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O homem endemoniado de Cafarnaum



"Entraram em Cafarnaum; e no sábado seguinte indo ele à sinagoga, pôs-se a ensinar. E admiravam-se do seu ensino; porque Ele os ensinava como quem tinha autoridade, e não como os escribas. Ora, estava na sinagoga um homem possesso de um espírito imundo, que gritou: Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Viestes a perder-nos? 

Bem sei quem és, és o Santo de Deus! Mas Jesus repreendeu-o, dizendo: Cala-te e sai desse homem. Então o espírito imundo, agitando-o violentamente e bradando em alta voz, saiu dele. E todos ficaram tão admirados, que uns e outros perguntavam: Que é isto? Uma nova doutrina com autoridade! Ele manda aos próprios Espíritos imundos,  e eles obedecem! Divulgou-se logo a sua fama por toda a circunvizinhança da Galiléia. " (Marcos, I, 21-28)

"Então desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia. E os ensinava no sábado; e admiravam-se da sua doutrina porque, a sua palavra era com autoridade. Estava na sinagoga um homem possesso do espírito de um demônio imundo; e bradou em alta voz: Deixa-nos. Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a perder-nos? Bem sei quem és, és o Santo de Deus! Jesus repreendeu-o, dizendo: Cala-te e sai desse homem. E o demônio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele, sem tê-lo ofendido. Todos ficaram admirados, e perguntavam uns aos outros: Que palavra é essa, pois com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e eles saem? E por todos os lugares da circunvizinhança divulgava-se a sua fama. " (Lucas, iv, 31-37)

A expressão "espírito imundo" era aplicada nos tempos antigos para designar os espíritos rebeldes, maliciosos e endurecidos. Já era crença entre os povos daquele tempo que as enfermidades humanas não tinham por causa unicamente os desequilíbrios físicos, orgânicos, mas havia também moléstias de origem psíquica.

Uns atribuíam essas moléstias à ação do diabo, do demônio, apregoado pelos fariseus, sacerdotes do judaísmo; outros, e o povo em geral, acreditavam na ação benéfica e maléfica dos espíritos, de acordo com a natureza destes. Os bons tinham muitos poderes e auxiliavam de um modo extraordinário aos vivos; os maus perturbavam, atormentando-os, obsidiando-os, chegando até a tomarem posse das suas vítimas. Eram os casos de possessão, hoje bem explicados pelo Espiritismo.

No Antigo Testamento avaliamos bem a crença e a fé que havia nos espíritos bons, pela evocação de Saul a Samuel, por meio da pitonisa, no Endor. Samuel tinha sido um grande profeta, um homem de merecimento, e Saul, vendo-se perturbado com a luta contra os filisteus, julgou dever consultar ao espírito desse profeta, que se comunicou avisando-o da derrota que ia sofrer e em consequência da qual morreria. (I Samuel, XXVIII)

Na passagem que procuramos interpretar, a do "endemoninhado de Cafarnaum", observamos quão justificada era essa crença da intervenção também de espíritos maus na vida humana. É de notar que a pregação de Jesus produzia tal efeito nesses espíritos que, às vezes, mesmo sem o Mestre lhes dirigir a palavra, eles é que tomavam a palavra para protestar contra a ação neutralizante que a Sagrada Doutrina exercia sobre a preponderância que eles mantinham sobre os infelizes que eram vítimas do seu domínio:

"Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste perder-nos?", o que equivale a dizer: "Que mal te fizemos? Em que te prejudicamos? Vieste destruir a nossa força?" A grande maioria deles conhecia a Jesus; não seguiam os seus ensinos, mas respeitavam-no como sendo o "Santo de Deus", e obedeciam às suas ordens: "Bem sei quem és, és o Santo de Deus".

É possível que muitos outros "espíritos imundos" não conhecessem o Mestre e até movessem contra Ele terrível guerra, luta essa da qual saíam sempre perdendo, porque Jesus "tinha autoridade, não era como os escribas" . Na fenomenologia espírita tem-se constatado muitas vezes a possessão de espíritos, que é quase similar aos casos de incorporação. Neste fenômeno dá-se a inconsciência do médium ou sujet. Depois que o paciente volta a si nada sabe do que se passou durante a crise da possessão.

E o fato é que o fenômeno da incorporação pode dar-se de todo independente de uma ação ostensiva e maléfica por parte dos espíritos, sejam estes da categoria que forem. Nas sessões espíritas temos assistido a vários fenômenos dessa natureza. Às vezes são espíritos muito inferiores (imundos) que se incorporam no médium por um determinado tempo para receberem conselhos, esclarecimentos sobre a Moral Cristã; outras vezes, são Espíritos bem adiantados que se incorporam nos médiuns para darem conselhos ou transmitirem ensinamentos.

Como se verifica nos últimos trechos da passagem evangélica, a Doutrina de Jesus não era uma doutrina corrente naquele tempo; era uma "doutrina nova", cheia de autoridade, doutrina que não se limitava ao mundo visível, mas ampliava-se abrangendo o outro Mundo, como acontece atualmente com o Espiritismo.


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