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E não existe família mais bela que a sua!


Se você conseguiu levantar hoje, dê graças a Deus!

Quantos irmãos não conseguiram nem respirar; quando foram fazer o exame de consciência, já estavam no mundo espiritual. Quantos! Quantos que o seu teto não conseguiu amanhecer, foi destruído durante a noite. Quantos que seus corpos não se mantiveram inteiros; ao amanhecer o dia, estavam espedaçados. Quantos irmãos que não viram seus filhos voltarem para casa em segurança. Quantos irmãos, em nome da felicidade, colocaram a infelicidade como sendo duradoura, e moradora eterna dentro dos seus lares.

Quantos de nós tivemos a oportunidade de ficarmos calados para não ferirmos o ser amado, ou revidar o estado de loucura daquele que vive conosco.

E tudo isso não é só para os heróis – tudo isso é para os humanos, conscientes, seres comprometidos. O seu bem é o bem de todos. É impossível o mundo chegar à condição de mundo feliz, enquanto um único ser derramar uma única lágrima.

É necessário termos o perdão, termos a paciência, a tolerância. Faça a caridade apenas de ouvir. E sinta isso na alma quando outros estiverem em estado de loucura, dê esse grande presente, o silêncio. Apenas escute. Não guarde mágoas. Valorize o bem. Só o bem pode reconstruir. Só o amor pode restaurar. Só a união pode nos favorecer e nos fortalecer. A divisão sempre nos deixa mais pobres, mais fracos. (...)

E não existe família mais bela que a sua! Todos os males têm cura. Não acredite no milagre, na fantasia, no passe de mágica. Acredite na sua fortaleza, na sua determinação de enfrentar, face a face, qualquer problema que seja, que apareça em suas vidas.

O seu papai, a sua mamãe, o seu irmão, a sua irmã, sua esposa, seu esposo, seus filhos, suas filhas têm problemas? Mas nós também temos. Só existe uma forma de resolver o problema. Ter a coragem de enfrentar o nosso grupo, de restaurá-los com as nossas próprias mãos. (,,,)

O filho ou a filha do vizinho é muito belo, mas todos eles dão trabalho, assim como seus filhos dão trabalho. Aceite o trabalho como sendo a tua participação na evolução da humanidade. Dê o remédio à criança indefesa, ao velho, fatigado pelo tempo. Erga os que estão caídos, vitimados pelas tempestades, oriundas das experiências necessárias das nossas vidas. (...)

Todos os esforços devemos fazer a fim de suportarmos amorosamente uns aos outros, sem temer a tempestade futura, sem retroagir um passo para trás, sem esperar. Não há obra que não possa ser executada por nossas próprias mãos. (...)

Se algo existe a ser feito, sejam os senhores os primeiros a se colocarem diante do trabalho a ser executado. Não esperem para o dia de amanhã, executem hoje, pois o amanhã talvez jamais existirá. (...)

Seja Jesus o grande professor das horas que os senhores necessitam para restaurar os vossos conhecimentos e alterar o seu estado de consciência para mais luz, mais beleza e mais fortalecimento, mais liberdade, mais união, mais saúde e mais luz. (...)

Obrigado, Jesus, pela sorte de estarmos juntos, em teu nome servindo, a grande causa do bem.

Que assim seja! Graças a Deus.

Dr. Adolfo, mentor do IECIM, Mensagem recebida em 05.11.2016, na unidade IECIM Santana de Parnaíba, através do médium Laerson Cândido de Oliveira

 

O verdadeiro sentido do Natal


O Natal está chegando de novo. O mundo cristão entra em clima de beleza, de luzes, preparando-se para a comemoração.

Acontece, porém, uma coisa curiosa: grande parte dos que se preparam para as festividades natalinas não têm conhecimento da grandeza da missão espiritual do aniversariante.

Poucos, muito poucos, são os que buscam saber quem é Jesus, como Ele viveu, qual foi a sua missão na Terra, quais as suas virtudes, quais os ensinamentos que Ele nos trouxe e por que motivos a sua mensagem revolucionou a história.

É importante cogitarmos sobre tais inquirições, pois do contrário não estaremos comemorando de forma condigna essa tão significativa efeméride mundial.

Sholem Asch, um judeu que diz ter sido romano no tempo de Jesus e ter vivido nessa época em Jerusalém, na qualidade de alto funcionário do governo romano – comandante das forças romanas que mantinha a ordem no país – , escreveu interessante livro sobre a vida de Jesus, obra traduzida pelo nosso patrício Monteiro Lobato, com o título “O Nazareno”.

A abordagem do autor abre as portas para uma maior compreensão da espiritualidade de Jesus e de sua ascensão moral junto às criaturas humanas.

Assim escreveu Sholem, comentando o que sentiu após ter ouvido o Sermão da Montanha:

“E o que a mim me aconteceu foi o seguinte – coisa que repito com vexame, mas é a verdade pura: eu, o Quiliarca de Jerusalém, esqueci completamente a minha dignidade, a minha identidade, a minha posição social; e, juntamente com o centurião de K’far Nahum, que estava tão tomado quanto eu, meti-me no meio daquele povo em delírio – corri com ele como se eu fizesse parte da massa e as palavras do rabi também me dissessem respeito! Até esse ponto eu e meu amigo nos deixamos arrastar! Com o centurião não era tanto, porque lá residia já de muito tempo e, pois, sofrera de longo o influxo judaico; mas eu, o comandante da fortaleza Antônia, o braço direito de Pôncio Pilatos – eu a comportar-me daquela maneira!... Confesso que durante o sermão da montanha deixei-me arrastar pela magia daquele homem. Quer mais pormenores de como terminou aquilo? Empolgado pela atmosfera de sedução aproximei-me e pela primeira vez na vida prestei obediência a um judeu. Ao sentir isso Ele olhou-me com expressão de piedade compassiva – e eu senti qualquer coisa quebrar-se dentro de mim. E o que há de mais estranho (custa-me a confessá-lo) é que naquele momento eu não sentia vexame nenhum da minha sujeição. Essa emoção empolgar-me-ia mais tarde, mas naquele momento senti uma luta dentro de mim, provocada por aquele olhar compassivo – luta entre a cólera e o anseio. O pálido rosto do rabi, emoldurado na barba tão moça, o corpo frágil, a expressão de infinita piedade, tudo me tocou e senti-me com Ele. E eu ainda pressentia que algo superior à minha compreensão pairava em torno daquele homem, e me libertava de qualquer medo”.

Vale a pena, nesta época do Natal, reflexionarmos a respeito das lições contidas nos Evangelhos de Jesus, servindo-nos delas para aprender a viver. A mensagem cristã exige de nós uma transformação que não pode reduzir-se a um dia, a algumas horas, a uma festa recheada de presentes. Do contrário, as comemorações do Natal terão para nós um sentido vago, puramente material, como outra festa mundana qualquer. A importância não está no “feriado”, mas em ser “ferido” pela boa nova cristã, capaz de nos remover do comodismo. É preciso que esta palavra quebre algo dentro de nós, que nos arraste, nos seduza. Eis o verdadeiro sentido do Natal! 


O Consolador
Crônicas e Artigos
Ano 10 - N° 496 - 18 de Dezembro de 2016

ÉDO MARIANI



 

Cobrando Débito Antigo


Noras cruéis, genros brutos,
Pai tirânico e violento,
São contas do crediário
Resgatado a sofrimento...

Rusgas, brigas e desgostos
Espinheirais do passado,
Pagamento a prestações
De culpas por atacado...

Nossos erros de outras eras,
Ódio, inveja, tentação,
Retornam pela família
Na lei da reencarnação.

Quem amou, quem deu de si,
Sobe de altura e lugar,
Quem fez sofrer vem sofrer,
Quem bateu vem apanhar.

Quem dos outros fez capacho,
Cria resgate severo,
Quem foge ao próprio dever
Vem de novo á estaca zero.

Parentela é escola santa
Sempre que a vemos daqui,
Cada qual encontra em casa
Aquilo que fez de si.

Ame, perdoe, sirva e ajude
Quanto ao mais, meu caro irmão
Se você sofre em família,
Não reclame, agüente, João.


Cornélio Pires, Médium: Francisco Cândido Xavier


 

O amor é um alimento divino




Primeiramente, lembremo-nos das sábias palavras de Jesus quando, no deserto, depois de ter jejuado por quarenta dias, disse: “... nem só de pão viverá o homem...” (Mateus 4,4; Lucas 4,4). Com isso, Ele quis mostrar-nos que são mais importantes os alimentos espirituais do que os materiais. 

Sem dúvida alguma, o amor encabeça a lista destes nutrientes imateriais. 

Tanto o amor é essencial para nós, que o Sublime Messias trouxe-nos o “Mandamento Maior” calcado nesse sentimento. Vejamo-lo: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mateus 22,37-40). 

Reparemos que o Divino Nazareno pede-nos que amemos a Deus, a nós e ao próximo. 

Ele também nos recomenda: ”Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (João 13,34). Pensamos ser o amor o maior sustentáculo dos seres humanos. Semelhante aos alimentos sólidos, que são fontes de energia imprescindíveis para a manutenção das funções vitais de todos nós, o amor, indiscutivelmente, é o principal nutriente para o espírito. Quanto mais nos enriquecermos de valores morais, mais próximos estaremos de Deus. 

O Divino Rabi não preceituou-nos que “amássemos uns aos outros” (João 13,34), unicamente objetivando a caridade. Recomendava-nos de igual maneira que nos alimentássemos mutuamente de simpatia e fraternidade, que são os grandes patrimônios do “amor profundo”, e que indiscutivelmente sustenta-nos a alma. Este último sentimento é o pão divino, o nutriente sublime dos corações. 

Se o “amor ao próximo” é a base da caridade, “amar os inimigos” (Mateus 5,44) é a mais excelsa aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho. 

O amor é lei da vida. Se não houvesse amor nada faria sentido, pois só existimos porque Deus nos sustenta com o seu amor. 

“Busquemos, então, meditar sobre o que temos e o que não temos, sobre quem somos e sobre quem não somos, a respeito do que fazemos e do que não fazemos, guardando a convicção de que sem a presença do amor naquilo que temos, no que fazemos e no que somos, estaremos imensamente pobres, profundamente carentes, desvitalizados. A inteligência sem amor nos faz perversos. A justiça sem amor nos faz insensíveis e vingativos. A diplomacia sem amor nos faz hipócritas. O êxito sem amor nos faz arrogantes. A riqueza sem amor nos faz avaros. A pobreza sem amor nos faz orgulhosos. A beleza sem amor nos faz ridículos. A autoridade sem amor nos faz tiranos. O trabalho sem amor nos faz escravos. A simplicidade sem amor nos deprecia. A oração sem amor nos faz calculistas. A lei sem amor nos escraviza. A política sem amor nos faz egoístas. A fé sem amor nos torna fanáticos. A cruz sem amor se converte em tortura. A vida sem amor... Bem, sem amor a vida não tem sentido...” (Fonte: CD Momento Espírita, volume 7, faixa 3.) 

Paulo de Tarso demonstra que compreendera perfeitamente a importância dele, ao dizer:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13, 1-7; 13). 

Tendo tudo isto em vista, fartamo-nos de amor.

O Consolador

Crônicas e Artigos
Ano 10 - N° 494 - 4 de Dezembro de 2016
HUGO ALVARENGA NOVAES

 

As mudanças em curso


O momento presente é extremamente significativo para o Brasil. O país tem enfrentado pacificamente, obviamente que ao seu modo e ao seu jeito um tanto peculiar, as inúmeras consequências desastrosas legadas recentemente. Partidarismos à parte, o fato é que o país caminhava celeremente para o colapso, dado o descontrole das finanças públicas, da desorganização da economia, do desemprego crescente, da incapacidade de governar, da corrupção sistêmica e do escabroso aparelhamento do Estado.

As revelações que ora emergem da Operação Lava Jato, assim como de outras menos expressivas, também estão derruindo certos mitos políticos cuidadosamente construídos ao longo das últimas décadas. Os seus desmandos, excessos e desvios éticos e morais estão aparecendo sob uma força avassaladora.

Desse modo, se há algo admirável na atualidade, é a possibilidade de se descortinar os atores sociais na sua inteireza, isto é, tal qual são. Provavelmente muitos personagens de alta expressão acabarão sucumbindo, mais dia menos dia, diante das provas e evidências insofismáveis das suas práticas delituosas.

Enfim, não se consegue mais ocultar a verdade. Independentemente das pertinentes ações da justiça humana, há também – não podemos nos esquecer – a intervenção precisa e benfazeja da Espiritualidade superior. Ou seja, chega o instante que o mal, com tudo que ele representa, precisa ser afastado.

Tal constatação, que está amplamente sustentada nos fatos noticiados pela imprensa e no desdobramento de certos fatos, nos conduz aos esclarecimentos prestados pelos Espíritos na questão 781 do O Livro dos Espíritos:

“781. Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?

Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.

a) — Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?

Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter”.

Posto isto, os governantes atualmente empossados estão encetando medidas amargas e reformistas, porém necessárias à estabilidade. Especificamente para eles cabe recordar a providencial recomendação do Espírito Emmanuel, conforme consta na obra Fonte Viva (psicografia de Francisco Cândido Xavier), “Quem puder receber uma gota de revelação espiritual no imo do ser, demonstrando o amadurecimento preciso para a vida superior, procure, de imediato, o posto de serviço que lhe compete, em favor do progresso comum”.

Se eles se conduzirem com proficiência nas suas atribuições e responsabilidades, nós teremos uma nação muito mais amadurecida e preparada para o enfrentamento dos desafios típicos dessa era. O Brasil está passando por uma transição dolorosa, embora indispensável à sua recuperação.

As almas que aqui vivem precisam de incentivos à conduta ética, de exemplos dignificantes e honráveis, particularmente da sua elite. Mais do que nunca, as novas gerações precisam aprender que “o crime não compensa”. As mudanças em curso são positivas e, se bem executadas, trarão dias melhores e progresso geral. Nem tudo é perfeito ou será perfeito, mas Jesus está no leme como sempre – não nos esqueçamos. 


ANSELMO FERREIRA VASCONCELOS 

O Consolador
Crônicas e Artigos
Ano 10 - N° 493 - 27 de Novembro de 2016  

 

Conversa paterna

- Filho: alvorece... Apega-te à charrua

E semeia teu mundo juvenil

De bondade e beleza, em graças mil,

Enquanto a vida em ti se alarga e estua.


Guarda a firmeza de quem não recua,

Ante os percalços do terreno hostil,

Quando o arado trabalha, ao céu de anil,

O serviço do Mestre continua ...


Louva, cantando, a nova madrugada

Em que aparece a luta renovada,

Compelindo-te à luz do mais além.


Semeia, com Jesus, na manhã clara...

E encontrarás a glória da seara

No campo eterno do infinito bem.


 João de Deus, Do livro Relicário de Luz, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

A Resposta


O homem desesperado alcançou, um dia, a presença do Cristo e clamou:

- Senhor, que fazer para sair do labirinto da Terra? Tudo sombra... 

Maldade e indiferença, angústia e aflição dominam as criaturas que, ao meu ver, se debatem num mar de trevas... Senhor, onde o caminho que me assegure a libertação?

Jesus afagou o infeliz e respondeu generosamente:

- Filho, ninguém te impede de acender a própria luz.


Emmanuel, do Livro: SINAIS DE RUMO, Médium: Francisco Cândido Xavier

 

CASAIS EM DIFICULDADES


Hoje temos uma página do nosso caro Emmanuel sobre o problema dos casais em dificuldade de ajustamento. O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ofereceu a estudo o item 5 do capítulo XXII. Tínhamos vários grupos de irmãos com problemas conjugais. Após a leitura e as explanações dos companheiros, o nosso amigo da Espiritualidade nos deu a mensagem “Uniões Enfermas”.


Uniões Enfermas


Se te encontras nas tarefas da união conjugal, recorda que ora a execução dos encargos em dupla é a garantia de tua própria sustentação.

Dois associados no condomínio da responsabilidade na mesma construção.

Dois companheiros compartilhando um só investimento.

Às vezes, depois dos votos de ternura e fidelidade, quando as promessas se encaminham para as realizações objetivas, os sócios de base da empresa familiar encontram obstáculos pela frente.

Um deles terá adoecido e falta no outro a tolerância necessária.

Surge a irritação e aparece o ressentimento.

Em outras ocasiões, o trabalho se amplia em casa e um deles foge à cooperação.

Surge o cansaço e aparece o desapreço.

Hoje – queixas.
Adiante – desatenções e lágrimas.
Amanhã – rixas.
Adiante ainda – amarguras e acusações recíprocas.

Se um dos responsáveis não se dispõe a compreender a validade do sacrifício, aceitando-o por medida de salvação do instituto doméstico, eis a união enferma ameaçando ruptura.

Nesse passo, costumam repontar do caminho laços e afinidades de existências do pretérito convidando esse ou aquele dos parceiros para uniões diferentes. E será indispensável muita abnegação para que os chefes da comunhão familiar não venham a desfazer, de todo, a união já enferma, partindo no rumo de novos ajustes afetivos.

Entende-se claro que o divórcio é lei humana que vem unicamente confirmar uma situação que já existe e que, se calamidades da alma pendem sobre a casa, não se dispõe de outra providência mais razoável para recomendar, além dessa. Entretanto, se te vês nos problemas da união enferma e, principalmente se tens crianças a proteger, tanto quanto se te faça possível, mantém o lar que edificaste com as melhores forças do espírito. 

Realmente, os casamentos de amor jamais adoecem, mas nos enlaces de provação redentora, os cônjuges solicitaram, antes do berço terrestre, determinadas tarefas em regime de compromisso perante a Vida Infinita. E, ante a Vida Infinita convém lembrar sempre que os nossos débitos não precisam de resgate, a longo prazo, pela contabilidade dos séculos, desde que nos empenhemos a solve-los em tempo curto, pelo crediário da paciência, a serviço do amor.


Emmanuel, Do livro: Caminhos de Volta, Médium: Francisco Cândido Xavier


 
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