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Qual o nosso compromisso com Jesus?

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim.” - Jesus.



Durante o período que sucedeu imediatamente à vinda de Jesus, os Espíritos superiores, através dos homens encarnados na época, tinham grandes provações para implantar no mundo a Boa Nova, as lutas eram intermináveis e de muita dor. Os cristãos eram jogados aos leões, queimados, subjugados e toda sorte de acontecimentos. Tudo isso comandado pelos Espíritos que ainda se estabeleciam no caminho enganoso das paixões duvidosas, da busca de suas satisfações mais primitivas, bem como a ignorância da verdadeira forma de se viver a vida.

Mesmo na idade média quando a Igreja Católica assumiu o trabalho de levar avante os ensinos do Mestre Jesus, ainda havia muitos equívocos seja por parte dos sacerdotes como também das pessoas, ocasionando terríveis mortes nas fogueiras da Inquisição, perseguições entre outras situações terríveis, pois as forças do “mal” tinham um grande domínio sobre a Terra, em face da pouca evolução que se apesentava em nosso orbe.

Nesse período os verdadeiros seguidores de Jesus enfrentavam duras penas no processo de divulgação e vivência dos ensinos do Mestre, seja para absorver em suas próprias vidas ou para divulgar esses princípios da Boa Nova deixada por Jesus.

Na revolução industrial e início do século vinte, nasce um subproduto do intelectualismo chamado materialismo, antes tínhamos a religiosidade cega, depois o materialismo cético que perdura até os nossos dias.

A pergunta que fica é: O que devemos fazer para mostrar nosso compromisso com Jesus? Entregar-nos ao sacrifício público? Declarar-nos em praça pública? Como vamos mostrar à espiritualidade superior nosso real e verdadeiro compromisso e dedicação?

Hoje certas situações do planeta não mudaram muito, pois a dor ainda impera na vida das pessoas, o sofrimento faz parte do dia a dia. Sem dúvida alguma a ajuda ao próximo na forma da caridade pura, colaborar com a melhoria do planeta no esforço pessoal de cada um são formas que nos apresentam para mostrar nosso compromisso com Jesus, mas o mais importante e mais difícil ainda é a renovação íntima. Vencer nossos maus pendores é de todos o esforço mais difícil, pois será necessário vencer o egoísmo, a prepotência, o orgulho e a vaidade pessoal, filha do orgulho.

Sim, todas as formas de trabalho para progresso do mundo e, portanto, das pessoas, são louváveis e merecem o respeito de todos, mas continua como sendo a tarefa maior do trabalhador de Jesus nos dias de hoje, sufocar todas as nossas más tendências e fazer despontar o ser integral, como nos ensina Joanna de Ângelis.

Precisamos fazer renascer em nós o ser integral do terceiro milênio, somar todas as conquistas obtidas ao longo dos séculos, para essa mudança planetária que se apresenta e vamos então estar mostrando nosso compromisso maior com o Mestre Jesus.

As mudanças primeiras precisam ser de dentro para fora como mostra Kardec, e para essa mudança vamos viver os ensinos do Mestre: Procure antes de mais nada o reino de Deus e o resto lhe será dado por acréscimo. Assim falou Jesus.


 

Paz em Ti


Se acreditas no bem
E busca praticá-lo ...

Se não guardas rancor
Contra ninguém ...

Se amas o próximo
Sem nada exigir ...

Se anseias corrigir
Os teus próprios defeitos ...

Se procuras trilhar
Nas pegadas do Cristo ...

É provável que sofras,
No entanto, a paz, será sempre contigo.

Irmão José, Do livro: Crer e Agir, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Carlos A. Bacelli.

Leia o livro aqui.


 

Uma mente sã num corpo são


Os órgãos do corpo físico respondem a todos os estímulos (internos ou externos), determinando um encadeamento de reações, além dos estímulos físicos que impactam, através dos sentidos, as emoções ou sentimentos que também provocam reações. Estas excitam ou bloqueiam os mecanismos de funcionamento. Em verdade, o processo de preservação e deterioração de qualquer órgão tem uma relação direta com as emoções e os sentimentos.

A cólera, a raiva, o temor, a ansiedade, a depressão, o desgosto, a aflição, assim como todas as emoções derivadas delas sobrecarregam a economia saudável do corpo. Há outros fatores emocionais que podem influenciar patologias físicas, como relacionamentos afetivos infelizes, penúria econômica, desigualdade de renda e estresse relacionado ao trabalho profissional. Quando estamos tristes e depressivos por uma desilusão amorosa, ou quando estamos ansiosos e irritados por causa de dívidas, também desenvolvemos enfermidades.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma célebre frase latina, proveniente da Sátira X do poeta romano Juvenal. Nós somos o que sentimos. René Descartes já dizia que somos aquilo que pensamos. Quando as nossas emoções são reprimidas, elas acabam se constituindo na fonte de um conflito emocional crônico, segundo Sigmund Freud, que gerará distúrbios físicos ou psicológicos, se não forem aliviadas, mediante os canais fisiológicos competentes.

O estresse é como um conjunto de reações fisiológicas produzidas pelo nosso organismo para reagir e se adaptar às situações apresentadas no dia a dia. O problema é que tais reações, psíquicas e orgânicas, podem provocar um desequilíbrio no nosso organismo caso ocorram de forma exagerada ou intensa, dependendo também do tempo de duração. Quanto mais durar o estresse, obviamente a ruína será maior.

Adquirimos doenças porque não conseguimos conviver em harmonia com o meio e com as pessoas ao nosso redor. Enfermamos porque mantemos antipatias, inimizades, desgostos, culpas, arrependimentos, ressentimentos, temores e frustrações que não queremos superar. Por desconhecermos as nossas próprias emoções, muitas vezes desejamos ocultá-las dos outros, e de nós mesmos, mormente os pensamentos e os sentimentos egoísticos.

Cada doença, cada dor, cada sofrimento, cada frustração, cada sintoma, traz uma mensagem única e exclusiva para nós e apenas para nós. Quando estivermos prontos para abrigá-los e compreendermos o que elas querem nos dizer, estaremos aptos a andar firmes pelo caminho do nosso aperfeiçoamento espiritual que decisivamente passa pelas vias da nossa saúde moral.

Naturalmente, as nossas doenças são advertências da vida para que venhamos a ter mais consciência de nós mesmos e dos nossos compromissos na família, na natureza e na sociedade, governando-nos pela vida caridosa, solidária e amorosa.

Precisamos ter consciência de que doença e saúde são consequências das nossas livres escolhas através das emoções ou sentimentos, e tal responsabilidade não pode ser terceirizada. Além do que, a doença não pode ser instrumento de punição. Na verdade, deve ser um expediente de aprendizado, na sábia pedagogia divina, convidando-nos ao exercício do amor.


 

A afetividade e a família


A problemática da família tem-nos preocupado, devido aos inúmeros casos de separação de casais que constantemente se verifica nos trabalhos de tratamento espiritual realizados pela Casa Espírita em que militamos.

Seguidamente, defrontamos com esses problemas. São mães desesperadas que se separaram e procuram a Casa com o objetivo equivocado de que o Espiritismo tem como fazer o marido retornar ao Lar, através da ajuda dos Espíritos. Mostram-se frustradas com o casamento. Alegam amar o esposo e sentem falta da sua companhia; que ele era a sua segurança e também dos filhos. Parece-nos mais grave o problema porque também entre casais que se dizem espíritas, que participam de cursos de estudo e até diretores de entidades espíritas, vem acontecendo fatos da mesma natureza.

Na visão da doutrina espírita, a Família é uma instituição que entre outros objetivos tem a finalidade de reunir em seu seio criaturas que necessitam se reajustar, em vista de equívocos cometidos no passado.

A esse respeito encontramos no livro NA ERA DO ESPÍRITO, instrutiva mensagem ditada por Emmanuel na psicografia de Francisco C. Xavier, com o título “Familiares Problemas”, que vale a pena ser analisada para melhor elucidação do estudo em tela.  

Transcrevemos parte dela em que Emmanuel afirma:

“Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste. A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguarda o futuro que hoje se fez presente.

“Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.

“Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.

“Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas”.

A Família é uma instituição constituída inicialmente de duas criaturas que se buscam com o objetivo de juntas formarem um lar onde se lhes seja possível, além de reajustarem dividas pretéritas, desenvolver suas potências do campo moral e intelectual.

Esse objetivo, nos tempos modernos, é muito escasso dado ao fato de que, na convivência, os esposos, diante das opções e convites para procedimentos equivocados, pela pressão exercida pelo novo, rendem-se a elas e daí vem a desestruturação do Lar.

Para que tais dificuldades sejam superadas se torna necessário o cultivo na sociedade conjugal de uma qualidade individual e imprescindível aos resultados colimados. Essa qualidade chama-se AFETO, cuja vivência melhora o ambiente e concomitantemente o bem-estar e uma maior motivação para servir e aprender.

Jesus ensinou: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”. Com essa frase lapidar, Jesus nos faz compreender que sem afeto não pode haver coração puro e destarte não teremos Deus dentro dos corações na intimidade do Lar.

A afetividade é tema para profundos estudos da alma humana através da meditação visando ao desenvolvimento dos sentimentos da solidariedade, suporte emocional às lutas individuais, para se alcançar a melhora interior, assumindo junto à Família forças de renúncia de um em favor do outro com os cuidados na prestabilidade do afeto espontâneo.

É assim que se desenvolvem os laços de confiança e fraternidade entre os participantes da sociedade conjugal e daí o ânimo para as lutas diárias; adquire-se forças para superar as fragilidades diante da prova, fugindo do domínio do egoísmo pessoal.

Trabalhar esse objetivo é o desafio que compete aos casais compenetrados da responsabilidade que lhes cabem, especialmente aos espíritas, visando evitar-se separações dolorosas que têm levado muitos para o caminho da perda da existência programada, quem sabe, com muito amor e carinho pelos Espíritos amigos e aceitas por nós.

Como exemplo de renúncia e afeto, sugerimos a leitura do livro Estela, muito pouco lido pelos espíritas, cujo autor foi discípulo de Kardec, Camille Flammarion, que escreveu outros importantes livros sobre a ciência espírita. Neste livro, onde ele conta a história da jovem Estela e do jovem Solitário, aprendemos o que é AMOR, RENÚNCIA e a verdadeira AFETIVIDADE entre duas criaturas, e, por isso, o recomendamos para todos, e especialmente aos companheiros espíritas. 

Leia aqui:

- Estela
http://luzdoespiritismo.com/wp-content/uploads/2013/07/05-Camille-Flammarion-Estela.pdf

- NA ERA DO ESPÍRITO
http://luzespirita.org.br/leitura/pdf/L147.pdf


 

Saúde e Amor

Se buscas a saúde física e psíquica de forma integral, aprende a amar.

Assim como a linfa que brota da fonte converte-se no rio que irriga o solo por onde passa, o amor que nasce do coração fraterno transforma-se em energia luminosa, favorecendo o equilíbrio das células.

Quem já aprendeu o valor do verdadeiro amor sabe sair de si mesmo para ir ao encontro do semelhante.

Por isso, não conhece a solidão.

Scheilla


Sobre o Autor:

Scheilla, encarnou na Alemanha. Com a guerra no continente Europeu, aflições e angústias assolaram a cidade de Berlim, na Alemanha, onde Scheilla atuava como enfermeira e trabalhava com seu pai Dr. Adolfo Fritz. Seu estilo simples, sua meiguice espontânea, muito ajudavam em sua profissão. Bonita, tez clara, cabelo muito louro, que lhe davam um ar de graça muito suave. Seus olhos, azuis-esverdeados, de um brilho intenso, refletiam a grandeza de seu Espírito. Estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Scheilla, preocupada em ajudar, indistintamente. Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua responsabilidade. Via primeiro a dor, depois a criatura... Numa tarde de pleno combate, desencarna Scheilla, a jovem enfermeira. Morria no campo de lutas, aos 28 anos de idade. Muitos anos depois, surgia nas esferas superiores da espiritualidade, com o seu mesmo estilo, aprimorado carinho e dedicação, Scheilla, a Enfermeira do Alto!

Tem-se notícias apenas de duas encarnações de Scheilla: uma na França, no século XVI, e outra na Alemanha. Na existência francesa, chamou-se Joana Francisca Frémiot, nascida em Dijon a 28/01/1572 e desencarnada em Moulins a 13/12/1641. Ficou conhecida como Santa Joana de Chantal (canonizada em 1767) ou Baronesa de Chantal. Casará-se, aos 20 anos, com o barão de Chantal. Tendo muito cedo perdido seu marido, passou a dedicar-se à obras piedosas e orações, juntamente com os deveres de mãe para com seus 4 filhos. Fundou, em 1604, juntamente com o bispo de Genebra, S. Francisco de Salles, em Annecy, a congregação da Visitação de Maria, que dirigiu como superiora, em Paris. Em 1619, Santa Joana de Chantal deixou o cargo de superiora da Ordem de Visitação e voltou a Annecy, onde ficava a casa-mãe da Ordem. A 13 de dezembro de 1641 ela veio a falecer. A outra encarnação conhecida de Scheilla, verificou-se na Alemanha. 

 

Anjo da Guarda

Todos temos um desses gênios tutelares que nos inspira nas horas difíceis e nos dirige pelo bom caminho. Daí a poética tradição cristã do Anjo da Guarda. Não há concepção mais grata e consoladora. 

Saber que temos um amigo fiel e sempre disposto a nos socorrer, de perto como de longe, nos influenciando a grandes distâncias ou se conservando junto de nós nas provações; saber que ele nos aconselha por intuição e nos aquece com seu amor, eis uma fonte inapreciável de força moral. 

O pensamento de que testemunhas benévolas e invisíveis vêem todos os nossos atos, regozijando-se ou entristecendo-se, deve inspirar-nos mais sabedoria e circunspeção. 

É por essa proteção oculta que se fortificam os laços de solidariedade que ligam o mundo celeste à Terra, o Espírito livre ao homem, Espírito prisioneiro da carne. 

É por essa assistência contínua que se criam, de um a outro lado, as simpatias profundas, as amizades duradouras e desinteressadas. 

O amor que anima o espírito elevado vai pouco a pouco se estendendo a todos os seres sem cessar, revertendo tudo para Deus, pais das almas, foco de todas as potências efetivas.



 

Esperança

Quando a dor chegar para você, serei a promessa de alívio e renovação.

Se o cenário se converter em noite escura, serei a estrela-guia para o rumo certo.

Quando a fadiga se apresentar, serei o abrigo seguro e específico.

Quando os conflitos se fizerem presentes serei a indicação para a calma e a fraternidade.

Em todos os momentos, desejo ser sua companheira fiel.

Sou amiga de todos, embora quase sempre encontre guarida entre os crentes e os idealistas.

Hoje, bato à sua porta. Não me recuse morada em seu coração.

Onde chego, renovo os pensamentos e vivifico a certeza no futuro melhor.

Sou irmã do otimismo e filha da confiança em Deus.

Agora, sou também sua irmã.

Dê-me sua mão.

Venha comigo.

Meu nome é ESPERANÇA.


Scheilla

 

O Momento do País e as Eleições

A propósito do momento grave do país e as eleições, permito trazer ao leitor algumas considerações:

a) Vivemos um processo de guerra. Não de armas, mas de ideias, de justas discordâncias e questionamentos oportunos. Objetivo final é a liberdade e o progresso, não há dúvidas, em toda expansão que as duas palavras permitem e alcançam;

b) Se pensarmos bem, cada um de nós traz consigo uma tarefa comum: instruirmo-nos mutuamente, ajudar no progresso coletivo e melhorar nossas variadas instituições;

c) A liberdade é o direito de proceder conforme nos pareça adequado com a ressalva de que esse direito não vá contra o direito alheio; também é a condição humana necessária para cada um construir seu destino, individual ou coletivamente;

d) O progresso, por sua vez, é o desenvolvimento, o movimento progressivo da civilização ou a marcha e movimento para diante, ou ainda a caminhada para um estado de coisas cada vez mais de acordo com a justiça e a razão. Ele também pode ser classificado como a aplicação das leis que realizem a maior soma de ordem, bem-estar, liberdade e fraternidade; podemos até definí-lo ainda como a extensão da liberdade.

e) Para sermos verdadeiramente coerentes, no uso do inevitável progresso, é preciso nos libertarmos da escravidão da ignorância e das baixas paixões ou apetites vulgares, educando-nos moralmente com a aquisição de virtudes ou aprimorando-as.

Essas considerações nos fazem pensar no momento histórico do país, face à corrupção a abusos morais de toda ordem num país de extensão continental, com um povo aberto e fraterno, solidário. O nível de amadurecimento da mentalidade humana já não aceita mais – e nem combina – a corrupção, a desonestidade, a omissão ou os desvios morais de toda ordem. Vivemos um novo tempo, de progresso e liberdade.

Afinal, desde que haja duas pessoas juntas, ambos têm direitos a respeitar e já não possuem liberdade absoluta. Por outro lado, sempre temos, individual ou coletivamente, o poder da escolha e somos sempre senhores da capacidade de ceder ou resistir às tentações de toda ordem e às paixões que desequilibram a individualidade ou a própria sociedade.

E há que se considerar que o dever – definido pelo dicionário como aquilo que precisa ser feito – convida-nos ao bem e ao progresso e esta atitude de agir e não permanecer na indiferença ou na omissão pode evitar o mal decorrente do não comprometimento com as boas causas – único objetivo da vida –, sobretudo aquele que poderia contribuir para um mal maior em prejuízos mais abrangentes para a coletividade.

O excesso do mal em andamento – em todos os sentidos, desde a corrupção, à violência ou omissão de governos e governados – faz compreender a necessidade do bem e das reformas nas leis, nos hábitos, nos costumes.

Vamos percebendo com clareza que os maiores obstáculos ao progresso e, por consequência, da liberdade humana, são o orgulho e o egoísmo. Note-se a definição de ambos para constatar essa afirmação:

a) orgulho: manifestação de alto apreço ou conceito que alguém se tem;

b) amor exclusivo a si mesmo e aos interesses próprios, em detrimento aos interesses alheios.

Já é tempo de despertar. O voto deve ser no interesse da coletividade, não no interesse pessoal. Quando vamos efetivamente aprender isso? Se votamos por interesse, estamos agindo contra a harmonia que deve reger a vida. Como nos dividir por partidos ou pessoas, quando o interesse maior é coletivo? As tragédias atuais do Brasil são frutos de nossa omissão, de nossa indiferença, de nossa falta de patriotismo, de civismo, da ausência de noção da cidadania, e total desrespeito pela solidariedade. Os interesses egoísticos ainda nos orientam, daí o sofrido quadro do país.

Será de muita oportunidade ler novamente a letra do Hino Nacional, e cantá-lo, claro. A letra é inspiradíssima nesse ideal de paz e fraternidade que desejamos construir para o país. Inclusive destacando o respeito que devemo-nos uns aos outros. Estejamos nós como governados ou governantes. Não importa. Somos os mesmos seres humanos, necessitados todos da consciência de agir com bondade e justiça.

Tais considerações, de precisão cirúrgica para o atual momento do Brasil, estão baseadas em O Livro dos Espíritos, especialmente nos capítulos Lei de Liberdade e Lei do Progresso e também em Léon Denis. Impressionante a precisão, clareza e atualidade das questões desses dois importantes capítulos da obra básica. Fizemos pequena adaptação das respostas dos espíritos para compor a presente abordagem, mas a fonte das ideias lá está, clara e disponível para todos.

A escolha e voto de nosso candidato deve ser consciente, no interesse da Pátria, nunca por paixão ou no interesse pessoal.

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