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Cilícios


Antigamente, quem pretendia alcançar o Céu, através do caminho religioso, usava cilícios inquietantes com que castigava a carne dolorida. Hoje, porém, compreendemos que a matéria, embora viva com os milhões de corpúsculos que a constituem, é recurso passivo ante a vibração espiritual.

Entendemos que a consciência vive ante o corpo na posição do maquinista perante a locomotiva. A harmonia ou o desequilíbrio representam resultados da direção. Não vale, pois, oprimir o sangue sem disciplinar o coração.

Na atualidade, possuímos cilícios valiosos que efetivamente cooperam em nossa redenção.

O silêncio amigo diante da calúnia impensada.

A renunciação a certos favores materiais, a benefício do companheiro que caminha conosco.

O sacrifício mudo pela afeição que se transviou no roteiro terrestre.

A doação dos recursos que nos façam falta, no amparo ao próximo.

A resistência às tentações de nossa própria natureza inferior.

O esquecimento de vantagens cabíveis à nossa situação, para que nossos companheiros se rejubilem com o êxito, antes de nós.

A gentileza sem reclamação.

A caridade sem pagamento.

A noite de vigília à cabeceira dos agonizantes.

O auxílio pessoal aos mais infelizes.

O sorriso amigo diante da suspeita sem razão de ser.

Semelhantes medidas são sempre elementos espirituais do mais alto valor ao nosso progresso.

O Senhor não nos induziu a atormentar o corpo, a fim de alcançarmos as Divinas Portas. Aconselhou simplesmente a coragem de negarmos a nós mesmos, no combate ao nosso “eu” egoístico e absorvente, a fim de que tomemos a cruz dos nossos deveres de cada dia, seguindo-lhe os passos.

Certamente, se quisermos sustentar nos próprios ombros o madeiro de nossas obrigações, atingiremos com o Mestre a alvorada da redenção sublime para sempre.


Do livro Cartas do Coração, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.




 

Família

Dr. Adolfo pergunta a um irmão se ele estava feliz pelo nascimento das netas. 

E lhe diz que esse nascimento das gêmeas fora obra do Cristo e que o irmão tinha merecimento para isso.

Senhoras e senhores, pais e mães, os senhores têm grande responsabilidade na criação dos filhos. 

Uma das causas primárias das convulsões infantis deriva das substâncias tóxicas produzidas pelo organismo materno devido à produção da raiva e do ódio. 

Um cérebro sensível ao receber os estímulos divinos, num sistema de auto-defesa, convulsiona. 

Segunda causa da convulsão infantil: a toxina produzida pelo coração e pela mente perturbadas dos manuseadores  dos alimentos infantis. Irmão, você como engenheiro de alimentos leve essas informações para os seus descendentes.

Sua filha deverá ter paz de espírito e alimentar os seus descendentes com as proteínas do leite materno mais purificado possível. Deixe as músicas tomarem conta do ambiente em que elas vivem, retire o contato das notícias tóxicas da televisão. Seres doentes pela raiva, pelo rancor e pelo ódio em que ser mandados para tratamento e não podem manusear, nem estar presente no ambiente que está se preparando o alimento dessas crianças. 

Por isso a extrema importância da união ímpar dos casais onde deve haver Respeito e confiabilidade. Não sou caxias quando me refiro sempre ao mesmo ponto, sempre à mesma célula chamada família. É na família o terreno que tem que ser arado por nós  sem medir esforços para que os nossos descendentes voltem e bendigam o nosso nome junto ao Criador.

Na insanidade e no personalismo que muitas vezes os anciões vivem, quando o seu cérebro e sua mente estão contaminados apenas com o vil metal, todos os olhares que ele passa para os seus descendentes ferem em cada mão, em cada rosto a expressão de abutre que vem recolher as suas migalhas do vil metal.

A maior herança que um homem deixa para os seus descendentes é a esperança das flores abundantes nos campos fartos da vida. É o perfume da certeza da imortalidade e da libertação de suas consciências, no trabalho bem executado como professor eterno que Jesus sempre se postou diante de toda a humanidade.

As árvores florem, os pássaros voam, as ervas respondem, as estrelas enfeitam os dias benfazejos desde a beleza do nascimento, até o ponto solo do último bater do coração. A natureza nos liberta quando nós encontramos Deus em nossas mãos, em nossos pensamentos, em nossos olhos, em nossas atitudes.

Por isso, caríssimo irmão, não poupe esforços para ser o vivenciador da era primaveril da nova fase da humanidade. Sorria, exale esperança, confiança, Luz, ternura, determinação, vontade mesmo que os seus pés sangrem. Caminhe, filho, mesmo assim.

Bendito é a ave que deixa os seus descendentes ocuparem terras novas, acredita em si e nos seus. Quem tem dificuldade de acreditar em si, não acredita nos seus descendentes. A águia acredita na águia, ela sabe a sua função.

Obrigado.

Dr. Adolfo na abertura dos trabalhos do dia 13/01/2017, psicofonia Laerson Cândido de Oliveira

 

Dr. Adolfo, finalizando os trabalhos de cura no dia 21/01/2017

Você é responsável pelo Departamento de Educação. É necessário  que você deixe claro para os seus alunos o essencial e o virtual. Há três categorias de Espíritos  que acompanham os senhores: os  EspíritosOrientadores, os, Espíritos Obsessores e os Espíritos doentes.

Os Espíritos doentes quase sempre os senhores os classificam como obsessores, e isso não é verdade.

Os Espíritos obsessores tem “n”  categorias, tem conhecimento, inteligência, sabedoria, são educados, discordam do seu pensamento, da sua família, discordam do seu país, da sua cor, da sua nacionalidade. Mas eles discordam de forma educada e civilizada. 

Esses são os obsessores e eles só podem ser incorporados em estágio último, quando em um embate, e considerada aqui a jurisprudência do Cristo, se quer a explicação da vítima, do algoz, do opressor e se faz necessária uma reconciliação.

Quando você vai tratar os Espíritos doentes, quase sempre a doença é a falta de educação. Não tem nenhum respeito por médium, nem com seus familiares. São Espíritos fofoqueiros, pequenos, intransigentes, vaidosos, não tem nenhum respeito com a prendem que os Senhores colocam. Quase sempre são Espíritos produtores  das desordens, das maledicências, dos mal-estares entre as famílias, dos portadores das deficiências econômicas e financeiras, da preguiça, da intransigência. Ele se satisfaz em produzir o mal. Isso não é obsessor e quase sempre os Senhores o chamam assim e o classificam da forma errada. E ainda induzem  os médiuns a fazer quatro, cinco , dez incorporações contaminando o médium, a direção e a outra parte que está executando.

Isso é matéria que precisa ser discutida nos quatro cantos de suas aulas, para que os médiuns tenham consciência do que estão fazendo.

O que acontece é que os médiuns pegam os seus defeitos e os trazem como sendo dos Espíritos, transferindo  a doença, a responsabilidade. 

Paremos com tanta filosofia e passemos à pratica, à técnica, à saúde, à assepsia, a limpeza, à organização, à  ordem verbal.

O concordar com o que eu falo não quer dizer que está pronto. Mas seja você a primeira exemplificadora. Não  adianta fazer aula se quando chega a oportunidade de darmos o exemplo, nós não o fazemos. Cobramos exemplo dos outros e somos incapazes de produzirmos  o exemplo. 

Estou colocando tudo isso porque eu gosto muito de você, tenho muita afetividade por você e quero que você se restaure nessa encarnação.

O maior trabalho de ensinamento será para você mesma.

Obrigado.

 

Família


Família: o lugar onde somos tratados melhor e onde se resmunga mais.
(J. Garland Polard)


O reduto familiar na Terra foi um dos primeiros ambientes formados, para que se reunissem as almas em adestramento na prisão do corpo físico. Viver em conjunto é a maior necessidade dos seres humanos, para a conquista da compreensão, dando início ao amor e à oportunidade da reencarnação.

Passaram-se épocas incontáveis, mas a família continuou crescendo, criando novas necessidades e ampliando seus deveres frente ao seu despertamento espiritual. As leis cada vez mais passaram a amparar a linhagem familiar, resguardando sua força em defesa da moral, supostamente dissolvida pelo progresso.

A família é, pois, a célula da sociedade, de onde nasce a segurança para a própria criatura, porque nela as leis fazem encontrar as inimizades que se tornam amizades pelo passar do tempo na luz de Deus.

Ninguém destrói a família; ela avança, mesmo depois do túmulo, buscando o crescimento do amor e glorificando a lei da justiça.

A fraternidade é gerada com mais intensidade no agrupamento; no entanto, é onde mais se resmunga, por causa dos encontros dos endividados com a lei, que buscam se entender, uns com os outros, em várias das suas reencarnações. O tronco familiar se faz uma bênção de Deus; é um ninho aconchegante de oportunidades, destinado a compreender o objetivo da própria vida espiritual.

Já assinalamos que a vida na Terra principiou em agrupamentos, sem esquecer todos os reinos, que podem ser observados com facilidade, na natureza: as pedras, as árvores, os animais e, enfim, os homens, e vão muito além, os Espíritos desencarnados. Veja os mundos e as próprias galáxias! Todos se movem juntos, ligados por fluidos que partem do “coração” de Deus.

Jesus surgiu também em um grupo familiar, para dar exemplo do Seu valor. Vamos aprender a amar a família, para que esse amor se estenda à família universal, como a toda a criação. Tudo que existe é nosso próximo, por nada existir desligado, dentro da casa do Senhor.

O pensamento de Deus circula na intimidade de toda a criação, inspirando e fazendo crescer todas as coisas, na mostra do progresso universal. Estamos nos aproximando de novos acontecimentos que vão nos dar a impressão de destruição da família e dos povos, sendo isso, entretanto, somente nas aparências; é para unificar os povos e solidificar as famílias em todas as nações. Não há o que temer, em relação às convulsões morais que se aproximam, nem mesmo às guerras que poderão surgir, pela ignorância dos homens, pois, no somar das confusões, as bênçãos do Criador reúnem todos pela sintonia, dando a cada um, a cada grupo, o salário a que fizeram jus, na pauta do tempo e no desenrolar da vida.


Como diz o pensamento em que nos inspiramos, é no lugar onde se resmunga mais. Vamos deixar de resmungar, amando aos que nos cercam.


 

E não existe família mais bela que a sua!


Se você conseguiu levantar hoje, dê graças a Deus!

Quantos irmãos não conseguiram nem respirar; quando foram fazer o exame de consciência, já estavam no mundo espiritual. Quantos! Quantos que o seu teto não conseguiu amanhecer, foi destruído durante a noite. Quantos que seus corpos não se mantiveram inteiros; ao amanhecer o dia, estavam espedaçados. Quantos irmãos que não viram seus filhos voltarem para casa em segurança. Quantos irmãos, em nome da felicidade, colocaram a infelicidade como sendo duradoura, e moradora eterna dentro dos seus lares.

Quantos de nós tivemos a oportunidade de ficarmos calados para não ferirmos o ser amado, ou revidar o estado de loucura daquele que vive conosco.

E tudo isso não é só para os heróis – tudo isso é para os humanos, conscientes, seres comprometidos. O seu bem é o bem de todos. É impossível o mundo chegar à condição de mundo feliz, enquanto um único ser derramar uma única lágrima.

É necessário termos o perdão, termos a paciência, a tolerância. Faça a caridade apenas de ouvir. E sinta isso na alma quando outros estiverem em estado de loucura, dê esse grande presente, o silêncio. Apenas escute. Não guarde mágoas. Valorize o bem. Só o bem pode reconstruir. Só o amor pode restaurar. Só a união pode nos favorecer e nos fortalecer. A divisão sempre nos deixa mais pobres, mais fracos. (...)

E não existe família mais bela que a sua! Todos os males têm cura. Não acredite no milagre, na fantasia, no passe de mágica. Acredite na sua fortaleza, na sua determinação de enfrentar, face a face, qualquer problema que seja, que apareça em suas vidas.

O seu papai, a sua mamãe, o seu irmão, a sua irmã, sua esposa, seu esposo, seus filhos, suas filhas têm problemas? Mas nós também temos. Só existe uma forma de resolver o problema. Ter a coragem de enfrentar o nosso grupo, de restaurá-los com as nossas próprias mãos. (,,,)

O filho ou a filha do vizinho é muito belo, mas todos eles dão trabalho, assim como seus filhos dão trabalho. Aceite o trabalho como sendo a tua participação na evolução da humanidade. Dê o remédio à criança indefesa, ao velho, fatigado pelo tempo. Erga os que estão caídos, vitimados pelas tempestades, oriundas das experiências necessárias das nossas vidas. (...)

Todos os esforços devemos fazer a fim de suportarmos amorosamente uns aos outros, sem temer a tempestade futura, sem retroagir um passo para trás, sem esperar. Não há obra que não possa ser executada por nossas próprias mãos. (...)

Se algo existe a ser feito, sejam os senhores os primeiros a se colocarem diante do trabalho a ser executado. Não esperem para o dia de amanhã, executem hoje, pois o amanhã talvez jamais existirá. (...)

Seja Jesus o grande professor das horas que os senhores necessitam para restaurar os vossos conhecimentos e alterar o seu estado de consciência para mais luz, mais beleza e mais fortalecimento, mais liberdade, mais união, mais saúde e mais luz. (...)

Obrigado, Jesus, pela sorte de estarmos juntos, em teu nome servindo, a grande causa do bem.

Que assim seja! Graças a Deus.

Dr. Adolfo, mentor do IECIM, Mensagem recebida em 05.11.2016, na unidade IECIM Santana de Parnaíba, através do médium Laerson Cândido de Oliveira

 

O verdadeiro sentido do Natal


O Natal está chegando de novo. O mundo cristão entra em clima de beleza, de luzes, preparando-se para a comemoração.

Acontece, porém, uma coisa curiosa: grande parte dos que se preparam para as festividades natalinas não têm conhecimento da grandeza da missão espiritual do aniversariante.

Poucos, muito poucos, são os que buscam saber quem é Jesus, como Ele viveu, qual foi a sua missão na Terra, quais as suas virtudes, quais os ensinamentos que Ele nos trouxe e por que motivos a sua mensagem revolucionou a história.

É importante cogitarmos sobre tais inquirições, pois do contrário não estaremos comemorando de forma condigna essa tão significativa efeméride mundial.

Sholem Asch, um judeu que diz ter sido romano no tempo de Jesus e ter vivido nessa época em Jerusalém, na qualidade de alto funcionário do governo romano – comandante das forças romanas que mantinha a ordem no país – , escreveu interessante livro sobre a vida de Jesus, obra traduzida pelo nosso patrício Monteiro Lobato, com o título “O Nazareno”.

A abordagem do autor abre as portas para uma maior compreensão da espiritualidade de Jesus e de sua ascensão moral junto às criaturas humanas.

Assim escreveu Sholem, comentando o que sentiu após ter ouvido o Sermão da Montanha:

“E o que a mim me aconteceu foi o seguinte – coisa que repito com vexame, mas é a verdade pura: eu, o Quiliarca de Jerusalém, esqueci completamente a minha dignidade, a minha identidade, a minha posição social; e, juntamente com o centurião de K’far Nahum, que estava tão tomado quanto eu, meti-me no meio daquele povo em delírio – corri com ele como se eu fizesse parte da massa e as palavras do rabi também me dissessem respeito! Até esse ponto eu e meu amigo nos deixamos arrastar! Com o centurião não era tanto, porque lá residia já de muito tempo e, pois, sofrera de longo o influxo judaico; mas eu, o comandante da fortaleza Antônia, o braço direito de Pôncio Pilatos – eu a comportar-me daquela maneira!... Confesso que durante o sermão da montanha deixei-me arrastar pela magia daquele homem. Quer mais pormenores de como terminou aquilo? Empolgado pela atmosfera de sedução aproximei-me e pela primeira vez na vida prestei obediência a um judeu. Ao sentir isso Ele olhou-me com expressão de piedade compassiva – e eu senti qualquer coisa quebrar-se dentro de mim. E o que há de mais estranho (custa-me a confessá-lo) é que naquele momento eu não sentia vexame nenhum da minha sujeição. Essa emoção empolgar-me-ia mais tarde, mas naquele momento senti uma luta dentro de mim, provocada por aquele olhar compassivo – luta entre a cólera e o anseio. O pálido rosto do rabi, emoldurado na barba tão moça, o corpo frágil, a expressão de infinita piedade, tudo me tocou e senti-me com Ele. E eu ainda pressentia que algo superior à minha compreensão pairava em torno daquele homem, e me libertava de qualquer medo”.

Vale a pena, nesta época do Natal, reflexionarmos a respeito das lições contidas nos Evangelhos de Jesus, servindo-nos delas para aprender a viver. A mensagem cristã exige de nós uma transformação que não pode reduzir-se a um dia, a algumas horas, a uma festa recheada de presentes. Do contrário, as comemorações do Natal terão para nós um sentido vago, puramente material, como outra festa mundana qualquer. A importância não está no “feriado”, mas em ser “ferido” pela boa nova cristã, capaz de nos remover do comodismo. É preciso que esta palavra quebre algo dentro de nós, que nos arraste, nos seduza. Eis o verdadeiro sentido do Natal! 


O Consolador
Crônicas e Artigos
Ano 10 - N° 496 - 18 de Dezembro de 2016

ÉDO MARIANI



 

Cobrando Débito Antigo


Noras cruéis, genros brutos,
Pai tirânico e violento,
São contas do crediário
Resgatado a sofrimento...

Rusgas, brigas e desgostos
Espinheirais do passado,
Pagamento a prestações
De culpas por atacado...

Nossos erros de outras eras,
Ódio, inveja, tentação,
Retornam pela família
Na lei da reencarnação.

Quem amou, quem deu de si,
Sobe de altura e lugar,
Quem fez sofrer vem sofrer,
Quem bateu vem apanhar.

Quem dos outros fez capacho,
Cria resgate severo,
Quem foge ao próprio dever
Vem de novo á estaca zero.

Parentela é escola santa
Sempre que a vemos daqui,
Cada qual encontra em casa
Aquilo que fez de si.

Ame, perdoe, sirva e ajude
Quanto ao mais, meu caro irmão
Se você sofre em família,
Não reclame, agüente, João.


Cornélio Pires, Médium: Francisco Cândido Xavier


 

O amor é um alimento divino




Primeiramente, lembremo-nos das sábias palavras de Jesus quando, no deserto, depois de ter jejuado por quarenta dias, disse: “... nem só de pão viverá o homem...” (Mateus 4,4; Lucas 4,4). Com isso, Ele quis mostrar-nos que são mais importantes os alimentos espirituais do que os materiais. 

Sem dúvida alguma, o amor encabeça a lista destes nutrientes imateriais. 

Tanto o amor é essencial para nós, que o Sublime Messias trouxe-nos o “Mandamento Maior” calcado nesse sentimento. Vejamo-lo: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mateus 22,37-40). 

Reparemos que o Divino Nazareno pede-nos que amemos a Deus, a nós e ao próximo. 

Ele também nos recomenda: ”Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (João 13,34). Pensamos ser o amor o maior sustentáculo dos seres humanos. Semelhante aos alimentos sólidos, que são fontes de energia imprescindíveis para a manutenção das funções vitais de todos nós, o amor, indiscutivelmente, é o principal nutriente para o espírito. Quanto mais nos enriquecermos de valores morais, mais próximos estaremos de Deus. 

O Divino Rabi não preceituou-nos que “amássemos uns aos outros” (João 13,34), unicamente objetivando a caridade. Recomendava-nos de igual maneira que nos alimentássemos mutuamente de simpatia e fraternidade, que são os grandes patrimônios do “amor profundo”, e que indiscutivelmente sustenta-nos a alma. Este último sentimento é o pão divino, o nutriente sublime dos corações. 

Se o “amor ao próximo” é a base da caridade, “amar os inimigos” (Mateus 5,44) é a mais excelsa aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho. 

O amor é lei da vida. Se não houvesse amor nada faria sentido, pois só existimos porque Deus nos sustenta com o seu amor. 

“Busquemos, então, meditar sobre o que temos e o que não temos, sobre quem somos e sobre quem não somos, a respeito do que fazemos e do que não fazemos, guardando a convicção de que sem a presença do amor naquilo que temos, no que fazemos e no que somos, estaremos imensamente pobres, profundamente carentes, desvitalizados. A inteligência sem amor nos faz perversos. A justiça sem amor nos faz insensíveis e vingativos. A diplomacia sem amor nos faz hipócritas. O êxito sem amor nos faz arrogantes. A riqueza sem amor nos faz avaros. A pobreza sem amor nos faz orgulhosos. A beleza sem amor nos faz ridículos. A autoridade sem amor nos faz tiranos. O trabalho sem amor nos faz escravos. A simplicidade sem amor nos deprecia. A oração sem amor nos faz calculistas. A lei sem amor nos escraviza. A política sem amor nos faz egoístas. A fé sem amor nos torna fanáticos. A cruz sem amor se converte em tortura. A vida sem amor... Bem, sem amor a vida não tem sentido...” (Fonte: CD Momento Espírita, volume 7, faixa 3.) 

Paulo de Tarso demonstra que compreendera perfeitamente a importância dele, ao dizer:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13, 1-7; 13). 

Tendo tudo isto em vista, fartamo-nos de amor.

O Consolador

Crônicas e Artigos
Ano 10 - N° 494 - 4 de Dezembro de 2016
HUGO ALVARENGA NOVAES

 
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