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MÃE, REANIMA-TE!

Durante muitos atendimentos espirituais no IECIM, voluntários e assistidos já tiveram a oportunidade de ouvir os médicos espirituais pronunciar a seguinte assertiva a uma mulher:“Você não é mãe, você está mãe.”.

O que será que nossos mentores e amigos Espirituais querem dizer com isso? No mês em que se comemora o dia das mães, vamos refletir um pouco por isso e, depois, oferecer às mães uma linda mensagem de encorajamento do Espírito Emmanuel, intitulada “Mãe, reanima-te!”.

A maternidade é uma experiência humana. Quando aprendemos que a vida é uma só e nós possuímos diversas existências -as nossas encarnações– para nosso aperfeiçoamento e evolução, também aprendemos que nossa vestimenta física deve se adequar às nossas necessidades evolutivas.

Assim como podemos encarnar em determinada família entre nossos afetos ou desafetos, nascer em um ambiente de riqueza ou pobreza como parte das provas que devemos suportar para nossa evolução, também encarnar como homem ou mulher pode não ser uma escolha do espírito, mas uma necessidade imperiosa que se impõe ao desenvolvimento de sua prova.

Amando um pequeno e indefeso ser desde seu nascimento ou tenra idade (ser que poderá ser um grande amor ou inimigo em outras existências), o espírito encarnado como mulher tem a oportunidade de desenvolver um amor incondicional, irrestrito, enfim, um laço que irá perdurar a partir desse momento. Todos nós, portanto, já fomos, somos ou seremos mães, ou melhor, estaremos mães algum  momento de nossa vida.

O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina que as famílias no plano físico podem ser constituídas por afinidade ou por expiação: ou o Espírito encarna em uma família onde estão os seus “Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos,  afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação.“ (cap. XIV, Honrai a vosso pai e vossa mãe).

Portanto, não importa qual posição ocupemos em nossa família, nosso maior exercício de caridade está dentro do lar. O espírito que está mãe nesta encarnação deve aproveitar ao máximo para desenvolver sentimentos como o amor ilimitado, a abnegação, a renúncia, enfim, sentimentos que nos burilam a alma e que nos auxiliam a promover a reforma íntima.

Como homenagem aos espíritos que estão mães, trazemos uma bela mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, de autoria do Espírito Emmanuel: Mãe, reanima-te!

“Minha amiga, minha irmã! Com o temporal, a natureza purifica a atmosfera. Com o orvalho, o céu alimenta a natureza.

Também com a chuva de lágrimas, o Senhor regenera nossas almas e com o rocio da oração conseguimos amenizar a secura do caminho que nos conduz ao Pai Celestial. Inclinemo-nos à frente dos Divinos Desígnios. Nossa marcha redentora para Deus, quando subimos pela escarpa do reajuste, desdobra-se entre espinheiros e vertigens da ascensão.

Escolheste o sublime roteiro das Mães! Mãe pelo sacrifício de todos os sonhos e pela renuncia a toda a felicidade menos construtiva no mundo!

Começaste sofrendo no berço e, embora esperando a materialização do castelo de ventura arquitetado na meninice, conheceste a benção do matrimônio, nele buscando a coroa da maternidade dolorosa e santificante. Acolheste, nos braços, velhos tesouros que velaste na eternidade, sob as flores de tuas melhores esperanças

Nos braços, acalentaste esses companheiros do grande caminho, nutrindo-os na fonte de teu amor..

Afigurava-se - te o mundo, em quanto podias detê-los de encontro ao coração sensível e generoso, um templo em que as tuas dores se glorificavam na confiança e no otimismo, na expectação e na fé viva, à frente do futuro. Entretanto, se havias igualmente chamada à educação dos filhos alheios, eras, para os felizes rebentos de tua ternura, não apenas Mãe pela carne, mas também a amiga cconstante e a instrutora ideal.

É por isso que, hoje, a concha de teu devotamento parece esvaziar-se, torturada esse motivo que agora, por mais fulgure a luz solar, conclamando-te à alegria, sentes o coração sepultado nas sombras do peito, à maneira de nau desmantelada pela tormenta, a mergulhar-se sob a pesada corrente do mar revolto.

Somos, porém, uma família de muitos laços afetivos e não nos perderemos uns dos outros. Prometemos fidelidade ao Amigo Eterno, que jamais nos desamparou, e, nas horas difíceis, entrelaçamos as próprias mãos para o justo soerguimento...

Aqueles que nos seguem, de longe e de perto chaves celestes de nossos destinos não nos relegarão à fúria da tempestade. Seguem-nos com o carinho das afeições indestrutíveis, que o tempo somente consegue fortalecer e reavivar.

Teu espírito atormentado Em companhia de Jesus, muitas vezes, conhecemos realmente a solidão; contudo, jamais o abandono.

O amor inextinguível, por abençoado farol em nossa viagem, brilhará sobre os rochedos, indicando-nos o rumo certo. Continua içando o estandarte de tua confiança em Deus, além do todos os percalços e tentações. Achamo-nos, efetivamente, na batalha...

Batalha fora de nós e dentro de nós. Combate que assume aspectos diferentes, cada dia, pela dor e pelas provações com que somos defrontados... Mas na vanguarda vitoriosa, temos o Mestre da Cruz  que nos espera com o galardão da paz obtida, ao preço de lágrimas e suor; e, na retaguarda, possuímos benfeitores abnegados que nos suprem com todos os recursos necessários para que não  venhamos a parecer.

Armados pela graça divina, prossigamos em luta... é possível que, embaixo, nos reinos inferiores de nossas velhas dívidas, vejamos nossos apetrechos terrestres reduzidos a frangalhos; é possível que não nos caiba, perante os homens ávidos de conquistas efêmeras, senão o terrível quinhão da amargura; entretanto, é sobre as ruínas fumegantes do passado que construiremos nosso luminos o futuro. Não importa que o coração de carne padeça na forja da renovação; não faz diferença o agravo da tortura moral na Terra, desde que nosso espírito, levantado para Jesus, n’Ele espere a própria sublimação em novo dia...

Reanima-te

Não nos faltará a Divina Misericórdia. Tudo na vida é propriedade do Todo Poderoso... De nós mesmos, apenas dispomos da própria alma que nos compete aprimorar a vida eterna. Edifiquemos, pois, no próprio Espírito, o santuário da compreensão e da humildade, do aperfeiçoamento e do amor. E a Vontade d’Ele exteriorizarse-á, através de nós, onde estivermos em favor de nosso próprio engrandecimento.”

Do livro MÃE, antologia mediúnica, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Espíritos diversos.

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