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O Livro dos Espíritos

A Antevisão de Kardec


Allan Kardec afirmou que a descoberta do mundo dos espíritos era mais importante do que a descoberta das Américas, pois, nem todos viajariam para o Novo Mundo, em contrapartida todos viajarão para o mundo espírita, porque a morte é inerente ao ser humano. 

Ao assistir pela primeira vez fenômenos mediúnicos na residência da Sra. Planamaison, ele analisou demoradamente, e concluiu que uma nova era começava para a humanidade. Era a antevisão de alguém com um profundo bom senso. 

Os fenômenos assistidos por ele, eram bizarros, estranhos. Eram mesas que giravam, dançavam, batiam com um pé no chão, e respondiam perguntas, adivinhavam pensamentos. 

Pouco depois, ele vê fenômenos de uma ordem mais elevada, a psicografia, embora indireta, ou seja, com o lápis atravessando o fundo de uma cestinha de vime, equilibrada em suas bordas pelas mãos de duas meninas, Julie e Caroline Baudin. 

Daí para frente a mediunidade entrava numa nova fase, deixando definitivamente os arraiais da superstição, do maravilhoso e do sobrenatural. Uma das primeiras e importantes descobertas de Allan Kardec, foi constatar que o mundo espiritual é habitado por espíritos de todas as categorias, que viveram como homens na Terra, e o seu saber é limitado ao seu adiantamento. 

Todos eles podem se comunicar com os homens, portanto, é preciso estar prevenido contra as mentiras, os embustes, e as maldades, assim também, com os pseudo-sábios. Kardec não poupou esforços para advertir, sobre essas peculiaridades, a todos aqueles que lidam com espíritos.

Ele fez mais do que isso: como os espíritos podem influenciar os homens através do pensamento, Kardec advertiu para que cuidássemos da qualidade dos nossos pensamentos habituais, para que não houvesse a ligação com mentes maldosas, depravadas ou ociosas. 

Para isso ele construiu de forma didática, a Escala Espírita, esclarecendo o tipo de influências dos espíritos, de acordo com a sua categoria. Aprendemos com Kardec que os espíritos estão por toda a parte. 

Acotovelam-nos constantemente, pois estão em nossas casas, nas ruas, nas calçadas, nas lojas, nas casas de diversões, não raro, em conluio com as mentes humanas, ou em agrupamentos espirituais no espaço, onde criam organizações, convivências, sociedades, de acordo com os objetivos e a escala moral que ocupam.

Tudo isso pode parecer estranho para quem esperava encontrar, depois da morte, o nada, ou moradas fixas representadas pelo céu, para os bons, e o infernos para os pecadores. Nas descobertas constantes, motivadas pela investigação, Kardec descobriu que existem espíritos vivendo entre nós, com a ilusão de que ainda estão revestidos de corpos físicos. Ilusão que dura, as vezes, muito tempo.

Como é fácil de verificar, existe uma certa complexidade doutrinária que exige algum preparo para lidar com os espíritos. Não se trata de exigência de intelectualidade, mas sim de compreensão, entendimento dos postulados espíritas. Para conseguir isso é preciso estudar, e a base desse estudo é a obra Kardequiana.


Amilcar Del Chiaro Filho

 

Tende confiança na bondade de Deus

Tende confiança na bondade de Deus e sede bastante esclarecida para compreender que ele vos prepara um novo destino. Não vos será possível, é verdade, desfrutá-lo nesta existência. Mas não sereis felizes se, mesmo não revivendo neste globo, pudésseis apreciar do alto a obra que começastes e que se desenvolverá sob os vossos olhos? Revesti-vos de uma fé sólida, sem vacilações,para enfrentar os obstáculos que parecem dever levantar-se contra o edifício cujos fundamentos lançastes.

As bases em que ele se apóia são firmes. O Cristo colocou a sua primeira pedra. Coragem, pois, arquitetos do divino Mestre! Trabalhai, construí e Deus complementará a vossa obra. Mas lembrai-vos que o Cristo não considera seus discípulos os que só têm a caridade nos lábios. Não basta crer, é necessário sobretudo dar o exemplo da bondade, da benevolência e do desinteresse. Sem isso a vossa fé será estéril para vós.

SANTO AGOSTINHO, O Livro dos Médiuns, por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires


 

23. Que é o Espírito?

QUESTÃO 23 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS E COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ

23. Que é o Espírito?

“O princípio inteligente do Universo.”

a) - Qual a natureza íntima do Espírito?

“Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.”

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

O QUE É ESPÍRITO

Dificilmente se pode conceituar o Espírito. A sua estrutura íntima então foge ao campo de sabedoria que já dominamos. Devemos nos dispor à análise dos atributos da alma, estudando suas reações e certas leis que garantem a nossa existência. Se ainda o corpo físico é um mistério para nós outros, o que falar do Espírito? Para chegar a ele devemos percorrer vários outros campos que a alma usa como roupagem, na grande caminhada evolutiva.

Se existe a escola infantil para as crianças na Terra, a lei é a mesma em se falando do aprendizado do Espírito sobre as coisas espirituais. A humanidade, diante da ciência da alma, está na escola primária, não é justo que ela passe a freqüentar a universidade de um momento para outro. Somente a idade regula essa necessidade. Sobe-se os degraus gradativamente.

O Espírito está em faixa e dinâmica diferente do que se pensa e que não será justo violentar o modo de deduzir do ser humano. Todas as explicações até então dadas sobre o Espírito são equações que fogem da realidade, porque os que escrevem, desconhecem muitas coisas sobre si mesmos, e não passam de analfabetos da alma.

Conhecer o Espírito é quase conhecer Deus. Ele foge totalmente às comparações que se faz, usando os recursos materiais. Não tiramos o esforço nem queremos anular as pesquisas científicas acerca das coisas espirituais. Não é essa a nossa intenção. Somente pedimos a todos os nossos irmãos encarnados que comecem pelo princípio, e não dêem saltos nos caminhos científicos da vida. Aprendamos primeiro a harmonizar os pensamentos, a dominar o verbo, a criar condições dentro e fora de nós, para que o amor possa ser o nosso ambiente de viver. Diante disso, notaremos o desabrochar em nossos corações de outro tipo de conhecimento, que nos dotará de valores pelos quais a verdade nos revelará segredos até então escondidos nas dobras do tempo.

Como conhecer o Espírito, se ainda não sabemos o valor do perdão?

E como dominar o perdão, se ainda não perdoamos nos moldes do esquecimento das faltas cometidas contra nós?

E como conhecer a caridade, se ainda não vivenciamos essa caridade justa e proveitosa?

Como conhecer o Espírito, se ainda não conhecemos o amor?

E como conhecer o amor, se ainda não amamos na verdadeira acepção da palavra?

Meditemos na distância em que nos encontramos da conscientização íntima da alma... Eis porque o Evangelho vem nos convidando para uma reforma nos nossos costumes em primeira mão, para depois sentirmos que somos necessitados de maiores conhecimentos!

Meu irmão é mais lógico dar os primeiros passos na grande senda do aprendizado espiritual, com Jesus, para que possamos conhecer determinados segredos da natureza. O Cristo é o Mestre Incomparável; ouçamo-Lo! Todos os dias, a Sua voz se faz ouvir por todos os meios que desejarmos, basta que haja interesse em aprender com humildade. Livremo-nos do orgulho e do egoísmo e abramos a mente para a verdade, que ela nos libertará. Não queiramos saber o que é o Espírito. Por enquanto, somente basta que saibamos que o Espírito é vida, sustentado pela Vida Maior - Deus. Nosso dever maior neste momento, e na fase em que nos encontramos, é compreender as leis e obedecê-las; é ativar a harmonia dentro de nós. Estaremos sentindo, desta forma, Deus na alma e o Cristo em nós, e a luz nunca se apagará em nosso coração. Todas as vezes que surgir a idéia de conhecer Deus e o Espírito, oremos com fé, que logo veremos e sentiremos a resposta que for conveniente as nossas necessidades de saber.

Esta postagem contém o texto integral de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, essa obra basilar da Doutrina dos Espíritos, acompanhada de comentário a respeito da pergunta formulada por Allan Kardec e da respectiva resposta dada pela Espiritualidade. Tal comentário, que muito facilitarão o estudo da doutrina, foi extraído da coleção FILOSOFIA ESPÍRITA, composta de 20 volumes, de autoria do espírito MIRAMEZ, psicografados pelo médium João Nunes Maia e editada pela Editora Espírita Fonte Viva.


 

22. Define-se geralmente a matéria como sendo - o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas estas definições?

QUESTÃO 22 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS E COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ

22. Define-se geralmente a matéria como sendo - o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas estas definições?

“Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria.”

a) - Que definição podeis dar da matéria?

“A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.”

A.K.:Deste ponto de vista, pode dizer-se que a matéria é o agente, o intermediário com o auxílio do qual e sobre o qual atua o Espírito.


COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

EXTENSÃO DA MATÉRIA

 A dimensão da matéria é sobremodo difícil de ser explicada na linguagem terrena, por escapar das mais puras deduções que o pensamento humano pode atingir. A matéria bruta que podes apalpar, sentir e cuja forma podes ver é, pois, a mais baixa vibração que o agregado de energia pode tomar.

Às vezes, dois corpos materiais podem ocupar o mesmo lugar, por estarem cada um em uma dinâmica vibratória. Uma está expressa na forma e a outra, como fluidos sutis dentro da primeira. A ciência acabou provando que a própria luz é matéria, pela curvatura que faz ao passar por corpos sólidos e, se só matéria atrai matéria, ela não deixa de ser a própria matéria em outra dimensão, formando luz. Daí podes partir para outros estados da matéria na sua engenhosa purificação, sob o comando do progresso, que não deixa de ser trabalhada pelas mãos de Deus. O próprio perispírito tem muito de matéria. Mesmo dentro da sua sutileza espiritual, e para ser intermediário do Espírito ao corpo, é necessário que tenha nuances de matéria com anti-matéria.

A escala da evolução da matéria é muito extensa: o caminho conduzido pela evolução é de uma grandeza incomparável, no campo da literatura espiritual. Tudo que existe é concentração de energia, tudo que falamos, no mundo das formas, ela aí está concentrada por lei de afinidade, sob a ação da vontade de Deus. A ciência humana está à procura do elemento primitivo, de onde partiram todos os outros, pelo avançar e recuar dos fatos; entretanto, este elemento primeiro está longe das cogitações humanas. Se o macro é infinito no seu avanço cósmico, o microcosmo tem o mesmo destino. As áreas de estudo oferecem a todos os sábios intermináveis lições, de maneira a mostrar a todos eles a sabedoria de Deus e a bondade de Seu terno coração.

Tudo no mundo material e espiritual se encadeia; uns estão ligados aos outros por fios tenuíssimos, imperceptíveis pelos homens e que a própria ciência desconhece. A matéria, mesmo a que chamamos de forma impenetrável, guarda segredos que os homens do amanhã reconhecerão. Ela também evolui, despertando algo dentro de si que a purifica, tomando novas dimensões e sensibilizando sua própria estrutura. É como, se pudéssemos dizer, a matéria se intelectualizando no perpassar do tempo e na extensão infinita do espaço.

A própria aura que circunda os corpos físicos é matéria quintessenciada, em vibrações tais, que chegam a causar luminosidade em torno dos corpos físicos de onde ela promana. E um empuxo do progresso das formas, que alcança outro estado de existência. Daí é que devemos ter o maior respeito por tudo o que existe no universo, em todas as faixas que conhecemos, por se tratarem de vidas criadas em estados diferentes, pela bondade e misericórdia de Deus.

Se nada existe sem a Sua vontade, qual o nosso dever diante dela? Eis porque Jesus nos pede para amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. O nosso próximo é tudo o que existe ao nosso derredor, porque nada há sem vida, e sempre dentro das formas vibra algo espiritual a convidar o seu corpo, seja ele qual for, para as linhas da perfeição, para a grandeza espiritual.

O Espírito desce na matéria palpável e visível, em busca de seu desprendimento e, para tanto, usa como laço intermediário a própria matéria purificada. Por que isso? Devemos responder que ainda é segredo que se esconde, por respeito a nossa evolução. O que podemos dizer, para que não fique sem resposta, é que o Espírito reencarna porque Deus quer e acha conveniente.

Esta postagem contém o texto integral de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, essa obra basilar da Doutrina dos Espíritos, acompanhada de comentário a respeito da pergunta formulada por Allan Kardec e da respectiva resposta dada pela Espiritualidade. Tal comentário, que muito facilitarão o estudo da doutrina, foi extraído da coleção FILOSOFIA ESPÍRITA, composta de 20 volumes, de autoria do espírito MIRAMEZ, psicografados pelo médium João Nunes Maia e editada pela Editora Espírita Fonte Viva. 

 

21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por Ele em dado momento?

QUESTÃO 21 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS E COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ

21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por Ele em dado momento?

“Só Deus o sabe. Há uma coisa, todavia, que a razão vos deve indicar: é que Deus, modelo de amor e caridade nunca esteve inativo. Por mais distante que logreis figurar o início de Sua ação, podereis concebê-Lo ocioso, um momento que seja?”

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

ATIVIDADE DE DEUS

Deus jamais ficou, fica ou ficará inativo. Não podemos conceber um Deus sem ação permanente dentro da sua criação; Ele é o sol espiritual de vida, mantenedor de todas as vidas e a Ele estamos ligados.

Quando falamos que Deus criou o universo, é por faltar em nossa linguagem o verdadeiro significado de criação. Na dialética fraca dos homens, criação é dar existência, é usar a mente e as mãos para que algo tome forma ou feição. Escapa ao nosso raciocínio o que significa criar, no dicionário da natureza divina. Se Ele criou, onde buscou o princípio da formação das coisas? Essa é uma fórmula que Ele não achou conveniente que os homens soubessem. Nesse campo profundo, somente os Espíritos puros, altamente evoluídos, têm notícias dessa ciência espiritual, estendendo falanges e mais falanges em toda a extensão infinita, operando na dimensão que lhes é própria.

A matéria existe, desde a eternidade, como Deus? Somente Ele o sabe, nos informa o "Livro dos Espíritos". Só podermos dizer que a idade da matéria se perde para nós, na noite dos milênios incontáveis, e que o seu cinetismo é uma realidade, não que ela se movimente por si só mas, porque se move por vontade d'Aquele que nunca fica sem atividade. Há segredos que ficarão por muito tempo sem serem desvendados, por nos faltarem sentidos e capacidade para suportar as revelações e saber fazer uso das belezas imortais, dos valores do Espírito.

Se podemos dar a Deus uma mente, ou vê-lo desta forma, ela tem uma corrente de ideias contínuas no verdadeiro sentido do verbo. Cessando a sustentação, desmorona-se todo o universo. Sabemos que esse fluido cósmico, ou hálito divino, desprendido da Sua magnânima personalidade e incomparável poder é que nos dá vida e mantém o nosso equilíbrio espiritual. Somos dotados de sentidos apropriados, com valores desenvolvidos e a desenvolver, que transformam essa essência oriunda do Senhor, em fluido animal ou magnetismo humano, energizando seu valor com os nossos sentimentos mais ou menos puros.

O éter divino é sensível ao nosso caráter, como também grava as nossas deficiências. O santo o usa na sua cândida feição, despertando os seus mais profundos valores, pela força do amor e da caridade para ajudar, servindo todas as criaturas que carecem de amparo e de socorro. O ser humano, mesmo encarnado, compreendendo a ciência das mutações, poderá fazer prodígios, se souber lidar com esses segredos da natureza em favor do bem, deixando estender a fé nos limites que ela pode socorrer os desfalecidos.

Isso corresponde às atividades de Deus, onde Ele for respeitado e amado. Para tanto, Ele criou leis que regem todas as atividades menores e estabilizam o equilíbrio de todas as coisas. É bom e justo que pensemos que não existe nada separado de Deus, no entanto, é, melhor entender que a Sua inconfundível personalidade é única no seio de todas as formas surgidas pela Sua majestosa vontade.

Pormenorizar as atividades de Deus é salientar a nossa ignorância acerca d'Ele, pois, somente Ele se conhece e aos Seus segredos mais profundos. Nós ainda temos de adentrar as primeiras sendas do conhecimento de nós mesmos, ambiente infinito de sabedoria, para depois começarmos a pensar, estudar e compreender o livro da natureza, onde os atributos da Divindade estão em evidência. As portas pelas quais deveremos entrar para nos conhecer são ensinadas por Cristo, no seu Evangelho. A vivência dos preceitos que Ele nos ofereceu nos faz compreender o que se deve pensar acerca de Deus e da Sua Criação.

Esta postagem contém o texto integral de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, essa obra basilar da Doutrina dos Espíritos, acompanhada de comentário a respeito da pergunta formulada por Allan Kardec e da respectiva resposta dada pela Espiritualidade. Tal comentário, que muito facilitarão o estudo da doutrina, foi extraído da coleção FILOSOFIA ESPÍRITA, composta de 20 volumes, de autoria do espírito MIRAMEZ, psicografados pelo médium João Nunes Maia e editada pela Editora Espírita Fonte Viva.

 

20. Dado é ao homem receber, sem ser por meio das investigações da Ciência, comunicações de ordem mais elevada acerca do que lhe escapa ao testemunho dos sentidos?

QUESTÃO 20 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS E COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ


20. Dado é ao homem receber, sem ser por meio das investigações da Ciência, comunicações de ordem mais elevada acerca do que lhe escapa ao testemunho dos sentidos?

“Sim, se o julgar conveniente, Deus pode revelar o que à ciência não é dado apreender.”

A.K.: Por essas comunicações é que o homem adquire, dentro de certos limites, o conhecimento do seu passado e do seu futuro.

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

REVELAÇÕES ESPIRITUAIS

Os sentidos físicos são valiosos recursos com que a natureza divina dotou o Espírito encarnado, para registrar as lições que poderá receber por todos os meios que a ciência alcança. Não obstante, os homens carregam consigo outros meios espirituais que lhes servem de canais, por onde podem vir - e vêm com freqüência - notícias mais sutis do mundo espiritual, revelações que escapam aos processos científicos.

A razão nos fala que devemos usar os dois meios para maior experiência daquilo que vamos aprender. Se estás no mundo da carne, é justo que tenhas recursos materiais para o enriquecimento e compreensão de todas as leis que vibram e sustentam todas as formas e, se estás sujeito a ela, é justo, também, que a respeites. O universo se congrega em camadas sobrepostas, como sendo um todo, apresentando em seu íntimo divisões sem conta, até encontrar Deus.

Um mundo pode se justapor a outro, mas em faixas diferentes e, por vezes, ocupando o mesmo lugar. São segredos a desvendar e quanto mais aprendemos, mais sentimos necessidade de aprender. A extensão do saber é infinita, e o Senhor, nosso Pai Celestial, representa a fonte inesgotável, centro de todas as cogitações da sabedoria universal. A Terra é, pois, um mundo de provações; se assim não fora, já teriam cessado as guerras fratricidas e os ódios milenares de nação contra nação, de homens contra homens.

As variedades de revelações, em se formando inúmeras religiões e filosofias espiritualistas, são provas irrefutáveis disso. Quando a humanidade começar a apresentar traços de fraternidade de uns para com os outros, quando as criaturas se amarem mutuamente na verdadeira acepção da palavra, quando a gratidão a Deus tornar-se um hábito de todos os dias, quando a caridade for um dever de todos os momentos, as religiões irão se fundir pela força da unidade dos sentimentos e haverá um só rebanho e um só pastor.

As divisões e subdivisões são o atendimento de Deus aos homens, pela ignorância que persiste nos corações dos Espíritos inferiores. Quando permanecer a idéia de que cada um está de posse da verdade, da verdade que ele suporta e não entregue a uma facção religiosa ou agrupamento filosófico ou científico, começarão a dominar os sentimentos de respeito e a própria grandeza de Deus, que não se esquece de seus filhos, quaisquer que sejam os lugares em que estiverem vivendo. Ninguém se perde, pois somos todos filhos do mesmo Pai!

As revelações espirituais e científicas não escolhem lugar. A prova disso são os fatos, e é nesse entendimento que deveremos despertar para a unidade de valores de todas nações e de todas as criaturas, sem as barreiras que duvidem os Espíritos pelo orgulho, pelo egoísmo, pela vaidade e pelo ciúme.

Os sonhos são atestados de muitas revelações. Eles, mesmo sem a compreensão dos seus arcanos, deixam na consciência uma revelação que cresce cada vez mais, dando certeza à alma de que a vida não termina no túmulo e, por vezes, revela ao Espírito encarnado algo das vidas anteriores que se encontra registrado na consciência profunda.

E as intuições que escapam aos aparelhos materiais? Por onde vieram? Vieram por canais invisíveis aos olhos físicos, mas entendidos pelas sensibilidades espirituais da alma, e com tanta certeza que fogem aos meios de comunicação. A escrita não tem recursos para expressar o que entendemos por dentro.

É bom que usemos de todos os meios lícitos e possíveis das revelações, e que o bom senso nos acompanhe em todas as investigações, para que no amanhã nasça em nossos corações a verdadeira paz, aquela que deve morar na consciência.

Esta postagem contém o texto integral de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, essa obra basilar da Doutrina dos Espíritos, acompanhada de comentário a respeito da pergunta formulada por Allan Kardec e da respectiva resposta dada pela Espiritualidade. Tal comentário, que muito facilitarão o estudo da doutrina, foi extraído da coleção FILOSOFIA ESPÍRITA, composta de 20 volumes, de autoria do espírito MIRAMEZ, psicografados pelo médium João Nunes Maia e editada pela Editora Espírita Fonte Viva.

 

19. Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?

QUESTÃO 19 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS E COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ

19. Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?

“A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.”

A.K.: Quanto mais consegue o homem penetrar nesses mistérios, tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entretanto, seja por orgulho, seja por fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete da ilusão. Ele amontoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos errou tomou por verdades e quantas verdades rejeitou como erros. São outras tantas decepções para o seu orgulho.

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

A CIÊNCIA HUMANA

A ciência tem condições de ajudar a revelar certos segredos da natureza, porém, dentro dos limites que a evolução humana comporta. Observando a própria história universal, nela encontraremos os grandes feitos de cientistas, por vezes, verdadeiros mensageiros do bem. Negar o valor da ciência é negar os próprios esforços dos homens por melhores dias, entretanto, Deus não está preso às limitadas condições dos seres humanos. Ele revela o que achar conveniente, pelos canais que desejar falar, e esses fatos são reconhecidos no mundo todo. Grandes descobertas surgem como se fossem por acaso e, pela roupagem abstrata do acaso, esplendem a força e a inteligência do Espírito. Eis aí a mediunidade em função benfeitora, a comunicação dos Espíritos entre os dois mundos!

Embora a razão apresente as suas faltas, ainda assim, em todos os campos de atividade é ela quem move a ciência que em muitos casos aceita mentiras no lugar da verdade e vice-versa. Os seres encarnados, e mesmo os desencarnados, que vivem na mesma faixa evolutiva, não precisam se preocupar com a seleção das coisas verdadeiras, pois elas aparecem à luz das boas intenções e no esforço permanente em busca do melhor.

Já falamos alhures que a verdade é relativa ao tamanho espiritual de cada criatura. Deus, se quiser, poderá fazer conhecer a verdade mais acentuada por pessoas ignorantes, que passam a ser o instrumento da verdade pela influência do Senhor. Todavia, quando Ele acha conveniente, procura os meios científicos, e adota a linguagem sofisticada para falar aos doutos, e levá-los a auxiliar os sofredores na retaguarda.

Abençoemos a ciência humana, sem nos esquecermos do poder intuitivo das almas. Quando se aliam essas duas forcas a serviço da coletividade, aparece a luz beneficiando todos. As investigações científicas têm melhorado muito o homem. Há como que um preparo para a luz do entendimento que tem consumido vidas e mais vidas em favor dos próprios homens e vai conduzi-los a uma lógica, que não deixa de ser igualmente uma grande ciência. Religião e ciência não são incompatíveis. Elas, no fundo, gritam pela junção, porque o que falta em uma, a outra completa. O orgulho, a ignorância e o fanatismo é que fizeram os homens separarem a ciência da religião. Mas em futuro próximo iremos assistir à união destas duas forças da vida, para a melhoria das vidas que circulam na Terra.

Os homens têm recebido dádivas em profusão no sentido da descoberta. Elas estão em suas mãos. Necessário se faz que aprendam a usar bem essas bênçãos de Deus, doadas à humanidade por amor e misericórdia. As vias mediúnicas têm ofertado uma filosofia altamente espiritualizada, renovando todos os conceitos errôneos que fogem das linhas do amor verdadeiro e da caridade promissora. Estamos cercados de grandes tesouros, que podemos usar em todos os caminhos que porventura trilharmos, para que se estabeleça no mundo o reino de Deus.

Usa da ciência, se isso for do teu agrado, e faze o bem. Usa da religião, se te convier, e pratica a caridade. Usa do amor na sua plenitude e ilumina todo o instrumento da tua evolução, que o Senhor sempre estará presente nas tuas investigações e purificará a tua fé. Nada existe que Deus não queira, mas, é justo e elegante que te revistas de bom senso, para usares com equilíbrio aquilo que foi colocado em tuas mãos. Até o próprio veneno, em doses vigiadas, é remédio salutar, enquanto o ignorante faz trabalhos compatíveis com a sua posição, na esfera da criaturas.

Esta postagem contém o texto integral de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, essa obra basilar da Doutrina dos Espíritos, acompanhada de comentário a respeito da pergunta formulada por Allan Kardec e da respectiva resposta dada pela Espiritualidade. Tal comentário, que muito facilitarão o estudo da doutrina, foi extraído da coleção FILOSOFIA ESPÍRITA, composta de 20 volumes, de autoria do espírito MIRAMEZ, psicografados pelo médium João Nunes Maia e editada pela Editora Espírita Fonte Viva.

 

18. Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?

QUESTÃO 18 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS E COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ

 18. Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?

 “O véu se levanta a seus olhos, à medida que ele se depura; mas, para compreender certas coisas, são-lhe precisas faculdades que ainda não possui.”

 COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

O VÉU SE LEVANTA

O véu se levanta à medida em que o homem cresce espiritualmente. A natureza tem seus segredos em toda a conjuntura da sua ação benfeitora e eles não foram feitos para ficarem eternamente escondidos das criaturas; revelar-se-ão no momento certo, em que o Espírito puder alcançar e suportar a luz da revelação.

Os caminhos da vida são eternos aprendizados; cada passo que damos corresponde a uma lição. Nada se perde, mesmo o tempo que chamamos de perdido. Atrás de todo acontecimento existem leis revelando sabedoria, de que o Espírito se certificará por processos de osmose espiritual, que por vezes escapam ao nosso entendimento. Os véus se levantam em todas as direções do saber, pelos esforços de cada um, entretanto, ele também é obediente à força do próprio progresso.

A nossa participação acelera a evolução, para que o despertamento surja com mais eficiência e fique em tudo, em relação ao nosso bem-estar, a nossa marca, como sendo a nossa conquista. Isso é muito interessante na pauta das nossas obrigações e compromissos. Não podemos nos esquecer daquilo que nos toca como co-criadores dos nossos destinos, na influência de Deus pelas mãos do Cristo. À medida em que os véus vão se abrindo aos nossos olhos espirituais, se formará um campo de conhecimento apropriado na consciência e o coração passará a trabalhar em plena concordância com a inteligência. Os dois, juntos, determinam o uso de todos os poderes adquiridos, na formação da própria personalidade.

Ninguém pode crescer sem subir, nem subir sem esforço e sacrifício juntamente com a dor, pelo menos na área evolutiva a que pertencemos, no ambiente da Terra, e no grau que nos encontramos na escala dos valores espirituais. As experiências nos condicionam conhecimentos indispensáveis a nossa libertação. Isso também são leis que nos regulam o crescimento espiritual e moral. Mesmo que queiramos ficar para trás e não aprender, não conseguimos. E a mesma coisa que alguém, que nunca tivesse visto o Sol, desacreditasse, por isso, da sua eficácia. Ele, o Sol, sempre iria existir e, ainda mais, continuaria ajudando, mesmo os que o negassem.

Existem dois tipos de evolução: aquela que obedece às leis do automatismo espiritual, que impulsiona a natureza física e animal para o progresso, sem a participação da vontade, e aquela que recebe como coadjuvante os esforços dos homens, onde a inteligência tem sua grande participação. As faculdades dos Espíritos vão se desabrochando na esteira infinita do tempo e se apurando de acordo com o seu despertamento, quando o oculto vai sendo conhecido.

Diante dos mistérios desvendados, surgirá, no mundo da alma, um ambiente diferente, onde floresce uma alegria apoiada pelas forças do amor. E a alma amadurecida passa a conhecer a si mesma e a cuidar das suas próprias deficiências, como o médico que trata dos seus próprios desequilíbrios. Porém, é bom que nos cientifiquemos de que sempre encontraremos véus para serem desvendados e segredos para serem conhecidos. Não constitui uma grande esperança termos sempre lições para recebermos da bondade divina? O conhecimento total pertence a Deus, e conhece a sua natureza íntima somente Ele o pode, por ser Onisciente.

O nosso maior empenho deve ser o conhecimento de como ser melhor, trabalhando na fraternidade universal. É preciso levantar o véu que empana a harmonia e sentir a vibração da paz de Deus no coração, conhecer os segredos do amor e passar a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Torna-se importante descobrir a fonte da alegria pura e conquistá-la na sua plenitude. Com os véus se levantando nesse ritmo, seremos felizes.

Esta postagem contém o texto integral de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, essa obra basilar da Doutrina dos Espíritos, acompanhada de comentário a respeito da pergunta formulada por Allan Kardec e da respectiva resposta dada pela Espiritualidade. Tal comentário, que muito facilitarão o estudo da doutrina, foi extraído da coleção FILOSOFIA ESPÍRITA, composta de 20 volumes, de autoria do espírito MIRAMEZ, psicografados pelo médium João Nunes Maia e editada pela Editora Espírita Fonte Viva.

 
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