado.

Tal constatação, que está amplamente sustentada nos fatos noticiados pela imprensa e no desdobramento de certos fatos, nos conduz aos esclarecimentos prestados pelos Espíritos na questão 781 do O Livro dos Espíritos:

“781. Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?

Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.

a) — Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?

Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter”.

Posto isto, os governantes atualmente empossados estão encetando medidas amargas e reformistas, porém necessárias à estabilidade. Especificamente para eles cabe recordar a providencial recomendação do Espírito Emmanuel, conforme consta na obra Fonte Viva (psicografia de Francisco Cândido Xavier), “Quem puder receber uma gota de revelação espiritual no imo do ser, demonstrando o amadurecimento preciso para a vida superior, procure, de imediato, o posto de serviço que lhe compete, em favor do progresso comum”.

Se eles se conduzirem com proficiência nas suas atribuições e responsabilidades, nós teremos uma nação muito mais amadurecida e preparada para o enfrentamento dos desafios típicos dessa era. O Brasil está passando por uma transição dolorosa, embora indispensável à sua recuperação.

As almas que aqui vivem precisam de incentivos à conduta ética, de exemplos dignificantes e honráveis, particularmente da sua elite. Mais do que nunca, as novas gerações precisam aprender que “o crime não compensa”. As mudanças em curso são positivas e, se bem executadas, trarão dias melhores e progresso geral. Nem tudo é perfeito ou será perfeito, mas Jesus está no leme como sempre – não nos esqueçamos. 


ANSELMO FERREIRA VASCONCELOS 

O Consolador
Crônicas e Artigos
Ano 10 - N° 493 - 27 de Novembro de 2016  

 

Conversa paterna

- Filho: alvorece... Apega-te à charrua

E semeia teu mundo juvenil

De bondade e beleza, em graças mil,

Enquanto a vida em ti se alarga e estua.


Guarda a firmeza de quem não recua,

Ante os percalços do terreno hostil,

Quando o arado trabalha, ao céu de anil,

O serviço do Mestre continua ...


Louva, cantando, a nova madrugada

Em que aparece a luta renovada,

Compelindo-te à luz do mais além.


Semeia, com Jesus, na manhã clara...

E encontrarás a glória da seara

No campo eterno do infinito bem.


 João de Deus, Do livro Relicário de Luz, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

A Resposta


O homem desesperado alcançou, um dia, a presença do Cristo e clamou:

- Senhor, que fazer para sair do labirinto da Terra? Tudo sombra... 

Maldade e indiferença, angústia e aflição dominam as criaturas que, ao meu ver, se debatem num mar de trevas... Senhor, onde o caminho que me assegure a libertação?

Jesus afagou o infeliz e respondeu generosamente:

- Filho, ninguém te impede de acender a própria luz.


Emmanuel, do Livro: SINAIS DE RUMO, Médium: Francisco Cândido Xavier

 

CASAIS EM DIFICULDADES


Hoje temos uma página do nosso caro Emmanuel sobre o problema dos casais em dificuldade de ajustamento. O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ofereceu a estudo o item 5 do capítulo XXII. Tínhamos vários grupos de irmãos com problemas conjugais. Após a leitura e as explanações dos companheiros, o nosso amigo da Espiritualidade nos deu a mensagem “Uniões Enfermas”.


Uniões Enfermas


Se te encontras nas tarefas da união conjugal, recorda que ora a execução dos encargos em dupla é a garantia de tua própria sustentação.

Dois associados no condomínio da responsabilidade na mesma construção.

Dois companheiros compartilhando um só investimento.

Às vezes, depois dos votos de ternura e fidelidade, quando as promessas se encaminham para as realizações objetivas, os sócios de base da empresa familiar encontram obstáculos pela frente.

Um deles terá adoecido e falta no outro a tolerância necessária.

Surge a irritação e aparece o ressentimento.

Em outras ocasiões, o trabalho se amplia em casa e um deles foge à cooperação.

Surge o cansaço e aparece o desapreço.

Hoje – queixas.
Adiante – desatenções e lágrimas.
Amanhã – rixas.
Adiante ainda – amarguras e acusações recíprocas.

Se um dos responsáveis não se dispõe a compreender a validade do sacrifício, aceitando-o por medida de salvação do instituto doméstico, eis a união enferma ameaçando ruptura.

Nesse passo, costumam repontar do caminho laços e afinidades de existências do pretérito convidando esse ou aquele dos parceiros para uniões diferentes. E será indispensável muita abnegação para que os chefes da comunhão familiar não venham a desfazer, de todo, a união já enferma, partindo no rumo de novos ajustes afetivos.

Entende-se claro que o divórcio é lei humana que vem unicamente confirmar uma situação que já existe e que, se calamidades da alma pendem sobre a casa, não se dispõe de outra providência mais razoável para recomendar, além dessa. Entretanto, se te vês nos problemas da união enferma e, principalmente se tens crianças a proteger, tanto quanto se te faça possível, mantém o lar que edificaste com as melhores forças do espírito. 

Realmente, os casamentos de amor jamais adoecem, mas nos enlaces de provação redentora, os cônjuges solicitaram, antes do berço terrestre, determinadas tarefas em regime de compromisso perante a Vida Infinita. E, ante a Vida Infinita convém lembrar sempre que os nossos débitos não precisam de resgate, a longo prazo, pela contabilidade dos séculos, desde que nos empenhemos a solve-los em tempo curto, pelo crediário da paciência, a serviço do amor.


Emmanuel, Do livro: Caminhos de Volta, Médium: Francisco Cândido Xavier


 

O amor nos salvará


Em toda a Bíblia, não há melhor síntese para a nossa chamada salvação, do que aquela descrita no último julgamento que teremos depois da morte (Mateus 25: 31-46), onde Jesus fala-nos, simbolicamente, que somente se assentarão, à direita de um rei (lado representativo do bem, do bom, do certo), aqueles que agirem com benevolência quanto ao seu próximo. 

Jesus pautou seus ensinamentos no amor fraternal e na humildade. 

Ele nos narra que serão venturosos os que forem pobres pelo Espírito, puros de coração, brandos, pacíficos e misericordiosos (Mateus 5: 3 e 5; 7-9). Menciona também, que temos de amar ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22: 39), fazer aos outros o mesmo que quereríamos para nós (Mateus 7: 12), amar  aos inimigos (Mateus 5: 44), perdoar indefinidamente (Mateus 18: 21-22), praticar o bem sem ostentação (Mateus 6: 1-2) e julgarmo-nos antes e ao invés de fazê-lo aos outros (Mateus 7: 5). 

O Divino Nazareno mostra-nos, em suas palavras, que o amor é "condição sine qua non" para que obtenhamos grandes venturas. 

Em João 13: 34, o Divino Nazareno, em seu próprio mandamento, concita-nos a amarmo-nos mutuamente e, no versículo seguinte, revela que seus discípulos serão reconhecidos pelo amor que tiverem dado uns aos outros. 

O Mandamento Maior (Mateus 22: 37-40) concita-nos a fazer o bem. Afinal de contas, quem realmente ama a Deus acima de tudo reconhece que todos os dias foram feitos iguais para servirem ao homem, ama ao próximo como a si mesmo, honra pai e mãe, não mata, não comete adultério, não levanta falso testemunho e não cobiça coisa alguma de quem quer que seja. O Meigo Mestre Galileu estava correto quando asseverou, ao fariseu orgulhoso, que amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é um mandamento que resume admiravelmente toda a lei de Moisés e tudo o que disseram os profetas. 

Paulo demonstra que compreendera exatamente os dizeres do Cristo, ao afirmar que mesmo se ele falasse com os anjos, se conhecesse toda a ciência, se conseguisse transportar os montes, se repartisse os seus bens ou fosse queimado - trocando em miúdos: se tudo fizesse, mas não tivesse o amor dentro de si, não adiantaria nada (1 Coríntios 13, 1-7). E conclui revelando-nos que o amor é superior à fé e à esperança (1 Coríntios 13,13). 

Assim, deduzimos tranquilamente que a nossa chamada salvação, facilmente, pode ser alcançada. Esta depende unicamente de nós, bastando que os atos que fizermos baseiem-se no amor (Tito 3,14). 

Não seremos julgados segundo nossas obras? (Mateus 16: 27). Então?

 

A disciplina do pensamento – 2 parte


Vivemos numa época de anemia intelectual, que é causada pela raridade dos estudos sérios, pela procura abusiva da palavra pela palavra, da forma enfeitada e oca, e, principalmente, pela insuficiência dos educadores da mocidade. Apliquemo-nos a obras mais substanciais, a tudo o que pode esclarecer-nos a respeito das leis profundas da vida e facilitar nossa evolução.

Pouco a pouco, edificar-se-ão em nós uma inteligência e uma consciência mais fortes e nosso corpo fluídico iluminar-se-á com os reflexos de um pensamento elevado e puro. Dissemos que a alma oculta profundezas onde o pensamento raras vezes desce, porque mil objetos externos ocupam-no incessantemente.

Sua superfície, como a do mar, é muitas vezes agitada; mas por baixo se estendem regiões inacessíveis às tempestades. Aí dormem as potências ocultas, que esperam nosso chamamento para emergirem e aparecerem. O chamamento raras vezes se faz ouvir e o homem agita-se em sua indigência, ignorante dos tesouros inapreciáveis que nele repousam.

É necessário o choque das provações, as horas tristes e desoladas para fazer-lhe compreender a fragilidade das coisas externas e encaminhá-lo para o estudo de si mesmo, para a descoberta de suas verdadeiras riquezas espirituais.

É por isso que as grandes almas se tornam tanto mais nobres e belas quanto mais vivas são suas dores. A cada nova desgraça que as fere têm a sensação de se haverem aproximado um pouco mais da verdade e da perfeição, e com esse pensamento experimentam uma espécie de volúpia amarga.

Levantou-se no céu de seu destino uma nova estrela, cujos raios trêmulos penetram no santuário de sua consciência e lhe iluminam os recônditos. Nas inteligências de cultura elevada faz sementeira a desgraça: cada dor é um sulco onde se levanta uma seara de virtude e beleza.

Em certas horas de nossa vida, quando morre nossa mãe, quando se desmorona uma esperança ardentemente acariciada, quando se perde a mulher, o filho amado, cada vez que se despedaça um dos laços que nos ligavam a este mundo, uma voz misteriosa eleva-se nas profundezas de nossa alma, voz solene que nos fala de mil leis augustas, mais veneráveis que as da Terra, e entreabre-se todo um mundo ideal.

Mas os ruídos do exterior abafam-na bem depressa e o ser humano recai quase sempre em suas dúvidas, em suas hesitações, na vulgaridade de sua existência. Não há progresso possível sem observação atenta de nós mesmos. É necessário vigiar todos os nossos atos impulsivos para chegarmos a saber em que sentido devemos dirigir nossos esforços para nos aperfeiçoarmos.

Primeiramente, regular a vida física, reduzir as exigências materiais ao necessário, a fim de garantir a saúde do corpo, instrumento indispensável para o desempenho de nosso papel terrestre; em seguida, disciplinar as impressões, as emoções, exercitando-nos em dominá-las, em utilizá-las como agentes de nosso aperfeiçoamento moral; aprender principalmente a esquecer, a fazer o sacrifício do “eu”, a desprender-nos de todo o sentimento de egoísmo.

A verdadeira felicidade neste mundo está na proporção do esquecimento próprio. Não basta crer e saber, é necessário viver nossa crença, isto é, fazer penetrar na prática diária da vida os princípios superiores que adotamos; é necessário habituarmo-nos a comungar pelo pensamento e pelo coração com os Espíritos eminentes que foram os reveladores, com todas as almas de escol que serviram de guias à humanidade, viver com eles numa intimidade cotidiana, inspirarmo-nos em suas vistas e sentir sua influência pela percepção íntima que nossas relações com o mundo invisível desenvolvem.

Entre essas grandes almas é bom escolher uma como exemplo, a mais digna de nossa admiração e, em todas as circunstâncias difíceis, em todos os casos em que nossa consciência oscila entre dois partidos a tomar, inquirirmos o que ela teria resolvido e procedermos no mesmo sentido.

Assim, pouco a pouco iremos construindo, de acordo com esse modelo, um ideal moral que se refletirá em todos os nossos atos. Todo homem, na humilde realidade de cada dia, pode ir modelando uma consciência sublime. A obra é vagarosa e difícil, mas para isso são-nos dados os séculos.

Concentremos, pois, muitas vezes nossos pensamentos, para dirigi-los, pela vontade, em direção ao ideal sonhado. Meditemos nele todos os dias, à hora certa, de preferência pela manhã, quando tudo está sossegado e repousa ainda à nossa volta, nesse momento a que o poeta chama “a hora divina”, quando a Natureza, fresca e descansada, acorda para as claridades do dia.

Nas horas matinais, a alma, pela oração e pela meditação, eleva-se com mais fácil impulso até às alturas donde se vê e compreende que tudo – a vida, os atos, os pensamentos – está ligado a alguma coisa grande e eterna e que habitamos um mundo em que potências invisíveis vivem e trabalham conosco.

Na vida mais simples, na tarefa mais modesta, na existência mais apagada, mostram-se, então, faces profundas, uma reserva de ideal, fontes possíveis de beleza. Cada alma pode criar com seus pensamentos uma atmosfera espiritual tão bela, tão resplandecente, como nas paisagens mais encantadoras; e na morada mais mesquinha, no mais miserável tugúrio, há frestas para Deus e para o infinito!

Em todas as nossas relações sociais, em nossas relações com os nossos semelhantes, é preciso lembrarmo-nos constantemente de que os homens são viajantes em marcha, ocupando pontos diversos na escala da evolução pela qual todos subimos. Por conseguinte, nada devemos exigir, nada devemos esperar deles que não esteja em relação com seu grau de adiantamento.

A todos devemos tolerância, benevolência e até perdão; porque se nos causam prejuízo, se escarnecem de nós e nos ofendem, é quase sempre pela falta de compreensão e de saber, resultantes de desenvolvimento insuficiente. Deus não pede aos homens senão o que eles têm podido adquirir à custa de lentos e penosos trabalhos.

Não temos o direito de exigir mais. Não fomos semelhantes aos mais atrasados deles? Se cada um de nós pudesse ler em seu passado o que foi, o que fez, quanto não seria maior nossa indulgência para com as faltas alheias! Às vezes, também nós carecemos da mesma indulgência que lhes devemos. Sejamos severos conosco e tolerantes com os outros. Instruamo-los, esclareçamo-los, guiemo-los com doçura, é o que a lei de solidariedade nos preceitua.

Enfim, é preciso saber suportar todas as coisas com paciência e serenidade. Seja qual for o procedimento de nossos semelhantes para conosco, não devemos conceber nenhuma animosidade ou ressentimento; mas, ao contrário, saibamos fazer reverter em benefício de nossa própria educação moral todas as causas de aborrecimento e aflição.

Nenhum revés poderia atingir-nos, se, por nossas vidas anteriores e culpadas, não tivéssemos dado margem à adversidade. É isso o que muitas vezes se deve repetir. Chegaremos, assim, a aceitar todas as provações sem amargura, considerando-as como reparação do passado ou como meio de aperfeiçoamento.

De grau em grau chegaremos, assim, ao sossego de espírito, à posse de nós mesmos, à confiança absoluta no futuro, que dão a força, a quietação, a satisfação íntima, permitindo-nos permanecer firmes no meio das mais duras vicissitudes.

Quando chega a idade, as ilusões e as esperanças vãs caem como folhas mortas; mas as altas verdades aparecem com mais brilho, como as estrelas no céu de inverno através dos ramos nus de nossos jardins. Pouco importa, então, que o destino não nos tenha oferecido nenhuma glória, nenhum raio de alegria, se tiver enriquecido nossa alma com mais uma virtude, com alguma beleza moral.

As vidas obscuras e atormentadas são, às vezes, as mais fecundas, ao passo que as vidas suntuosas nos prendem, bastas vezes e por muito tempo, na corrente formidável de nossas responsabilidades. A felicidade não está nas coisas externas nem nos acasos do exterior, mas somente em nós mesmos, na vida interna que soubermos criar.

Que importa que o céu esteja escuro por cima de nossas cabeças e os homens sejam ruins em volta de nós, se tivermos a luz na fronte, alegria do bem e a liberdade moral no coração? Se, porém, eu tiver vergonha de mim mesmo, se o mal tiver invadido meu pensamento, se o crime e a traição habitarem em mim, todos os favores e todas as felicidades da Terra não me restituirão a paz silenciosa e a alegria da consciência.

O sábio cria, desde este mundo, para si mesmo, um refúgio seguro, um lugar sagrado, um retiro profundo, aonde não chegam as discórdias e as contrariedades do exterior. Do mesmo modo, na vida do espaço a sanção do dever e a realização da justiça são de ordem inteiramente íntima; cada alma traz em si sua claridade ou sua sombra, seu paraíso ou seu inferno.

Mas, lembremo-nos de que nada há irreparável; a situação atual do Espírito inferior não é mais que um ponto quase imperceptível na imensidade de seus destinos.

Texto do Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Autor: Leon Denis

 

A disciplina do pensamento



O pensamento, dizíamos, é criador. Não atua somente em torno de nós, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em nós; gera nossas palavras, nossas ações e, com ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura.

Modelamos nossa alma e seu invólucro com os nossos pensamentos; estes produzem formas, imagens que se imprimem na matéria sutil, de que o corpo fluídico é composto. Assim, pouco a pouco, nosso ser povoa-se de formas frívolas ou austeras, graciosas ou terríveis, grosseiras ou sublimes; a alma se enobrece, embeleza ou cria uma atmosfera de fealdade.

Segundo o ideal a que visa, a chama interior aviva-se ou obscurece-se. Não há assunto mais importante que o estudo do pensamento, seus poderes e sua ação. É a causa inicial de nossa elevação ou de nosso rebaixamento; prepara todas as descobertas da Ciência, todas as maravilhas da Arte, mas também todas as misérias e todas as vergonhas da humanidade.

Segundo o impulso dado, funda ou destrói as instituições como os impérios, os caracteres como as consciências. O homem só é grande, só tem valor pelo seu pensamento; por ele suas obras irradiam e se perpetuam através dos séculos.

O Espiritualismo experimental, muito melhor que as doutrinas anteriores, permite-nos perceber, compreender toda a força de projeção do pensamento, que é o princípio da comunhão universal. Vemo-lo agir no fenômeno espírita, que facilita ou dificulta; seu papel nas sessões de experimentação é sempre considerável.

A telepatia demonstrou-nos que as almas podem impressionar-se, influenciar-se a todas as distâncias; é o meio de que se servem as humanidades do espaço para comunicarem entre si através das imensidades siderais. Em qualquer campo das atividades sociais, em todos os domínios do mundo visível ou invisível, a ação do pensamento é soberana; não é menor sua ação, repetimos, em nós mesmos, modificando constantemente nossa natureza íntima.

As vibrações de nossos pensamentos, de nossas palavras, renovando-se em sentido uniforme, expulsam de nosso invólucro os elementos que não podem vibrar em harmonia com elas; atraem elementos similares que acentua as tendências do ser. Uma obra, muitas vezes inconsciente, elabora-se; mil obreiros misteriosos trabalham na sombra; nas profundezas da alma esboça-se um destino inteiro; em sua ganga o diamante purifica-se ou perde o brilho.

Se meditarmos em assuntos elevados, na sabedoria, no dever, no sacrifício, nosso ser impregna-se, pouco a pouco, das qualidades de nosso pensamento. É por isso que a prece improvisada, ardente, o impulso da alma para as potências infinitas, tem tanta virtude. Nesse diálogo solene do ser com sua causa, o influxo do Alto invade-nos e desperta sentidos novos.

A compreensão, a consciência da vida aumenta e sentimos, melhor do que se pode exprimir, a gravidade e a grandeza da mais humilde das existências. A oração, a comunhão pelo pensamento com o universo espiritual e divino é o esforço da alma para a beleza e para a verdade eternas; é a entrada, por um instante, nas esferas da vida real e superior, aquela que não tem termo.

Se, ao contrário, nosso pensamento é inspirado por maus desejos, pela paixão, pelo ciúme, pelo ódio, as imagens que cria sucedem-se, acumulam-se em nosso corpo fluídico e o entenebrecem. Assim, podemos à vontade fazer em nós a luz ou a sombra, o que afirmam tantas comunicações de além-túmulo. Somos o que pensamos, com a condição de pensarmos com força, vontade e persistência.

Mas, quase sempre, nossos pensamentos passam constantemente de um a outro assunto. Pensamos raras vezes por nós mesmos, refletimos os mil pensamentos incoerentes do meio em que vivemos. Poucos homens sabem viver do próprio pensamento, beber nas fontes profundas, nesse grande reservatório de inspiração que cada um traz consigo, mas que a maior parte ignora.

Por isso criam um invólucro povoado das mais disparatadas formas. Seu Espírito é como uma habitação franca a todos os que passam. Os raios do bem e as sombras do mal lá se confundem, num caos perpétuo. É o combate incessante da paixão e do dever, em que, quase sempre, a paixão sai vitoriosa. Antes de tudo, é preciso aprender a fiscalizar os pensamentos, a discipliná-los, a imprimir-lhes uma direção determinada, um fim nobre e digno.

A fiscalização dos pensamentos implica a fiscalização dos atos, porque, se uns são bons, os outros sê-lo-ão igualmente, e todo o nosso procedimento achar-se-á regulado por uma concatenação harmônica. Todavia, se nossos atos são bons e nossos pensamentos maus, apenas haverá uma falsa aparência do bem e continuaremos a trazer em nós um foco malfazejo, cujas influências, mais cedo ou mais tarde, derramar-se-ão fatalmente sobre nossa vida.

Às vezes observamos uma contradição surpreendente entre os pensamentos, os escritos e as ações de certos homens, e somos levados, por essa mesma contradição, a duvidar de sua boa-fé, de sua sinceridade. Muitas vezes não há mais do que uma interpretação errônea de nossa parte. Os atos desses homens resultam do impulso surdo dos pensamentos e das forças que eles acumularam em si no passado.

Suas aspirações atuais, mais elevadas, seus pensamentos mais generosos traduzir-se-ão em atos no futuro. Assim, tudo se combina e explica quando se consideram as coisas do largo ponto de vista da evolução; ao passo que tudo fica obscuro, incompreensível, contraditório, com a teoria de uma vida única para cada um de nós.

É bom viver em contato pelo pensamento com os escritores de gênio, com os autores verdadeiramente grandes de todos os tempos e países, lendo, meditando suas obras, impregnando todo o nosso ser da substância de sua alma. As radiações de seus pensamentos despertarão em nós efeitos semelhantes e produzirão, com o tempo, modificações de nosso caráter pela própria natureza das impressões sentidas.

E necessário escolhermos com cuidado nossas leituras, depois amadurecê-las e assimilar-lhes a quintessência. Em geral lê-se demais, lê-se depressa e não se medita. Seria preferível ler menos e refletir mais no que se leu.

É um meio seguro de fortalecer nossa inteligência, de colher os frutos de sabedoria e beleza que podem conter nossas leituras. Nisso, como em todas as coisas, o belo atrai e gera o belo, do mesmo modo que a bondade atrai a felicidade, como o mal atrai o sofrimento.

O estudo silencioso e recolhido é sempre fecundo para o desenvolvimento do pensamento. É no silêncio que se elaboram as grandes obras. A palavra é brilhante, mas degenera demasiadas vezes em conversas estéreis, às vezes maléficas; com isso, o pensamento se enfraquece e a alma esvazia-se. Ao passo que na meditação o Espírito se concentra, volta-se para o lado grave e solene das coisas; a luz do mundo espiritual banha-o com suas ondas.

Há em volta do pensador grandes seres invisíveis que só querem inspirá-lo; é à meia-luz das horas tranqüilas ou então à claridade discreta da lâmpada de trabalho que melhor podem entrar em comunhão com ele. Em toda parte, e sempre uma vida oculta mistura-se com a nossa.

Evitemos as discussões ruidosas, as palavras vãs, as leituras frívolas. Sejamos sóbrios em relação aos jornais, pois a sua leitura, fazendo-nos passar continuamente de um assunto para outro, torna o Espírito ainda mais instável.

Texto do Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Autor: Leon Denis


 

Onde Estaria o Espírito de Hitler?


O texto abaixo é da autoria de Geraldo Lemos Neto baseado em suas conversas com Chico Xavier.

(…) Perguntei ao Chico sobre Hitler. Onde estaria o espírito de Hitler ?

Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito de Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão.

Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis.

Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando o espírito de Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica, ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o Amor e a Verdade.

Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hitler com compaixão e amor…

Impressionado perguntei ao Chico:

Então Chico, o Planeta Plutão é um planeta penitenciária ?

E ele me respondeu:

É sim, Geraldinho.

Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube por exemplo que o espírito de Lampião está preso na Lua.

É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes.

Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá !

Como vemos o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além !

E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas.”

Geraldo Lemos Neto é mineiro de Belo Horizonte, de família espírita, nascido em 1962. Em 1981 conheceu pessoalmente Chico Xavier com quem desenvolveu grande amizade. Em Belo Horizonte iniciou pelo Cenáculo Espírita Antônio de Pádua e pela União Espirita Mineira então dirigida por Dª Neném Aluotto e Martins Peralva, seguindo recomendação do próprio Chico.  Fundou o Departamento Editorial da União Espírita Mineira em 1984 onde coordenou a publicação de 12 livros, sendo 10 deles da lavra de Chico Xavier. (Bastão de Arrimo; Apelos Cristãos; Aceitação e Vida; Roseiral de Luz; Pétalas da Primavera; Fulgor no Entardecer; Migalha; Mandato de Amor; Presença de Chico Xavier em Araxá; Índice Geral das Mensagens Psicografadas por Francisco Cândido Xavier ) Foi diretor secretário da União Espírita Mineira de 1983 até 1995. É o autor da biografia Chico Xavier, Mandato de Amor lançada pela União Espírita Mineira para comemorar os 65 anos de mediunidade de Chico Xavier em 1992.

 
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