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Caso Clínico

Caso Clínico - Renascendo no Dia de Finados

A descoberta da mediunidade por vias dolorosas e redentoras

Era o primeiro sábado de novembro de 2012, quando Fátima Tavares de Mendonça amanheceu se sentindo estranha. A médica pediatra, que morava em Niterói (RJ), mas trabalhava de quarta a sexta em um posto de saúde na cidade fluminense de Rio das Ostras, havia pedido para o marido passar o feriado prolongado de Finados com ela. Luiz iria sair de Niterói com destino a Rio das Ostras, uma cidade praiana a 170 quilômetros do Rio, mas Fátima ligou cancelando a viagem do marido. “Vou voltar para casa, não estou me sentindo bem”, afirmou.

Fátima sentia uma angústia enorme, acompanhada de dor no corpo e torpor. Uma sensação completamente inexplicável para quem estava bem até o dia anterior. Chegou a pensar que estava com dengue. Em casa, em Niterói, a situação só piorou. Fátima se trancou no quarto e só queria dormir. Buscava o silêncio, qualquer barulho a irritava.

O desconforto foi se tornando contínuo. Chegaram as festas de fim de ano e ela permanecia angustiada e triste. Sua única tarefa além do trabalho era dormir. Em janeiro, aconselhada por colegas, ela decidiu procurar um psiquiatra. O especialista lhe receitou um antidepressivo (fluoxetina) e um ansiolítico (alprazolam). As doses, que começaram mínimas, foram aumentando progressivamente, sem qualquer resultado na paciente.

Fátima, que era espírita há anos, decidiu também procurar um centro. “Eles me falavam da necessidade da reforma íntima e da prática do Evangelho no Lar, mas isso eu já fazia”, lembra.

27 quilos

Enquanto isso, o psiquiatra aumentou a dose de fluoxetina para 40 miligramas diárias. “Eu parei de comer, comecei a ficar anoréxica”, diz Fátima, que chegou a perder 27 quilos. A médica se esforçava em atender no ambulatório de pediatria do posto de saúde, mas o dia a dia estava se tornando insuportável. Em mais uma tentativa de resolver o caso com medicação, o psiquiatra lhe administrou um antidepressivo mais forte, escitalopran. “A angústia só aumentava”, afirma.

No fim de abril de 2013, Fátima finalmente pediu licença médica. Ela passava de dois a três dias em posição fetal, não comia, não tomava banho. Estava completamente irreconhecível para a família, o marido Luiz e os filhos Caio e Felipe. Aquela mulher forte, de temperamento firme e opiniões francas havia desaparecido. 

Fátima passou a ter horror à própria casa e, principalmente, ao seu quarto. Ela sentia que existiam espíritos sofredores no local. “Um deles debochava de mim e se vangloriava de me ver naquele estado”, diz. 

Reforma íntima

Fátima começou, então, uma peregrinação em centros espíritas de Niterói e do Rio de Janeiro. Passou por cinco casas diferentes. A recomendação era a mesma: reforma íntima e estudo. Em uma das visitas, transtornada, Fátima questionou o trabalhador do centro espírita: “O que você quer dizer com ‘reforma íntima’? Acha que eu sou uma prostituta?”, disparou. “Eu dizia que iria me matar e deixar uma carta responsabilizando cada uma das casas espíritas que eu visitei pelo que aconteceu comigo”, lembra.

Em um dos centros lhe disseram que o seu problema estava relacionado ao afloramento da mediunidade. “Mas me diziam que eu precisaria estudar durante dois anos antes de trabalhar como médium”, afirma. “Como uma pessoa que não estava dando conta da sua própria vida poderia estudar dois anos?”.

Fátima mudou de psiquiatra. Passou a ser atendida pelo Dr. Mauro, que lhe ministrou venlafaxina, outro antidepressivo. “Passei a ter três ou quatro períodos de lucidez ao longo do dia, mas a angústia continuava”. Ela foi diagnosticada com transtorno depressivo maior sem alteração psicótica.

A falta de resultados dos medicamentos e dos tratamentos espirituais originou um sentimento de revolta em Fátima. Ela passou a blasfemar nas sessões de Evangelho no Lar, que praticava sozinha em casa. “Minha fé em Deus começou a ir por água abaixo”, lembra.

Faca

Em casa, passou por duas manifestações mediúnicas. Ficava completamente descontrolada, pulava na cama e depois caía inconsciente, por horas. Um dia, levantou-se do sofá, foi até a cozinha e pegou uma faca. Estava pronta para se matar, quando o marido chegou puxando-a pelos punhos e gritando o seu nome. “A ideia de suicídio, sempre com faca, me acompanhava”, diz. “Mas, intimamente, como espírita, sabia que não podia tirar a própria vida, porque haveria consequências”.

A tentativa de suicídio foi a gota d’água para o marido de Fátima. Luiz, que não seguia qualquer religião, ligou para a irmã espírita, Jucélia, que morava em São Roque (SP), para pedir ajuda. Jucélia falou de um lugar, a Casa do Caminho, em Ibiúna (SP), onde Fátima poderia receber tratamento.

A princípio, Fátima não queria viajar e o marido precisou embarcar no ônibus para acompanha-la até São Roque, para encontrar Jucélia.

Fátima e a cunhada foram à Casa do Caminho no sábado. No atendimento, o dirigente do centro, Dr. José Rezende, disse a Fátima que ela teve duas encarnações conturbadas em Veneza, na Itália, relacionadas aos obsessores que a perseguiam. E que ela estava vivendo o afloramento da sua mediunidade de cura, que deveria ser trabalhada. Mas que em três meses ela estaria boa. Era outubro de 2013.

Passou a ir todo sábado e domingo para o tratamento espiritual de desobsessão na Casa do Caminho, e também às quintas-feiras, para o curso de médium. Junto com a cunhada, Fátima fazia todos os dias o Evangelho no Lar. Dormia com água na cabeceira e procurava evitar o contato com aparelhos eletrônicos. “Eu me sentia muito bem, conseguia passear, ir ao shopping, coisas que há muito tempo eu não fazia”, diz Fátima.

Doença autoimune

Dr. Rezende pediu que ela ficasse até o último sábado de outubro, para ser atendida pelo médium Laerson Cândido de Oliveira, dirigente do IECIM, que presta atendimento mensal na Casa do Caminho.

Uma vez em contato com Laerson, Fátima afirma ter sentido uma energia muito forte. O que mais a surpreendeu foi quando a entidade disse: “Filha, doença autoimune encerrada”. A doença no caso era espondilite anquilosante, uma inflamação das grandes articulações, como quadris, ombros e coluna, que não tem cura e pode levar o paciente à depressão. 

“Eu tinha sido diagnosticada com espondilite anquilosante em 2011, antes de todo esse processo começar”, diz Fátima. “Nunca falei da doença para ninguém, em nenhum centro, porque o meu grande problema era a depressão”.

Fátima saiu de lá pasma. De volta a Niterói, procurou o reumatologista, Dr. Bruno, para fazer novos exames sobre a espondilite anquilosante. Os exames deram negativo. O reumatologista não aceitou o resultado e quis repetir os testes em outro hospital. Mais uma vez, negativo. Fátima estava curada. “Não sei explicar o que aconteceu, você não tem nada”, disse o Dr. Bruno. Fátima ficou em silencio: sabia o quanto o médico era descrente.

Postura diferente teve o seu psiquiatra, Dr. Mauro. Quando encontrou a paciente com tamanha paz de espírito quis saber o que tinha acontecido. “Contei a ele sobre o tratamento espiritual”, disse Fátima. Judeu, Dr. Mauro quis conhecer a Casa do Caminho e viajou 700 quilômetros de Niterói a Ibiúna. “Ele ficou maravilhado”, afirmou.

Finados

Hoje, aos 49 anos, Fátima se sente muito bem. Continua tomando a medicação, mas o tratamento foi reduzido a um terço. Passou a frequentar, no Rio, o Grupo Espírita Regeneração – Casa dos Benefícios. “Lá eu me encontrei”, diz. Está fazendo um curso de magnetização para trabalhar com pacientes de depressão. Ao mesmo tempo, participa das sessões de desobsessão, como voluntária na doutrinação.

“Os médicos precisam ser menos materialistas”, diz a pediatra. “Se o Espiritismo fosse mais disseminado, as clínicas psiquiátricas estariam mais vazias. Todo quadro depressivo tem um componente espiritual associado”, afirma.

Fátima passou, exatamente, por um ano de provas. “Sou muito grata à Casa do Caminho e ao Laerson por tudo o que recebi”, diz ela, que fez questão de voltar com o marido a Ibiúna para agradecer. Luiz, por sinal, se tornou espírita, depois de toda a experiência vivida com a mulher. Em Ibiúna, Fátima recebeu uma mensagem da avó Dolores: “Hoje, Dia de Finados na Terra, é o seu segundo aniversário”.


 

Esperado reencontro - Caso Clínico

Márcia passou pelo pior para despertar em si a mediunidade adormecida 

Era para ser uma cirurgia simples, para corrigir a artrose nos ombros que afetava Márcia Alfano há anos. Na metade de outubro, a empresária, de 52 anos, se submeteu de uma só vez a uma cirurgia nos dois ombros no Hospital Santa Catarina, em São Paulo. A recuperação corria aparentemente bem até que, uma semana depois, na véspera de retirar os pontos, Márcia começou a sentir um incômodo na região abdominal. Era uma cólica aguda, que fez seu abdômen inchar. Havia também uma protuberância no lado esquerdo, “como se fosse um caroço de manga”, lembra. 

No dia seguinte, uma quinta-feira, a dor piorou. Márcia foi ao médico para a retirada dos pontos. “Eu nem sentia o procedimento, de tão entorpecida de dor que estava”, diz a empresária, que também sentia uma febre interna. Assustado com o estado da paciente, o ortopedista pediu ao marido de Márcia, Marcílio, que a levasse imediatamente para o Hospital mais próximo, o São Luiz.

Mil de dor

“No hospital, a atendente perguntou qual era a intensidade da minha dor, em uma escala de 1 a 10 e eu respondi que era mil”, diz Márcia, que não registrou o rosto da atendente, nem do médico que a examinou rapidamente na sequência. “Eu só via do pescoço para baixo, estava fora de mim de tanta dor”, afirma.

Márcia foi encaminhada para a emergência, onde recebeu o diagnóstico de diverticulite – uma inflamação dos divertículos (bolsas e cistos pequenos e salientes) presentes no intestino grosso. Uma vez inflamados, os divertículos podem causar a perfuração intestinal, como apontou o exame de tomografia computadorizada ao qual Márcia foi submetida. Esse quadro poderia levar a um processo de infecção generalizada, por conta do vazamento do bolo fecal.

Delírio

Ao voltar do exame, Márcia não entendeu o que estava acontecendo. “Eu via um médico pairando sobre o meu corpo, estava em cima da minha cabeça”, lembra. “Eu pedia para o meu marido, que estava ao meu lado: ‘Diz para ele vir para o chão, pede para ele descer’”, afirma. Marcílio não entendeu nada, assim como o especialista que cuidava de Márcia na emergência. O médico pensou que se tratava de um delírio de dor e pediu que injetassem duas doses de morfina na paciente.

Márcia foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A temperatura dela estava altíssima, enquanto os batimentos cardíacos se mostravam muito fracos. “Eu fiquei à espera do gastroenterologista, que iria me operar, mas ele não chegava”, lembra. A cirurgia seria complicada: era preciso retirar a área do intestino comprometida pelos divertículos e colocar uma bolsa de colostomia. Essa bolsa fica presa à parede do abdômen para servir de depósito das fezes. Márcia teria que permanecer três meses com a bolsa, para só depois passar por uma nova cirurgia que iria reconectar as extremidades do cólon (parte do intestino) e fechar a colostomia.

Alta na segunda

O médico não veio e a cirurgia de emergência não foi realizada. Márcia agradece a Deus por isso. “Era uma cirurgia muito delicada, o risco de infecção era grande e eu poderia ter morrido”, diz. 

Aos poucos, o estado de saúde da empresária foi melhorando. A febre cedeu e o batimento cardíaco voltou ao normal. No sábado, dois dias depois de ter dado entrada na UTI, Márcia se sentia bem melhor. “Pedi até um livro para me entreter”, lembra. “Aquele ‘caroço de manga’ no abdômen estava quase imperceptível”, diz. 

Márcia foi encaminhada para o quarto no próprio sábado. Na segunda-feira, não sentia mais nada. Depois de passar por alguns exames, o gastroenterologista, Dr. Rubens, afirmou que a paciente estava respondendo muito bem à medicação, mas que, com certeza, ela não sairia do hospital antes de quinta-feira. Logo depois, Dr. Rubens voltou ao quarto e perguntou à Márcia: “Quer uma notícia boa?”. Ela respondeu, tentando adivinhar: “Não vou mais fazer cirurgia?”. Ele disse: “Não, você está de alta. O seu exame de sangue deu negativo para diverticulite”.

Márcia ficou mais do que surpresa, assim como o Dr. Rubens, que se disse “pasmo” com o resultado. Enquanto isso, o amigo da família, Walter Onofre Jr., voluntário do IECIM, ligou para o marido de Márcia para saber se ela já estava em casa. “Não”, respondeu Marcílio. “Ela não vai sair antes de quinta-feira”. Walter insistiu. “A informação que recebemos do plano espiritual é que ela sai hoje”, disse.

Cabelos encaracolados

No dia em que Márcia passou mal, Walter tinha ligado para a família. Soube do estado da amiga e perguntou para Marcílio se podia solicitar ajuda espiritual junto aos mentores do IECIM. Marcílio concordou. Mais tarde, Walter informou ao amigo que o diagnóstico dado à Márcia, de diverticulite, não era correto e por isso a cirurgia não seria feita. Segundo o plano espiritual, o que houvera foi uma complicação pós-cirúrgica do procedimento feito nos ombros, que deixou o intestino retorcido.

A medicina tradicional chinesa explica que o meridiano do intestino grosso está ligado ao ombro. O corpo humano têm diversos meridianos, como são chamados os canais da energia que circula pelo corpo.

Duas semanas depois da alta, Márcia foi pela primeira vez ao IECIM, agradecer a ajuda espiritual recebida. Qual não foi a sua surpresa quando conheceu o dirigente do centro, Laerson Cândido de Oliveira. “O médico que eu via pairando sobre mim era extremamente parecido com ele, tinha os cabelos encaracolados”, diz Márcia. No centro, o mentor espiritual perguntou a Márcia: “Quando você vai cuidar da sua mediunidade?”.

O tema não é novidade para Márcia. A mãe dela, Irani, de 72 anos, é espírita, embora nunca tenha aceitado completamente o próprio dom. “Minha mãe sempre lutou contra a mediunidade dela, até evangélica ela se tornou, na tentativa de ser uma pessoa ‘normal’”, diz. A própria Márcia, por sua vez, teve contato com a literatura espírita na juventude, para ajudar a mãe na tentativa de doutrinar espíritos obsessores que a acompanhavam.

“Voz do cérebro”

Hoje, Márcia diz ouvir o próprio “cérebro” lhe indicando o caminho melhor a tomar, em relação a si mesma ou aos outros, sejam da família ou até mesmo desconhecidos. “Já encontrei uma mulher na praia a quem recomendei força para passar por um momento desconfortável que viria, mas que seria superado” lembra Márcia. A mulher em questão teve câncer, do qual conseguiu se curar.

Com a filha mais velha, Taruana, que sofre de alergia, Márcia já foi intuída a aplicar nas lesões da jovem água de arroz e lhe ministrar chá de dente de leão, que ajudaram na recuperação da filha. 

No ano que vem, prometeu a si mesma se dedicar ao estudo do Espiritismo. Nesse sentido, o IECIM tende a ser seu ponto de apoio. “Diferentemente de outros lugares, no IECIM, nada me amedrontou”, diz. “A experiência que tive reforçou a minha fé de que Deus existe e tem os Seus intercessores”. 


 

Uma vida sem acasos - Caso Clínico


Como Plínio Bolívar de Almeida descobriu a fé pela razão

Era uma tarde de terça-feira em abril de 2005, quando Plínio Bolívar de Almeida chegou em casa. O advogado, então com 70 anos, estava preocupado. Acabara de receber os exames de urologia do Hospital Albert Einstein em São Paulo. Fora diagnosticado com hiperplasia da próstata – quando nódulos se formam na região e comprimem o canal da uretra, podendo levar a lesões nos rins. Nesses casos, o paciente tem um aumento da frequência das micções, principalmente à noite, além de dores na bexiga e na uretra. O médico apontou a necessidade de cirurgia, que ficara marcada para a quarta-feira da semana seguinte.

“Eu estava apreensivo porque havia acabado de me casar pela segunda vez”, lembra Plínio. Ele e a mulher, Paula, fizeram planos de constituir uma família. Plínio já era pai de quatro filhas, mas Paula ainda não era mãe e tinha esse sonho. Uma cirurgia na próstata, a glândula que compõe o sistema reprodutor masculino, poderia colocar tudo a perder.

Café

Plínio pensava nesse dilema quando recebeu o telefonema do amigo Flávio. “Me serve um café? Estou na porta da sua casa”, disse Flávio ao advogado. Plínio estranhou. Ele mora no Jardim Guedala, na zona sul de São Paulo, nas proximidades do estádio do Morumbi. “Não é uma rua de passagem”. Flávio encontrou o amigo abatido e perguntou o que era. Plínio contou seu problema de saúde e Flávio fez um pedido. “Adie a cirurgia e venha comigo ao centro no próximo sábado”, disse Flávio, referindo-se ao Instituto Espírita Cidadão do Mundo (IECIM).

Plínio não era espírita. “Faço parte das estatísticas de católicos do IBGE, uma imensa maioria não praticante”, diz. Seu pai era espírita e, uma tia, umbandista. Mas ele, que teve uma formação política de centro esquerda, nunca foi afeito a cultos religiosos. Apesar de estranhar um pouco o convite de Flávio, sabia que devia confiar no amigo. “Flávio é uma pessoa pública, esclarecida, tinha um alto cargo na Receita Federal de São Paulo, não iria me chamar para ir a um lugar se não acreditasse que era bom”, afirma.

Cura Clínica

Quando chegou ao IECIM, Plínio foi atendido pelo Dr. Adolpho, um dos mentores espirituais da casa, que realizou a cirurgia da próstata no paciente. Plínio voltou para casa, fez repouso e seguiu uma dieta leve no domingo. “Na segunda-feira, não sentia mais nada”, afirmou. “Os sintomas desapareceram e eu fiz novos exames”.

As avaliações médicas não apontaram problema algum na próstata. Ao ver o resultado dos exames, o urologista disse que aconteciam várias coisas misteriosas na medicina. “Eu disse a ele que havia me submetido a uma cirurgia espiritual”, lembra Plínio. “Eu não acredito”, respondeu o médico. “Mas você teve uma cura clínica, está aqui”, afirmou.

Alexandre

Depois de obter a cura pelo centro, Plínio passou a frequentá-lo regularmente. Fez curso de médium e está desenvolvendo a psicografia. Participa das reuniões mediúnicas às quintas e do atendimento espiritual, aos sábados. E o mais importante: Alexandre, hoje com seis anos, nasceu dois anos depois da cirurgia. “Sou pai, avô e bisavó do meu filho”, brinca. “Sou grato ao centro pela minha saúde, que me permitiu ser pai”, diz Plínio, que convidou o amigo Flávio para ser padrinho do caçula. O advogado afirma ter encontrado algumas respostas no Espiritismo que lhe satisfizeram no aspecto intelectual. “A reencarnação foi uma delas”, afirma. “Eu não consigo interpretar que a minha vida - ou de qualquer ser humano – simplesmente acaba. ‘Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma’”, diz ele, lembrando a máxima do químico francês Antonie Laurent Lavoisier. No IECIM, diz ele, conseguiu as respostas que buscava e atendeu sua necessidade de culto.

Até que, em maio deste ano, o problema voltou. Desta vez, com um agravante. O Seu nível de PSA (antígeno prostático específico), uma enzima usada para indicar a presença de câncer na próstata, subiu muito rapidamente. O urologista novamente indicou a necessidade de cirurgia.

Providência

“Mas desta vez fui mais esperto”, lembra o advogado. “Simplesmente disse para o urologista: vou olhar isso mais para frente. E fui ao IECIM”, diz. Chegando ao centro, sem ter dito absolutamente nada sobre o seu problema de saúde, o Dr. Adolpho lhe perguntou se poderia operá-lo. Plínio fez a cirurgia e, mais uma vez, passou por dois dias de repouso, com uma dieta leve. Depois desta experiência, o paciente diz ter reunido novas provas científicas da eficácia da intervenção espiritual. Ele voltou ao Hospital Albert Einstein para um exame complexo e detalhado, uma ressonância magnética específica para mapeamento da próstata. “Deu tudo negativo, o PSA voltou ao normal”, afirma.

Desta vez, o urologista (que não foi o mesmo que o operou da primeira vez), disse que Plínio havia sido novamente curado. “Nem me dei ao trabalho de dizer a ele que passei por uma cirurgia espiritual”, diz. “Sei que a sua resposta seria de incredulidade”. O advogado, por sua vez, nem se preocupou quando recebeu o diagnóstico pela segunda vez. “Eu tinha absoluta certeza de que seria curado no IECIM”.

Além da fé, Plínio a ter certeza da providência divina. “Sabia que o meu amigo Flávio não tinha passado em frente à minha casa por uma coincidência”, diz. Plínio diz ter certeza que precisava da cura para que o filho fosse concebido. “O acaso é o nome que os tolos dão a Deus”, afirma.



 

A história de um coração inchado – de amor e fé

Edmundo Luiz Leal venceu as adversidades e doenças ao acreditar na força do bem

Quem chega à unidade do IECIM Butantã para atendimento espiritual costuma encontrar, logo na entrada, um homem negro sorridente que cumprimenta a todos com satisfação e se mostra especialmente atencioso com os doentes. É ele que costuma providenciar uma cadeira para os mais velhos se sentarem, ou abrir espaço entre o público para que os pacientes em cadeiras de rodas possam ser atendidos prontamente. Se falta água para os visitantes, ele não pensa duas vezes em carregar nas costas um novo galão e suprir a necessidade com rapidez. Também faz parte do seu trabalho garantir um espaço na calçada, bem em frente à entrada do centro, para facilitar a chegada de quem tem dificuldades de locomoção.

O nome desse homem é Edmundo Luiz Leal, 56 anos, voluntário do IECIM desde 2005. Em março deste ano, essa história de dedicação e desprendimento esteve prestes a ser interrompida.

Edmundo, que trabalha como motorista e comprador de um restaurante nos Jardins, zona oeste de São Paulo, acordou na segunda-feira, 17 de março, com dores de cabeça. Foi fazer compras no Ceasa e a dor continuou, cada vez mais forte. Tomou comprimidos, que de nada adiantaram. À noite, durante uma festa de família, ficou retraído, com a cabeça latejando. A mulher, Adriana, insistiu em levá-lo ao hospital, mas ele achou que não era nada importante e voltaram para casa.

“20 de dor”

Edmundo amanheceu na terça, dia 18, sem ter dormido direito. Sentia fortes dores de cabeça do lado esquerdo. Como de costume, foi ao Ceasa fazer compras. Até que, ao voltar para o restaurante, avisou os colegas que estava indo para o hospital. A cabeça latejava de uma maneira cada vez mais intensa. “Eu mal conseguia ler as placas dos carros à minha frente, tudo embaralhava, sentia que a minha cabeça ia estourar”, lembra Edmundo.

No Hospital Bandeirantes, na Liberdade, zona central de São Paulo, o atendente perguntou, em uma escala de 1 a 10, o quão intensa era a dor. “Respondi que era 20”, diz Edmundo. Ele relatou que havia tomado vários comprimidos e que a dor não havia passado. A neurologista Sandra Cristina Mathias receitou uma injeção de Tramal, um analgésico opióide indicado para dores graves.

O remédio não fez efeito. “Era como se eu não tivesse tomado nada”, lembra o paciente. A cabeça seguia doendo ainda mais. Edmundo se submeteu a uma tomografia computadorizada. Ao receber o resultado do exame, a médica se deu conta que o paciente estava tendo um acidente vascular cerebral (AVC) e precisava ser internado imediatamente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. 

Edmundo ligou para Adriana, que entrou em pânico quando soube que ele iria ser internado. A ligação caiu e ela não conseguia falar de novo com o marido. Minutos mais tarde, ela soube que Edmundo estava prestes a entrar na UTI. Avisou os amigos do IECIM, começando pelo dirigente do centro, Laerson Cândido de Oliveira. 

48 horas

Apesar de receber os primeiros socorros e ser internado para tratamento intensivo, a dor de cabeça de Edmundo não passava. Ele se sentia tenso. “Tinha a impressão que, se fechasse os olhos, não acordaria mais”, afirma. Quando chegou ao hospital, Adriana foi logo procurar o médico responsável pelo caso, o neurologista Antônio Flávio Yunes Salles, que lhe informou que Edmundo tinha sofrido um AVC. “Ele me disse que as primeiras 48 horas eram fundamentais para a sobrevivência do Edmundo e para identificar as sequelas”, lembra Adriana, que ficou em choque. “Eu não acreditava que o meu marido tinha saído de casa com uma dor de cabeça e agora estava entre a vida e a morte”, afirma.

Mas a incredulidade atingiu mesmo foi o Dr. Yunes Salles. As 48 horas se passaram e nenhuma sequela foi identificada no paciente. “O médico me disse que, por muito menos do que aconteceu com o Edmundo, era para o meu marido estar torto, com a boca torta, puxando a perna, mas nada disso aconteceu”, disse Adriana.

Edmundo ficou ao todo sete dias internado, dois deles na UTI. Em casa, recebeu a visita do amigo Walter Onofre, do IECIM, que levou duas garrafas de água energizadas pelo plano espiritual, para o tratamento do paciente.

Túnica

De volta ao IECIM na semana seguinte, Edmundo se lembrou que na sexta-feira anterior ao derrame, ele havia sido atendido por um dos médicos mentores da casa. “Ele colocou a mão na minha nuca e ficou por cinco minutos naquela região, que engloba o cerebelo, justamente onde o sangue ficaria coagulado, dando origem ao AVC”, recorda. Para o voluntário do IECIM, ficou clara a intervenção anterior do plano espiritual para salvá-lo das sequelas e do desencarne.

Mas não foi apenas isso. Naquele primeiro atendimento no IECIM após o incidente, o Dr. Adolpho,um dos mentores espirituais da casa, disse a Edmundo que ele havia sido salvo por intervenção da sua mãe e da falecida esposa, Sara. Além disso, o plano espiritual avaliou os méritos do voluntário do IECIM e ponderou que se tratava de um homem que nunca visou o lucro. Pelo contrário: havia ficado inúmeras vezes na chuva, no sereno, no sol, ajudando os doentes e necessitados, sem buscar nada em troca. Por fim, Dr. Adolpho decretou: “O senhor não tem merecimento para passar para o nosso lado. A sua túnica ainda não está pronta”.

“É emocionante ouvir isso”, diz Edmundo, que prontamente voltou à ativa no IECIM.

Esse não foi o primeiro “milagre” na vida de Edmundo. Assim que ele chegou pela primeira vez ao IECIM, em 2004, procurava ajuda para o seu problema cardíaco. “Eu tenho o coração inchado e não é por Doença de Chagas, já fiz todos os exames”, disse. Ele sentiu uma alegria inexplicável ao chegar à casa espírita, como se já a conhecesse. Iniciou o tratamento e, um dia, sonhou com o Dr. William, um dos mentores espirituais da casa, ao lado da sua cama, perguntando o seu nome e se poderia operar o seu coração. Na vez seguinte em que compareceu ao IECIM, o sonho se tornou realidade: Dr. William perguntou a ele se poderia operar o seu coração, ao que Edmundo concordou.

Coração maia

Pouco depois da cirurgia cardíaca, o paciente enfrentou uma grave pneumonia e ficou internado. Por meio dos exames, soube que havia sofrido um infarto. E compreendeu a intervenção do plano espiritual: se ele não tivesse passado por aquela cirurgia, provavelmente não teria sobrevivido. 

No IECIM, por meio do dirigente Laerson, Edmundo descobriu muito mais sobre a sua vida atual e passada. “Soube que fui um guerreiro maia, que vivia na Guatemala”, lembra. “Eu ajudei a tirar o oração de uma virgem de 13 anos, em sacrifício ao deus do milho”, disse. Essa menina é, hoje, o próprio Laerson. Depois de todos esses acontecimentos, Edmundo afirma hoje que a sua fé é muito grande. “É inquebrantável”, resume. “Sou um homem muito feliz”, disse. Para ele, é reconfortante saber que teve merecimento na ajuda dispensada pelo plano espiritual. “Sempre fiz tudo com muito amor, com muito carinho. Se você trata bem um doente, sorri para ele, já levanta o ânimo dele e o seu também”.  Adriana se sente igualmente recompensada pelas graças obtidas pelo marido. “É muito bom saber que você não está sozinho. Que existe alguém olhando por você, por mais que você não seja perfeito – e eu estou muito longe de ser – tem alguém ali olhando por você e dizendo: vá em frente, tenha fé, acredite!”. Edmundo ainda recebeu um “bônus” adicional: conheceu a Adriana no IECIM. “A casa só trouxe ganhos à nossas vidas”, disse.

 

CASOS CLÍNICOS: Sete anos de busca

A trajetória de Eliana Macedo, da síndrome do pânico à libertação espiritual

“A quem muito foi dado, muito será cobrado”. A frase calou fundo em Eliana Macedo. Em 2006, então com 39 anos, ela ouviu a sentença no centro espírita Grupo Socorrista São Paulo, onde procurou ajuda para um problema que tivera início em 2003, quando passou a sofrer de síndrome do pânico. Então assessora de um prestigiado escritório de advocacia em São Paulo, divorciada e com uma filha adolescente, Eliana começou a sentir aquicardia. Logo em seguida, descobriu que a veia safena da sua perna esquerda estava obstruída, o que lhe causava intensas dores e medo de dirigir. Este pavor acabou desencadeando vários outros – medo de dormir e não acordar, de comer e engasgar, de perder a memória e não saber onde estava.

Quando chegou ao Grupo Socorrista, buscava respostas. Nos três anos anteriores, ela já havia feito uma cirurgia para retirada da safena da perna esquerda, mas a dor permanecia. O cirurgião vascular que a atendera no Hospital São Luiz, Dr. Fábio, recomendou então que ela procurasse um psicólogo, porque a dor não poderia ser real. Leonel, o psicólogo, acreditou que ela não precisava de sessões de terapia, mas sim de um centro espírita e lhe indicou o Grupo Socorrista. Lá, o simples alerta “A quem muito foi dado, muito será cobrado” – palavras de Jesus segundo o Evangelho de Lucas (capítulo 12, versículo 48) – lhe pareceu vazio e sem sentido. Ignorou a recomendação para voltar ao local para sessões de cromoterapia e simplesmente buscou outro especialista médico.

Entre os anos de 2003 e 2010, Eliana passou por cinco cirurgiões vasculares e esteve cinco vezes sobre uma mesa de cirurgia. O segundo especialista consultado por ela lhe desvendou parte da charada: o primeiro médico havia retirado a safena da perna direita, que estava boa, mas deixou a safena da perna esquerda, da qual retirou apenas as varizes. Muito mais que a dor física, este erro médico agravou a pressão psicológica vivida por Eliana. Os sintomas da síndrome do pânico iriam se intensificar e gerar outros problemas físicos.

Livros no lixo

Ainda em 2006, Eliana visitou a médium Edelarzil Munhoz Cardoso, em Votuporanga (SP), conhecida pelas materializações obtidas a partir do algodão. No local, se dirigiu primeiramente a uma capela, onde orou em voz alta: "Estou aqui para cumprir a sua obra, meu Deus, mas para isso preciso de saúde”. Um casal que estava próximo ouviu o apelo e lhe indicou o IECIM. Eliana agradeceu e mais tarde guardou o endereço no meio do livro que levara na viagem, “A Era de Ouro de Saint Germain”.

Auto-definida como “esotérica”, Eliana é membro da Fraternidade Rosacruz, que prega a cooperação e a busca do autoconhecimento para atingir a evolução. Seu pai era um espírita fervoroso e a sua avó, com quem ela mantém forte ligação até hoje, é evangélica. Mas nenhuma dessas influências foi suficiente para manter a fé de Eliana em um dos mais difíceis momentos da sua vida. Cansada de exames repetitivos e cirurgias, e sem acreditar em uma cura espiritual, Eliana rasgou e jogou fora todos os seus livros espíritas e até a Bíblia.

Voltou a trabalhar e começou a sofrer também de uma intensa alergia, que lhe impôs severa restrição alimentar. Foi impedida de comer grãos e tudo o que tivesse cor. “Só podia comer o que era branco”, lembra.

Maria, avó de Eliana, chamou a atenção da neta. “Eliana, você não tem nada disso, isso é a espiritualidade cobrando. Você tem uma missão a cumprir, não pode abandonar tudo de uma hora para outra, como uma criança que  para de brincar e guarda os brinquedos no armário”. Eliana chegou a ir à Igreja Internacional da Graça, com a avó. Mas sentia que algo lhe faltava.

Em julho do ano passado, ela foi internada na UTI, vítima de uma grave crise de edema de glote devido à alergia. No Hospital São Luiz, o desespero da paciente comoveu a enfermeira Marlene. Espírita, ela perguntou a Eliana se podia lhe aplicar um passe, ao que a paciente concordou prontamente.

Pouco depois, Eliana foi para o quarto e acabou recebendo alta. Dra. Sandra Mara, pneumologista do hospital, lhe indicou o uso de florais de Bach e de Saint Germain. Eliana se sentiu novamente pronta para se aproximar da espiritualidade. Procurou a Federação Espírita, onde passou por tratamento de desobsessão.

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