Home Mensagens

Mensagens

O amor nos salvará


Em toda a Bíblia, não há melhor síntese para a nossa chamada salvação, do que aquela descrita no último julgamento que teremos depois da morte (Mateus 25: 31-46), onde Jesus fala-nos, simbolicamente, que somente se assentarão, à direita de um rei (lado representativo do bem, do bom, do certo), aqueles que agirem com benevolência quanto ao seu próximo. 

Jesus pautou seus ensinamentos no amor fraternal e na humildade. 

Ele nos narra que serão venturosos os que forem pobres pelo Espírito, puros de coração, brandos, pacíficos e misericordiosos (Mateus 5: 3 e 5; 7-9). Menciona também, que temos de amar ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22: 39), fazer aos outros o mesmo que quereríamos para nós (Mateus 7: 12), amar  aos inimigos (Mateus 5: 44), perdoar indefinidamente (Mateus 18: 21-22), praticar o bem sem ostentação (Mateus 6: 1-2) e julgarmo-nos antes e ao invés de fazê-lo aos outros (Mateus 7: 5). 

O Divino Nazareno mostra-nos, em suas palavras, que o amor é "condição sine qua non" para que obtenhamos grandes venturas. 

Em João 13: 34, o Divino Nazareno, em seu próprio mandamento, concita-nos a amarmo-nos mutuamente e, no versículo seguinte, revela que seus discípulos serão reconhecidos pelo amor que tiverem dado uns aos outros. 

O Mandamento Maior (Mateus 22: 37-40) concita-nos a fazer o bem. Afinal de contas, quem realmente ama a Deus acima de tudo reconhece que todos os dias foram feitos iguais para servirem ao homem, ama ao próximo como a si mesmo, honra pai e mãe, não mata, não comete adultério, não levanta falso testemunho e não cobiça coisa alguma de quem quer que seja. O Meigo Mestre Galileu estava correto quando asseverou, ao fariseu orgulhoso, que amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é um mandamento que resume admiravelmente toda a lei de Moisés e tudo o que disseram os profetas. 

Paulo demonstra que compreendera exatamente os dizeres do Cristo, ao afirmar que mesmo se ele falasse com os anjos, se conhecesse toda a ciência, se conseguisse transportar os montes, se repartisse os seus bens ou fosse queimado - trocando em miúdos: se tudo fizesse, mas não tivesse o amor dentro de si, não adiantaria nada (1 Coríntios 13, 1-7). E conclui revelando-nos que o amor é superior à fé e à esperança (1 Coríntios 13,13). 

Assim, deduzimos tranquilamente que a nossa chamada salvação, facilmente, pode ser alcançada. Esta depende unicamente de nós, bastando que os atos que fizermos baseiem-se no amor (Tito 3,14). 

Não seremos julgados segundo nossas obras? (Mateus 16: 27). Então?

 

A disciplina do pensamento – 2 parte


Vivemos numa época de anemia intelectual, que é causada pela raridade dos estudos sérios, pela procura abusiva da palavra pela palavra, da forma enfeitada e oca, e, principalmente, pela insuficiência dos educadores da mocidade. Apliquemo-nos a obras mais substanciais, a tudo o que pode esclarecer-nos a respeito das leis profundas da vida e facilitar nossa evolução.

Pouco a pouco, edificar-se-ão em nós uma inteligência e uma consciência mais fortes e nosso corpo fluídico iluminar-se-á com os reflexos de um pensamento elevado e puro. Dissemos que a alma oculta profundezas onde o pensamento raras vezes desce, porque mil objetos externos ocupam-no incessantemente.

Sua superfície, como a do mar, é muitas vezes agitada; mas por baixo se estendem regiões inacessíveis às tempestades. Aí dormem as potências ocultas, que esperam nosso chamamento para emergirem e aparecerem. O chamamento raras vezes se faz ouvir e o homem agita-se em sua indigência, ignorante dos tesouros inapreciáveis que nele repousam.

É necessário o choque das provações, as horas tristes e desoladas para fazer-lhe compreender a fragilidade das coisas externas e encaminhá-lo para o estudo de si mesmo, para a descoberta de suas verdadeiras riquezas espirituais.

É por isso que as grandes almas se tornam tanto mais nobres e belas quanto mais vivas são suas dores. A cada nova desgraça que as fere têm a sensação de se haverem aproximado um pouco mais da verdade e da perfeição, e com esse pensamento experimentam uma espécie de volúpia amarga.

Levantou-se no céu de seu destino uma nova estrela, cujos raios trêmulos penetram no santuário de sua consciência e lhe iluminam os recônditos. Nas inteligências de cultura elevada faz sementeira a desgraça: cada dor é um sulco onde se levanta uma seara de virtude e beleza.

Em certas horas de nossa vida, quando morre nossa mãe, quando se desmorona uma esperança ardentemente acariciada, quando se perde a mulher, o filho amado, cada vez que se despedaça um dos laços que nos ligavam a este mundo, uma voz misteriosa eleva-se nas profundezas de nossa alma, voz solene que nos fala de mil leis augustas, mais veneráveis que as da Terra, e entreabre-se todo um mundo ideal.

Mas os ruídos do exterior abafam-na bem depressa e o ser humano recai quase sempre em suas dúvidas, em suas hesitações, na vulgaridade de sua existência. Não há progresso possível sem observação atenta de nós mesmos. É necessário vigiar todos os nossos atos impulsivos para chegarmos a saber em que sentido devemos dirigir nossos esforços para nos aperfeiçoarmos.

Primeiramente, regular a vida física, reduzir as exigências materiais ao necessário, a fim de garantir a saúde do corpo, instrumento indispensável para o desempenho de nosso papel terrestre; em seguida, disciplinar as impressões, as emoções, exercitando-nos em dominá-las, em utilizá-las como agentes de nosso aperfeiçoamento moral; aprender principalmente a esquecer, a fazer o sacrifício do “eu”, a desprender-nos de todo o sentimento de egoísmo.

A verdadeira felicidade neste mundo está na proporção do esquecimento próprio. Não basta crer e saber, é necessário viver nossa crença, isto é, fazer penetrar na prática diária da vida os princípios superiores que adotamos; é necessário habituarmo-nos a comungar pelo pensamento e pelo coração com os Espíritos eminentes que foram os reveladores, com todas as almas de escol que serviram de guias à humanidade, viver com eles numa intimidade cotidiana, inspirarmo-nos em suas vistas e sentir sua influência pela percepção íntima que nossas relações com o mundo invisível desenvolvem.

Entre essas grandes almas é bom escolher uma como exemplo, a mais digna de nossa admiração e, em todas as circunstâncias difíceis, em todos os casos em que nossa consciência oscila entre dois partidos a tomar, inquirirmos o que ela teria resolvido e procedermos no mesmo sentido.

Assim, pouco a pouco iremos construindo, de acordo com esse modelo, um ideal moral que se refletirá em todos os nossos atos. Todo homem, na humilde realidade de cada dia, pode ir modelando uma consciência sublime. A obra é vagarosa e difícil, mas para isso são-nos dados os séculos.

Concentremos, pois, muitas vezes nossos pensamentos, para dirigi-los, pela vontade, em direção ao ideal sonhado. Meditemos nele todos os dias, à hora certa, de preferência pela manhã, quando tudo está sossegado e repousa ainda à nossa volta, nesse momento a que o poeta chama “a hora divina”, quando a Natureza, fresca e descansada, acorda para as claridades do dia.

Nas horas matinais, a alma, pela oração e pela meditação, eleva-se com mais fácil impulso até às alturas donde se vê e compreende que tudo – a vida, os atos, os pensamentos – está ligado a alguma coisa grande e eterna e que habitamos um mundo em que potências invisíveis vivem e trabalham conosco.

Na vida mais simples, na tarefa mais modesta, na existência mais apagada, mostram-se, então, faces profundas, uma reserva de ideal, fontes possíveis de beleza. Cada alma pode criar com seus pensamentos uma atmosfera espiritual tão bela, tão resplandecente, como nas paisagens mais encantadoras; e na morada mais mesquinha, no mais miserável tugúrio, há frestas para Deus e para o infinito!

Em todas as nossas relações sociais, em nossas relações com os nossos semelhantes, é preciso lembrarmo-nos constantemente de que os homens são viajantes em marcha, ocupando pontos diversos na escala da evolução pela qual todos subimos. Por conseguinte, nada devemos exigir, nada devemos esperar deles que não esteja em relação com seu grau de adiantamento.

A todos devemos tolerância, benevolência e até perdão; porque se nos causam prejuízo, se escarnecem de nós e nos ofendem, é quase sempre pela falta de compreensão e de saber, resultantes de desenvolvimento insuficiente. Deus não pede aos homens senão o que eles têm podido adquirir à custa de lentos e penosos trabalhos.

Não temos o direito de exigir mais. Não fomos semelhantes aos mais atrasados deles? Se cada um de nós pudesse ler em seu passado o que foi, o que fez, quanto não seria maior nossa indulgência para com as faltas alheias! Às vezes, também nós carecemos da mesma indulgência que lhes devemos. Sejamos severos conosco e tolerantes com os outros. Instruamo-los, esclareçamo-los, guiemo-los com doçura, é o que a lei de solidariedade nos preceitua.

Enfim, é preciso saber suportar todas as coisas com paciência e serenidade. Seja qual for o procedimento de nossos semelhantes para conosco, não devemos conceber nenhuma animosidade ou ressentimento; mas, ao contrário, saibamos fazer reverter em benefício de nossa própria educação moral todas as causas de aborrecimento e aflição.

Nenhum revés poderia atingir-nos, se, por nossas vidas anteriores e culpadas, não tivéssemos dado margem à adversidade. É isso o que muitas vezes se deve repetir. Chegaremos, assim, a aceitar todas as provações sem amargura, considerando-as como reparação do passado ou como meio de aperfeiçoamento.

De grau em grau chegaremos, assim, ao sossego de espírito, à posse de nós mesmos, à confiança absoluta no futuro, que dão a força, a quietação, a satisfação íntima, permitindo-nos permanecer firmes no meio das mais duras vicissitudes.

Quando chega a idade, as ilusões e as esperanças vãs caem como folhas mortas; mas as altas verdades aparecem com mais brilho, como as estrelas no céu de inverno através dos ramos nus de nossos jardins. Pouco importa, então, que o destino não nos tenha oferecido nenhuma glória, nenhum raio de alegria, se tiver enriquecido nossa alma com mais uma virtude, com alguma beleza moral.

As vidas obscuras e atormentadas são, às vezes, as mais fecundas, ao passo que as vidas suntuosas nos prendem, bastas vezes e por muito tempo, na corrente formidável de nossas responsabilidades. A felicidade não está nas coisas externas nem nos acasos do exterior, mas somente em nós mesmos, na vida interna que soubermos criar.

Que importa que o céu esteja escuro por cima de nossas cabeças e os homens sejam ruins em volta de nós, se tivermos a luz na fronte, alegria do bem e a liberdade moral no coração? Se, porém, eu tiver vergonha de mim mesmo, se o mal tiver invadido meu pensamento, se o crime e a traição habitarem em mim, todos os favores e todas as felicidades da Terra não me restituirão a paz silenciosa e a alegria da consciência.

O sábio cria, desde este mundo, para si mesmo, um refúgio seguro, um lugar sagrado, um retiro profundo, aonde não chegam as discórdias e as contrariedades do exterior. Do mesmo modo, na vida do espaço a sanção do dever e a realização da justiça são de ordem inteiramente íntima; cada alma traz em si sua claridade ou sua sombra, seu paraíso ou seu inferno.

Mas, lembremo-nos de que nada há irreparável; a situação atual do Espírito inferior não é mais que um ponto quase imperceptível na imensidade de seus destinos.

Texto do Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Autor: Leon Denis

 

A disciplina do pensamento



O pensamento, dizíamos, é criador. Não atua somente em torno de nós, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em nós; gera nossas palavras, nossas ações e, com ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura.

Modelamos nossa alma e seu invólucro com os nossos pensamentos; estes produzem formas, imagens que se imprimem na matéria sutil, de que o corpo fluídico é composto. Assim, pouco a pouco, nosso ser povoa-se de formas frívolas ou austeras, graciosas ou terríveis, grosseiras ou sublimes; a alma se enobrece, embeleza ou cria uma atmosfera de fealdade.

Segundo o ideal a que visa, a chama interior aviva-se ou obscurece-se. Não há assunto mais importante que o estudo do pensamento, seus poderes e sua ação. É a causa inicial de nossa elevação ou de nosso rebaixamento; prepara todas as descobertas da Ciência, todas as maravilhas da Arte, mas também todas as misérias e todas as vergonhas da humanidade.

Segundo o impulso dado, funda ou destrói as instituições como os impérios, os caracteres como as consciências. O homem só é grande, só tem valor pelo seu pensamento; por ele suas obras irradiam e se perpetuam através dos séculos.

O Espiritualismo experimental, muito melhor que as doutrinas anteriores, permite-nos perceber, compreender toda a força de projeção do pensamento, que é o princípio da comunhão universal. Vemo-lo agir no fenômeno espírita, que facilita ou dificulta; seu papel nas sessões de experimentação é sempre considerável.

A telepatia demonstrou-nos que as almas podem impressionar-se, influenciar-se a todas as distâncias; é o meio de que se servem as humanidades do espaço para comunicarem entre si através das imensidades siderais. Em qualquer campo das atividades sociais, em todos os domínios do mundo visível ou invisível, a ação do pensamento é soberana; não é menor sua ação, repetimos, em nós mesmos, modificando constantemente nossa natureza íntima.

As vibrações de nossos pensamentos, de nossas palavras, renovando-se em sentido uniforme, expulsam de nosso invólucro os elementos que não podem vibrar em harmonia com elas; atraem elementos similares que acentua as tendências do ser. Uma obra, muitas vezes inconsciente, elabora-se; mil obreiros misteriosos trabalham na sombra; nas profundezas da alma esboça-se um destino inteiro; em sua ganga o diamante purifica-se ou perde o brilho.

Se meditarmos em assuntos elevados, na sabedoria, no dever, no sacrifício, nosso ser impregna-se, pouco a pouco, das qualidades de nosso pensamento. É por isso que a prece improvisada, ardente, o impulso da alma para as potências infinitas, tem tanta virtude. Nesse diálogo solene do ser com sua causa, o influxo do Alto invade-nos e desperta sentidos novos.

A compreensão, a consciência da vida aumenta e sentimos, melhor do que se pode exprimir, a gravidade e a grandeza da mais humilde das existências. A oração, a comunhão pelo pensamento com o universo espiritual e divino é o esforço da alma para a beleza e para a verdade eternas; é a entrada, por um instante, nas esferas da vida real e superior, aquela que não tem termo.

Se, ao contrário, nosso pensamento é inspirado por maus desejos, pela paixão, pelo ciúme, pelo ódio, as imagens que cria sucedem-se, acumulam-se em nosso corpo fluídico e o entenebrecem. Assim, podemos à vontade fazer em nós a luz ou a sombra, o que afirmam tantas comunicações de além-túmulo. Somos o que pensamos, com a condição de pensarmos com força, vontade e persistência.

Mas, quase sempre, nossos pensamentos passam constantemente de um a outro assunto. Pensamos raras vezes por nós mesmos, refletimos os mil pensamentos incoerentes do meio em que vivemos. Poucos homens sabem viver do próprio pensamento, beber nas fontes profundas, nesse grande reservatório de inspiração que cada um traz consigo, mas que a maior parte ignora.

Por isso criam um invólucro povoado das mais disparatadas formas. Seu Espírito é como uma habitação franca a todos os que passam. Os raios do bem e as sombras do mal lá se confundem, num caos perpétuo. É o combate incessante da paixão e do dever, em que, quase sempre, a paixão sai vitoriosa. Antes de tudo, é preciso aprender a fiscalizar os pensamentos, a discipliná-los, a imprimir-lhes uma direção determinada, um fim nobre e digno.

A fiscalização dos pensamentos implica a fiscalização dos atos, porque, se uns são bons, os outros sê-lo-ão igualmente, e todo o nosso procedimento achar-se-á regulado por uma concatenação harmônica. Todavia, se nossos atos são bons e nossos pensamentos maus, apenas haverá uma falsa aparência do bem e continuaremos a trazer em nós um foco malfazejo, cujas influências, mais cedo ou mais tarde, derramar-se-ão fatalmente sobre nossa vida.

Às vezes observamos uma contradição surpreendente entre os pensamentos, os escritos e as ações de certos homens, e somos levados, por essa mesma contradição, a duvidar de sua boa-fé, de sua sinceridade. Muitas vezes não há mais do que uma interpretação errônea de nossa parte. Os atos desses homens resultam do impulso surdo dos pensamentos e das forças que eles acumularam em si no passado.

Suas aspirações atuais, mais elevadas, seus pensamentos mais generosos traduzir-se-ão em atos no futuro. Assim, tudo se combina e explica quando se consideram as coisas do largo ponto de vista da evolução; ao passo que tudo fica obscuro, incompreensível, contraditório, com a teoria de uma vida única para cada um de nós.

É bom viver em contato pelo pensamento com os escritores de gênio, com os autores verdadeiramente grandes de todos os tempos e países, lendo, meditando suas obras, impregnando todo o nosso ser da substância de sua alma. As radiações de seus pensamentos despertarão em nós efeitos semelhantes e produzirão, com o tempo, modificações de nosso caráter pela própria natureza das impressões sentidas.

E necessário escolhermos com cuidado nossas leituras, depois amadurecê-las e assimilar-lhes a quintessência. Em geral lê-se demais, lê-se depressa e não se medita. Seria preferível ler menos e refletir mais no que se leu.

É um meio seguro de fortalecer nossa inteligência, de colher os frutos de sabedoria e beleza que podem conter nossas leituras. Nisso, como em todas as coisas, o belo atrai e gera o belo, do mesmo modo que a bondade atrai a felicidade, como o mal atrai o sofrimento.

O estudo silencioso e recolhido é sempre fecundo para o desenvolvimento do pensamento. É no silêncio que se elaboram as grandes obras. A palavra é brilhante, mas degenera demasiadas vezes em conversas estéreis, às vezes maléficas; com isso, o pensamento se enfraquece e a alma esvazia-se. Ao passo que na meditação o Espírito se concentra, volta-se para o lado grave e solene das coisas; a luz do mundo espiritual banha-o com suas ondas.

Há em volta do pensador grandes seres invisíveis que só querem inspirá-lo; é à meia-luz das horas tranqüilas ou então à claridade discreta da lâmpada de trabalho que melhor podem entrar em comunhão com ele. Em toda parte, e sempre uma vida oculta mistura-se com a nossa.

Evitemos as discussões ruidosas, as palavras vãs, as leituras frívolas. Sejamos sóbrios em relação aos jornais, pois a sua leitura, fazendo-nos passar continuamente de um assunto para outro, torna o Espírito ainda mais instável.

Texto do Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Autor: Leon Denis


 

Onde Estaria o Espírito de Hitler?


O texto abaixo é da autoria de Geraldo Lemos Neto baseado em suas conversas com Chico Xavier.

(…) Perguntei ao Chico sobre Hitler. Onde estaria o espírito de Hitler ?

Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito de Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão.

Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis.

Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando o espírito de Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica, ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o Amor e a Verdade.

Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hitler com compaixão e amor…

Impressionado perguntei ao Chico:

Então Chico, o Planeta Plutão é um planeta penitenciária ?

E ele me respondeu:

É sim, Geraldinho.

Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube por exemplo que o espírito de Lampião está preso na Lua.

É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes.

Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá !

Como vemos o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além !

E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas.”

Geraldo Lemos Neto é mineiro de Belo Horizonte, de família espírita, nascido em 1962. Em 1981 conheceu pessoalmente Chico Xavier com quem desenvolveu grande amizade. Em Belo Horizonte iniciou pelo Cenáculo Espírita Antônio de Pádua e pela União Espirita Mineira então dirigida por Dª Neném Aluotto e Martins Peralva, seguindo recomendação do próprio Chico.  Fundou o Departamento Editorial da União Espírita Mineira em 1984 onde coordenou a publicação de 12 livros, sendo 10 deles da lavra de Chico Xavier. (Bastão de Arrimo; Apelos Cristãos; Aceitação e Vida; Roseiral de Luz; Pétalas da Primavera; Fulgor no Entardecer; Migalha; Mandato de Amor; Presença de Chico Xavier em Araxá; Índice Geral das Mensagens Psicografadas por Francisco Cândido Xavier ) Foi diretor secretário da União Espírita Mineira de 1983 até 1995. É o autor da biografia Chico Xavier, Mandato de Amor lançada pela União Espírita Mineira para comemorar os 65 anos de mediunidade de Chico Xavier em 1992.

 

O sonho do filete de água


“E Jesus, respondendo, disse-lhes: tende fé em Deus.” – (Marcos, 11:12.)

O pequeno filete de água espremia-se entre as rochas poderosas para conseguir contemplar a luz do sol. E trazia consigo um sonho: um dia gostaria muito de desaguar no grande volume de água do mar imenso!

E alimentando esse sonho ele foi rompendo as barreiras dos rochedos até que começou a escorrer muito lentamente em direção ao solo árido. Precisava escavar seu próprio leito se quisesse chegar até o seu distante e sonhado destino.

Devagar, muito lentamente, foi deslizando hora para a direita e hora para a esquerda na medida em que o seu volume aumentava rompendo as barreiras das profundidades sombrias das rochas.

Um dia já possuía um razoável volume, mas se viu diante de um enorme obstáculo: uma pedra de grandes proporções impedia que ele prosseguisse em direção ao seu sonho de chegar até o mar. Começou a chorar e suas lágrimas se misturavam com o volume das águas que já tinha conquistado. Ninguém, portanto, podia ver o seu choro, somente Deus. E Ele enviou um espírito encarregado da Natureza que foi perguntar ao pequeno riacho qual a razão do seu lamento que havia interrompido a sua marcha em direção ao mar. O riacho muito triste apontou o enorme obstáculo que havia surgido em seu caminho: uma pedra imensa que o impedia de prosseguir a jornada. O espírito fez um exame do obstáculo e constatou que era realmente muito grande. Não havia como passar por sobre ele. O espírito da Natureza perguntou ao riacho se ele tinha fé para realizar seus planos. Diante da resposta afirmativa, o emissário divino recomendou-lhe que, ao invés de passar por cima daquela pedra imensa, contornasse o obstáculo com muito esforço e prosseguisse em sua marcha. E dessa maneira foi feito. O riacho feliz e com muita vontade de atingir o mar reuniu todas as suas forças e, devagar, muito lentamente, foi contornando o obstáculo e conseguiu prosseguir em direção ao seu sonho.

Emmanuel, no livro Palavras De Vida Eterna, na lição intitulada Tende Fé Em Deus, nos ensina, entre outras coisas, que muitas vezes as dificuldades na concretização de um projeto elevado se nos afigura inamovível. Tudo, aparentemente, é obstáculo intransponível. Entretanto, Deus intervém e uma porta aparece. Salientam-se fases de trabalho em que a luta é suposta invencível, com absoluto desânimo daqueles que te rodeiam, mas Deus providencia e segues, tranquilo, à frente – continua ele ensinando.

Encerra essa lição dizendo que, por mais áspera seja a crise, não devemos perder o otimismo e continuar trabalhando confiantes na indicação de Jesus contida em Marcos: Tende fé em Deus!

Ficamos a nos lembrar das imensas dificuldades que enfrentou Chico Xavier quando no início do século XX se entregou como o mensageiro fiel dos Espíritos! O Centro espírita vazio e o Chico falando para nenhuma plateia visível. O moço que era tido como desequilibrado mental, já que falava para ninguém, fiel ao seu compromisso no trabalho com Jesus.

Ficamos a imaginar a coragem e fé gigantescas de Francisco de Assis quando se despiu em plena praça renunciando a tudo o que o mundo lhe ofertava através do seu pai, cobrindo a nudez com um pedaço de pano atado à cintura com um pedaço de corda rústica para que pudesse continuar a demonstrar a sua fé em Deus.

Ficamos a imaginar o professor Hippolyte Léon Denizard  Rivail a estudar com seriedade a brincadeira do século XIX onde, aparentemente, as mesas dançavam ao sabor das perguntas descompromissadas da sociedade de então, para manter-se fiel a imensa missão que trazia de revelar ao mundo a dimensão espiritual da vida imortal.

Da mesma maneira Madre Teresa de Calcutá, deixando o conforto de um lar e lançando-se ao mundo a buscar aos mais necessitados a quem ela, incansavelmente, procurou servir.

Nessa mesma linha de raciocínio não poderíamos nos esquecer de irmã Dulce na Bahia. De Divaldo Pereira Franco em seus 89 anos de existência física sempre a trabalhar confiando em Deus de que tudo dará certo como realmente deu.

São eles verdadeiros rios de fé caminhando intimoratos para abraçar o imenso oceano da vida imortal.

Obstáculos em seu caminho? Tende fé em Deus!

RICARDO ORESTES FORNI, O Consolador, Ano 10 - N° 487 - 16 de Outubro de 2016. 

 

Crianças

"Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos..." - Jesus. (MATEUS, 18:10.)



Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e a vestimenta.

Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação. 

Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhe relegam a alma a lamentável abandono. 

A vadiagem na rua fabrica delinquentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre.

Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos de natureza animalizada.

Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre.

O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer "que nem só do pão vive o homem".

Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã.


Emmanuel, Médium: Francisco Cândido Xavier

 

Magnésio: Mineral Essencial (que você provalmente tem deficiência!)


Hoje vamos falar sobre um dos minerais mais importantes para nossa saúde: o magnésio. Ele é essencial em todas as idades, pois mantém o corpo vigoroso, previne diversas infecções e tem inúmeras outras funções. Infelizmente, hoje que a alimentação já não é tão rica em minerais como antigamente (pois o solo está mais pobre em minerais), a grande maioria das pessoas está deficiência em magnésio (especialmente os brasileiros!).


Por que precisamos de magnésio?

O magnésio cumpre papeis importantes e está presente no córtex adrenal, vasos sanguíneos, sistema cerebral e nervoso, coração, ouvido interno, hipotálamo, rins, fígado, músculos, próstata, baço, testículos e tiróide. Ele funciona em sinergia com o cálcio, e juntos promovem a qualidade e bom funcionamento dos ossos, dentes e tecidos.

Enfim, o magnésio é sem sombra de dúvida um dos minerais mais essenciais e importantes para o organismo como um todo.


Benefícios do magnésio

Ajuda a eliminar o ácido que se acumula nos rins, promovendo o funcionamento e a saúde renal.

Estimula as funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos, contribuindo, desta forma, a manter um equilíbrio mental.

É ideal para os esportistas ou pessoas com alto rendimento físico, já que ajuda a prevenir e combater as lesões musculares, cãibras, fadiga e/ou cansaço muscular.

Estimula o bom funcionamento do sistema cardiovascular, prevenindo as doenças do coração.

Ajuda a diminuir os níveis do colesterol ruim, estimulando a boa circulação do sangue e prevenindo doenças.

É um poderoso remédio anti-estresse, que também ajuda a combater a depressão, os enjoos e a fadiga.

É muito importante na regulação da temperatura do corpo.

Previne problemas como as hemorroidas, melhora a saúde intestinal e ajuda em casos como a colite, prisão de ventre, entre outros.

Previne os problemas da próstata e ajuda a combatê-los.

Fortalece o sistema imunológico, ajudando a prevenir e a combater os resfriados, mucosidades e infecções.

Previne o envelhecimento precoce, já que oferece vitalidade ao corpo e promove a regeneração celular.

É um elemento chave na prevenção da osteoporose, pois atua como um fixador de cálcio nos ossos.

Previne a formação de cálculos renais, impedindo que o oxalato de cálcio se acumule neles.

Promove a saúde da mulher, já que diminui os sintomas da TPM e estimula a regulação hormonal.

Combate os radicais livres, evitando a formação de tumores e verrugas.

Promove a limpeza das artérias, prevenindo ao mesmo tempo a arterosclerose.

Sinais de Deficiência de Magnésio


Alguns sinais podem ser pela falta de magnésio no organismo:

Insônia, obesidade, enxaqueca, TPM , instabilidade emocional, depressão, nervosismo, ansiedade, pedras nos rins, insuficiência cardíaca, fadiga crônica, diabetes, cãibras musculares, osteoporose, artrite, artrose, problemas de memória, sensibilidade ao ruído e envelhecimento acelerado.


Alimentos Ricos em Magnésio

Os alimentos ricos em magnésio são principalmente sementes, frutas secas e vegetais. Alguns exemplos:

Sementes de abóbora e de girassol

Castanhas, nozes e amêndoas (conheça as melhores)

Espinafre, beterraba, quiabo

Feijões e ervilhas

Cacau, banana e abacate


Dose Diária

Pesquisas apontam que mais de 80% da população é deficiente em magnésio. Essa situação é ainda mais séria no Brasil, uma vez que aqui não possuimos terreno vulcânico que seria a principal fonte deste mineral no solo e, consequentemente, nos alimentos.

É recomendada a ingestão de 320 a 420 mg de magnésio diariamente, o que é bastante difícil de ser alcançado com a dieta pelos motivos citados acima.

Por isso, a suplementação com magnésio é bastante utilizada no Brasil e no mundo, e muitas pessoas relatam benefícios bem pronunciados já nos primeiros usos. Os suplementos são de vários tipos mas bastante semelhantes. Normalmente se encontram na forma de magnésio quelato e magnésio dimalato. Existe também o cloreto de magnésio, que é uma opção mais barata, e cuja absorção pelo organismo é menos eficiente. Pelo papel sinérgico com o cálcio, muitas vezes os suplementos contêm os dois minerais combinados.

Os suplementos de magnésio de diversos tipos podem ser feitos em farmácias de manipulação, ou encontrados em algumas lojas de produtos naturais.


 

Obsessores... quem são eles?


“Recorda teus perseguidores com piedade consoladora, laborando em benefício deles com o perdão. Evoca-os em tuas orações intercessórias, que os alcançarão em forma de lenitivo e esperança. Ajuda-os, por tua vez, como ontem te auxiliaram outros corações dos quais não recordas.” (Joanna de Ângelis)

Lembremo-nos de quanto carinho devemos ter por nossos obsessores. Esquecemos quanta dor levam no peito e que não são somente ódio, pois eles têm, como todos nós, um lado humano, embora empedernido pelo desejo de vingança.

Imaginemos quanto amor alguém tem por eles. Uma mãe, um pai, um filho, irmãos, amigos... Um sentimento de piedade nosso pode lenir a alma desesperada daqueles que nos odeiam. Esse é o amor que é possível sentir pelos obsessores, mesmo que estejamos ainda muito aquém da reconciliação.

De ordinário, os obsessores são também obsidiados. Mentes vigorosas os mantêm cativos de uma influência vampirizadora, em troca de supervisão e apoio de outros obsessores que se associam a eles. Não é preciso dizer que são irmãos extremante infelizes e que os mais perigosos escondem um vazio no coração que espera o lenitivo que anseiam. Eles necessitam dos obsidiados para colher energias que os sustentem.

Entendemos que Jesus espera de nós que amemos nossos inimigos com um amor terno, com afeição e carinho.

“É natural que tenhamos adversários, mas não inimigos.” (André Luiz)

Existem adversários que se estimam mutuamente, ou que ao menos se respeitam sem nenhum tipo de animosidade. Transformar um inimigo em adversário é um primeiro passo rumo ao perdão, desde que nós já tenhamos perdoado.

O perdão significa libertação de grilhões de ódio. Mas, se nós perdoamos e nosso adversário não, espera-se que o vínculo obsessivo se desfaça naturalmente, a não ser que a provação deva continuar.

“É com brandura que se deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem a verdade e voltarem ao bom senso, livrando-se das armadilhas do diabo, a cuja vontade estão sujeitos.” (2 Timóteo 2:25-26)

Muitas vezes nossos obsessores foram nossos comparsas que agora enxergam traição no fato de deixá-los para seguirmos Jesus. Voltam-se com ódio para nós e investem contra nós, atingindo-nos em nossos pontos vulneráveis e nos mais caros interesses, pois foram nossos amigos e conhecem-nos muito bem. Seu desejo é atormentar-nos para ver até que ponto permaneceremos fiéis a Jesus, embora reconheçam que mudamos de alguma sorte, mesmo que pouco. Mas eles são ainda suscetíveis de retomar, no futuro, a antiga amizade.

Enxergar amigos em nossos obsessores é a chave que abre as amarras da obsessão.

Reconhecer que a prova da obsessão é um mecanismo de redenção muda toda a nossa perspectiva acerca dos papéis que interpretamos nesse intrincado labirinto de animosidade, em que encontramos a possibilidade de conviver intimamente com nossos inimigos, estimando-os não como inimigos, mas como bons adversários.

Entender a dor como mola propulsora do ódio deve fazer com que trabalhemos não tanto pela libertação, mas para a reconciliação entre dois amigos que sofrem. Lembremos que, muitas vezes, não podemos fazer o bem diretamente aos nossos obsessores porque eles se opõem a isso, devido ao abismo que separa obsessor e obsidiado. Descobrimos, então, o valor do silêncio e da oração, que ofertarão lenitivo e esperança a um coração que sofre, porque em processos como esses ninguém é feliz e todos sofrem.


O Consolador  

Ano 10 - N° 485 - 2 de Outubro de 2016

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>
Página 8 de 65
Translate
English French German Italian Russian Spanish
Doações
Banner
Pesquisar
Facebook
Popular
Direitos Autorais

Amigos, nossas postagens, fotos, estudos, vídeos e outras publicações são recebidas de amigos ou autorizadas pelos seus responsáveis. Primamos pela ética e o respeito aos Direitos da Propriedade Intelectual. Se você é proprietário de algum material publicado neste site, por favor, informe para que possamos legalizar a divulgação ou proceder a sua imediata retirada. Clique aqui.