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Um Momento




Antes de negar-se aos apelos da caridade, medite um momento nas aflições dos outros... Imagine você no lugar de quem sofre. 

Observe os irmãos relegados aos padecimentos da rua e suponha-se constrangido à semelhante situação. 

Repare o doente desamparado e considere que amanhã, provavelmente seremos nós, candidatos ao socorro na via pública. 

Examine o ancião fatigado e reflita que se a desencarnação não chegar em breve, não escapará você da velhice. 

Contemple as crianças necessitadas, lembrando os próprios filhinhos. 

Quando a ambulância deslize rente ao seu passo, conduzindo o enfermo anônimo, pondere que talvez um parente nosso extremamente querido se encontre a gemer dentro dela. 

Escute pacientemente os companheiros entregues à sombra do grande infortúnio e recorde que em futuro próximo, é possível estejamos na travessia das mesmas dificuldades. 

Fite a multidão dos ignorantes e dos fracos cansados e infelizes, julgando-se entre eles, e mentalize a gratidão que você sentiria perante a migalha de Amor que alguém lhe ofertasse. 

Pense um momento em tudo isso!!! E você reconhecerá que a caridade para nós todos é simples obrigação!!!


André Luiz, psicografado por Chico Xavier

 

Justiça na Espiritualidade


Como atua o mecanismo da Justiça no Plano Espiritual?


ANDRÉ LUIZ: 

No mundo espiritual, decerto, a autoridade da justiça funciona com maior segurança, embora saibamos que o mecanismo da regeneração vige, antes de tudo, na consciência do próprio indivíduo.

Ainda assim, existem aqui, como é natural, santuários e tribunais, em que magistrados dignos e imparciais examinam as responsabilidades humanas, sopesando-lhes os méritos e deméritos.

A organização do júri, em numerosos casos, é aqui observada, necessariamente, porém, constituída de Espíritos integrados no conhecimentos do Direito, com dilatadas noções de culpa e resgate, erro e corrigenda, psicologia humana e ciências sociais, a fim de que as sentenças ou as informações proferidas se atenham à precisa harmonia, perante a Divina Providência, consubstanciada no amor que ilumina e na sabedoria que sustenta.

Há delinqüentes tanto no plano terrestre quanto no plano espiritual, e, em razão disso, não apenas os homens recentemente desencarnados são entregues a julgamento específico, sempre que necessário, mas também as entidades desencarnadas que, no cumprimento de determinadas tarefas, se deixam, muitas vezes, arrastar a paixões e caprichos inconfessáveis.

É importante anotar, contudo, que quanto mais baixo é o grau evolutivo dos culpados, mais sumário é o julgamento pelas autoridades cabíveis e, quanto mais avançados os valores culturais e morais do indivíduo, mais complexo é o exame dos processos de criminalidade em que se emaranham, não só pela influência com que atuam nos destinos alheios, como também porque o Espírito, quando ajustado à consciência dos próprios erros, ansioso de reabilitar-se perante a vida e diante daqueles que mais ama, suplica por si mesmo a sentença punitiva que reconhece indispensável à própria restauração.


André Luiz, do livro "A EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS”, Médium: Francisco Cândido Xavier


 

Sórdidos Porões

A civilização dita cristã no ocidente ainda não compreendeu que Jesus é o exemplo da centralidade mais admirável que se conhece. Em todo o Seu ministério jamais houve lugar para a exclusão, para a exceção. Ele sempre se caracterizou pela proposta de solidariedade humana e pela igualdade dos direitos humanos.

A Sua mensagem renovadora tem uma direção certa: a transformação moral da criatura para melhor, sempre e incessantemente. Nesse sentido, ninguém se pode considerar indene ao crescimento interior ou excluído da oportunidade.

Jamais o Mestre preferiu aquele que tem mais ou que pensa ser mais, preterindo aqueloutros detestados, marginalizados, esquecidos.

À semelhança dos profetas antigos Ele veio resgatar os mais sofridos, os mais perseguidos, os mais desesperados. Não há lugar em Sua palavra para qualquer tipo de preconceito. Ele próprio pertenceu a um lugar de excluídos, conforme anotou João no comentário feito por Natanael, quando convidado por Filipe para conhecê-lO: - Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? (Jo. I-46).

Não poucas vezes Ele sofreu o opróbrio, a humilhação, o acinte, a perseguição sistemática.

Conhecendo, portanto, a hediondez da perversidade e injustiça humana, Ele colocou no centro aqueles que são empurrados para a periferia, para a marginalidade, fazendo com eles um pacto de amor. É esse amor que viceja em toda a mensagem neotestamentária, renovando as esperanças do mundo e apontando um rumo de segurança onde predomine a vera fraternidade.

Os indivíduos que se apresentam como sendo mais poderosos, mais possuidores, também não foram rejeitados, porquanto Ele sabia que esses, igualmente são infelizes, refugiando-se no terror, na opressão, na vingança, na exploração do seu próximo, através de cujos artifícios se sentem seguros nos tronos de mentira em que se sentam.

Os opressores, os perseguidores, são pessoas que perderam a direção de si mesmos, tornando os corações empedrados, por não se permitirem a doçura que tanto desejam e de que sentem irresistível falta. Invejam-na em quem a tem, e por isso, através da projeção do seu conflito, perseguem-no implacavelmente, com violência, como se a houvessem roubado do seu sacrário íntimo.

Jesus respeitou todas as vidas, concedendo o direito de cidadania igualitária a todos quantos adotassem o reino de Deus e se empenhassem pelo conseguir.

Os modernos cristãos, conforme ocorreu com muitos outros no passado, não compreenderam esse ensinamento, que registraram no cérebro, mas não insculpiram nos sentimentos. São capazes de abordar o tema da solidariedade com lágrimas, no entanto, não saem do pedestal em que se encastelam, para proporcionar centralidade ao seu próximo, arrancando-o da periferia marginalizadora.

Não obstante as gloriosas conquistas culturais, científicas e tecnológicas, o ser humano ainda mantém o seu próximo em muitos porões de exclusão, que são habitados pelos que se fizeram ou foram tornados marginais: crianças que se prostituem por imposição da crueldade moral, geradora da miséria sócio-econômica, pela escravidão do indivíduo que não tem escolha e perdeu a liberdade de decisão e de movimento, e os que vivem nas ruas do mundo, desconsiderados e sem quaisquer direitos, perfeitamente descartáveis pela sociedade hedonista.

Suas dores, suas necessidades são propositalmente ignoradas, e não raro, tidos como lixo social, são assassinados, exilados, expulsos dos seus guetos, porque enxovalham a sociedade que os excluiu.

Trata-se de hediondez da modernidade, que somente pensa no crescimento horizontal do seu poder e da sua libertinagem, esquecendo-se do ser humano em si mesmo, que é o grande investimento da vida.

Nesse lixo social, encontram-se também muitas jóias perdidas: homens e mulheres de bem e de valor, que derraparam nas ruelas da existência e não tiveram resistência para enfrentar e vencer as vicissitudes, enveredando pelo alcoolismo, pela toxicomania, pela perversão de conduta nos vícios sexuais, vivendo nos escuros porões que lhes servem de refúgio.

Perdida a dignidade humana, eles relutam para permanecer nesses sítios de vergonha e sombras, sendo denominados como criminosos, mesmo que crime algum hajam cometido.

Rotulados de lixo, criminosos, excluídos, gentalha, perdem a identidade e não se encorajam a recuperar a sua humanidade, que lhe foi tirada e nunca devolvida.

Afirma-se que esses irmãos da agonia se recusam a sair dos porões onde se encontram, e que, ao serem retirados, fogem de retorno aos mesmos lugares onde se entregam aos disparates da vergonha moral. Talvez tenham razão com a exceção, jamais com a totalidade.

Ocorre, muitas vezes, que se encontram enfermos, sem autoconfiança, sem nenhuma auto-estima, e autopunem-se, após haverem sido torturados, estuprados, pervertidos. A sua terapia de recuperação é lenta, quanto o foi a imposição da degradação, da perda de sentido existencial.

É impressionante observar como poucos cristãos dão-se conta do que está ocorrendo a sua volta e poderá atingir o seu castelo de refúgio e de ilusão. Mesmo quando vêm à superfície as denúncias contra a dignidade violada do seu próximo e ele aparece como fantasma apavorante, esses cristãos cerram os olhos para não o ver e tapam os ouvidos, a fim de não escutar o clamor da sua voz, porque isso os perturba e inquieta, tirando-lhes alguns momentos de sono ou de excesso de alimentos.

...E confessam a crença em Deus, a Quem dizem amar, em Jesus, que tomam por modelo teórico, mas não lhe seguem os ensinamentos libertadores.

Perfumados e bem vestidos evitam o contato com eles, nunca se permitem ir aos porões, temem-nos e abandonam-nos, quando os deveria visitar e amar, procurando conviver com eles, trazendo-os à luz do dia da compreensão de todos.

Eles ficam nos seus porões e os cristãos nos seus esconderijos de luxo e de proteção com medo deles, aqueles a quem Jesus procurou trazer para o centro, retirando-os do abismo escuro em que se refugiavam.

Felizmente, nem todos os cristãos se escondem do seu próximo retido nos porões. Eles denunciam a sua existência, tentam arrancá-los dos sórdidos lugares onde jazem, esquecidos e perseguidos, recordando-se de Jesus, e imitando-O.

Raia uma luz na treva em favor dos excluídos, ainda muito débil é certo, mas que se expandirá como o rosto brilhante da manhã após a noite renitente, que vai devorada pela claridade.

O novo Cristianismo propõe que se acabem com os porões, que se recicle o lixo social mediante os mecanismos do amor, que se traga para o centro da comunidade todos aqueles que têm sido excluídos, de forma que a sociedade se torne verdadeiramente digna do Mestre e Senhor, que é Modelo e Guia para todos através dos evos...

Joanna de Ângelis, Médium: Divaldo Pereira Franco


 

A Reforma Íntima

reforma íntima! Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.

Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranqüilidade.

Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam estimulados pela onda crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.

Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.

Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.

Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.

Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.

Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.

É muito fácil desistir do esforço nobre, prazer'>comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.

Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.

O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.

Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.

Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.

Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.

Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.

Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.

Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.

Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.

Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.

A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.


Joanna de Ângelis, Médium: Divaldo Pereira Franco


 

Senhor, Me ensina...

Senhor, 

Me ensina...

A ter mansidão em meus passos,

A silenciar diante dos percalços,

A ser ternura em meus abraços,

A ser ombro amigo em meio a tantos perigos,

A ser amor para os erguidos e também para os caídos,

A ser braços, a ser ouvidos, a ser prece de esperanças por todas as minhas andanças, ainda te peço, me ensina...

A ser remédio para os doridos,

A ser veste para os despidos,

A ser riso, a ser beleza em meio a tanta tristeza,

A ser calmo e tranquilo em meio às asperezas,

Pai querido, me ensina a ser flor no meio dos espinhos, 

A ser lume, a ser perfume, a ser enfim, um facho de amor por onde eu for.

 

Psicofonia do Dr. Adolfo, após o encerramento dos trabalhos de cura, no dia 08/12/2017.

Vocês têm que ter respeito mútuo com a valorização dos seus. Não adianta falarmos de valores se os meus não são valorizados por mim. Eu ainda me pego em exercícios  de comunicação vergonhosos: falar desrespeitosamente de  amigos . Você não é portador de perfeição, por isso não tem o direito de cobrar perfeição de todos.

Jesus para movimentar-se em nosso meio necessita desses seres imperfeitos como vocês. É necessário voltar a ler o Evangelho. O cisco no olho do outro é enxergado e falado com alarde mas não enxergam uma tábua em seus olhos.

E os componentes da Diretoria hão de se amar, de se respeitar. Na hora da oração, pedir para que o grupo mantenha-se unido. Vou sistematicamente à casa de cada um dos senhores e o que eu encontro não é satisfatório. Encontro o registro de opiniões e sentimentos de um para com o outro em desalinho. Quero lembrar aos senhores de que muitos dos que aqui se encontram que o trabalho que começou com os senhores não foi há uma década atrás, não foi à meia, ou um quarto de década atrás. Muitos dos senhores que estão aqui foram séculos de preparação. É pouco, é pequeno, é pobre? Mas é o que conseguimos . É o que o Amor produziu, o que o Trabalho produziu, o que os esforços dioturnamente feitos que chegamos a produzir, resultou nisso aqui. E isso aqui levarei aos pés de Jesus e direi: Jesus, é pequeno, é pobre, é insignificante mas foi isso aqui que conseguimos. E quando direcionar o seu pensamento para cada um dos senhores tenha respeitosamente o seu sentimento para com o outro para que haja união, para que haja fortalecimento e que possamos cada vez mais produzir, em prol do Evangelho, existir no Evangelho. O espírito humanista foi por muitos anos, por muitas décadas, investido nos senhores, como foi investido em mim. E tenho responsabilidade pelas lições que aprendi com os meus superiores. E cobro dos senhores responsabilidades do que aprenderam com seus superiores. O exercício da caridade, a vivência do Evangelho, esta oportunidade nobre em que nós conseguimos reuní-los na finalização de um trabalho de doze meses, é a hora em que cada um dos senhores deve refazer os seus pedidos, os seus projetos, sempre tendo  como base específica  o Evangelho: erguer os caídos, alimentar os famintos, curar os doentes, vestir os nús e visitar os prisioneiros. Não é tarefa difícil, é tarefa de comprometimento. Não é tarefa para compromissados, os irmãos compromissados respeitem-na quando chegam e respeitem-na quando partem . Mas no exercício, a aula de comprometimento os senhores terão que executar na própria pele.

Daqueles que aqui se encontram, não há nenhum óbito programado para o próximo exercício, a não ser que os senhores se coloquem em rota de colisão, então contamos com o trabalho sistemático e comprometido dos senhores para o próximo exercício.

Obrigado, que Jesus abençoe os senhores hoje e sempre , muita Paz.

 

Mensagem do Dr. Adolfo


Em todas as épocas em que estivermos encarnados ou desencarnados, se procurarmos Jesus como autêntico observador de nossas fases evolutivas, a queixa chegará sempre ao mesmo estágio - em que o nosso problema ocupa a primeira classificação. 

E assim nos iludimos de que o mundo está em sua completude com as nossas dores, as nossas mazelas, as nossas insignificâncias. Encontramos Jesus na lida, à margem do Mar de Genesaré, no mesmo frenesi em que encontramos os senhores hoje. As mulheres desciam as montanhas, os homens desmontavam de seus cavalos, de suas carroças, de seus camelos e, quando alguém lhe perguntava qual era o seu problema, destilava as mais transformadoras e repugnantes exposições de fel. 

Mas buscamos na memória qual a razão que levou Jesus a reunir as grandes multidões às margens do mar, para que alguém tivesse a inspiração de lavar o doente que estivesse à sua frente. 

Dessa mesma forma, nos encontramos hoje, multidões de feridos se cotovelam conosco. Que seja em nosso lar, nossos filhos, nossas esposas, maridos, familiares, presentes ou ausentes, que procuram encontrar em nós um apoio para suas dores, um cajado de sustentação para continuar a caminhada do pântano, dos dias que não se findam. E o cansaço se amontoa nos seus - e engrossamos as fileiras de pedintes, em todas as casas que abrimos, com o intuito de socorrer, mas poucos se oferecem para ajudar alguém cansado ou enfadado, com o corpo alquebrado, seja para a travessia de um passeio público, ou para subir uma pequena rampa. 

Expomos com maestria nossas dores, mas somos cegos ou insensíveis de não perceber que, ao nosso lado, o sangue jorra, as feridas estão abertas, a putrefação se prolifera e o nosso coração não se manifesta no auxílio. Somos viciados nos prazeres, nas facilidades, na luxúria, no bem-estar, mas não somos viciados em ajudar. 

Jesus deixou aulas imortalizadas no mar de Genezaré, na companhia de Pedro, Tiago, João, Felipe, abastecidas pela falange da espiritualidade maior. Encheu a Terra com seu brilho magnânimo, falou às multidões, disse como nós deveríamos nos comportar diante dos doentes sinceros que nos pediam ajuda. Ensinou-nos quando tocou os olhos do cego de Jericó, quando limpou a lepra dos doentes ali trazidos, quando aconselhou as viúvas a persistir na boa oração e no bom pensamento, a não desistirem da família diante das dificuldades.

Auxiliou-nos, Jesus, solicitando que erguêssemos a cabeça e caminhássemos, mesmo com o peso da idade ou das responsabilidades assumidas. 

Disse-nos Jesus: ergue-te diante dos caídos, erguei os caídos que estão aos teus pés, vesti os nus tremendo de frio, alimentai os famintos enfraquecidos. Essas não são tarefas para seres com poderes divinos, mas para seres com poderes humanos. Não é tarefa para seres com visão angelical, mas com visão de homem e de mulher. Deu-nos as mãos para que pudéssemos estender as mãos aos caídos, o sorriso aos que estão desesperados.

Mas em vez de expor o que Jesus nos ensinou, procuramos fazer a exposição de nossas mazelas. Sendo Jesus o esperançoso do nosso erguimento, nós o traímos quando fechamos os braços e negligenciamos a erguer os que estão ao nosso lado, os que estão famintos, os que estão debilitados. 

O espírito humano, delineado nas palavras de Jesus de Nazaré, no mar de Genezaré, ainda está para ser praticado, testado, à luz desse exemplo ímpar, a fim de se erguer do pântano com coragem, para nunca mais voltar. 


(Psicofonia de Laerson Cândido Oliveira, em 17/11/2017, no IECIM-Butantã)

 

Necessitados



Grande é a escola da vida humana!...

Disputaste situações de destaque, junto ao homem de altos negócios, crendo encontrar nele o apoio de que necessitas, entretanto, na maioria dos casos, é justamente esse chefe responsável quem precisa de tua proteção sacrificial, a fim de sobreviver.

Aceitaste a união esponsalícia com o cavalheiro nobre e robusto, admitindo seja ele o benfeitor que se te fará defesa e salvaguarda, nas trilhas humanas, e, quase sempre, nele percebes o homem fatigado e aflito que não prescinde do teu auxílio, de modo a cumprir os encargos que a vida lhe reservou.

Solicitaste em casamento a jovem de bonita figuração, na certeza de que ela se te erguerá em consolo e fortaleza na jornada humana e, freqüentemente, nela descobres a mulher frágil e por vezes doente, a requisitar-te continuada atenção para que não resvale em leviandade ou loucura.

Pediste à vida um filho, na esperança de conquistar em teu próprio rebento um companheiro fiel que te continuará o trabalho ou te realizará os mais belos ideais e terminas, muitas vezes, por identificá-lo na posição de um amigo infatigável, a fim de que não te arraste a problemas insolúveis.

Recebeste nos braços uma filha querida, imaginando que o futuro nela te configurará a presença de alguém que te abençoará na velhice ou te assistirá na enfermidade, mas em muitas ocasiões, cedo reconheces nesse coração adorável uma criatura vacilante e rebelde, a reclamar-te tolerância incansável, para que te não precipites na delinqüência.

E assim caminharás na estrada terrestre, aprendendo a amar e a construir, auxiliar e suportar a com heroísmo e paciência, até que te ausentes do Plano Físico na luz da vitória sobre ti mesmo.

E se perguntares ao Senhor da Vida o porquê de tudo isso ele te dirá certamente:

- "Sim, enviei-te os necessitados do mundo para que pusesses igualmente atender à tua necessidade de elevação".


Meimei, Médium: Francisco Cândido Xavier

 
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