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Imortalidade

A morte não é o fim.

Criado para a vida, o espírito transfere-se constantemente de um estado vibratório para outro, sem perder a imortalidade.

Repara nos exemplos da natureza.

A destruição da semente em contato com o solo não passa de transformação da vida gerando mais vida.

O sol, que se oculta com a chegada da noite, ressurge a cada amanhecer, sem jamais deixar de brilhar.

Se te ressentes da ausência do afeto que a desencarnação transferiu para a vida no Além, não te revoltes nem te desesperes.

Corações amoráveis o acompanham, tanto quanto a ti, a fim de que a vida de cada um siga em paz na direção do progresso. 

Confia no Pai e prossegue vivendo, fazendo o melhor ao teu alcance.

A felicidade de quem segue no Além, muitas vezes, depende do equilíbrio de quem permanece na Terra.

Entrega-te ao trabalho construtivo, orando e servindo, e contarás com os eflúvios de luz e paz que vertem do Alto, favorecendo-te na jornada redentora, até que te reencontres com os corações queridos, em comunhão de amor nos domínios da eternidade. 


ANTE A SAUDADE

Transforma a saudade dos que partiram para o Além, em ação fraterna no auxílio aos mais necessitados.

O Bem que faças na Terra é prece que se eleva às esferas maiores, estreitando os laços que te ligam á espiritualidade.

A paz de quem partiu é sentir a paz de quem ficou.

Trabalha, serve e ama. 

A caridade e a fé determinarão o clima para que superes a hora dolorosa, e permaneças em feliz comunhão com as almas queridas.

Scheilla

 Com a guerra no continente Europeu, aflições e angústias assolaram a cidade de Berlim, na Alemanha, onde Scheilla atuava como enfermeira ajudando seu pai Dr. Adolfo. Seu estilo simples, sua meiguice espontânea, muito ajudavam em sua profissão. Bonita, tez clara, cabelo muito louro, que lhe davam um ar de graça muito suave. Seus olhos, azuis-esverdeados, de um brilho intenso, refletiam a grandeza de seu Espírito. Estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Scheilla, preocupada em ajudar, indistintamente. Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua responsabilidade. Via primeiro a dor, depois a criatura... Numa tarde de pleno combate, desencarna Scheilla, a jovem enfermeira. Morria no campo de lutas, aos 28 anos de idade. Muitos anos depois, surgia nas esferas superiores da espiritualidade, com o seu mesmo estilo, aprimorado carinho e dedicação, Scheilla, a Enfermeira do Alto!

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