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Caso Clínico

Caso Clínico - Um caminho doloroso até a cura

Como Rosimeire e a filha Letícia enfrentaram um mal que parecia incurável

No começo de 2016, Rosimeire Hoffman não sabia mais o que fazer com a filha Letícia, então com 13 anos. A menina reclamava com frequência de dores no joelho, sem nenhuma causa aparente. No começo, a mãe chegou a pensar que se tratava de lúpus – doença em que o sistema imunológico do paciente começa a atacar órgãos do próprio corpo. Entre os sintomas, estão dores e inchaços nas articulações. Mas a menina já tinha passado pelo reumatologista no fim de 2015, sem que nada fosse descoberto.

As dores foram se tornando cada vez mais intensas, até que, em março de 2016, atingiram o pico Letícia não conseguia mais andar. Pensaram até que ela pudesse ser vítima da síndrome de Guillain-Barré, que provoca fraqueza muscular generalizada. Mas também não se tratava disso. Letícia ficou 13 dias internada. Sem que nada fosse descoberto, a família temia que a menina passasse mais tempo no hospital e fosse acometida por alguma doença infecciosa. Letícia acabou recebendo alta, sendo monitorada a distância pela equipe médica.

Até que, poucos dias depois, a menina passou por uma crise. “Parecia até que ela estava tendo um derrame”, lembra Rosimeire – a filha não conseguia falar direito, nem se mover. Além da dor insuportável, Letícia passou a ouvir um barulho. “O momento mais desesperador foi quando ela pediu para eu encostar minha cabeça na dela, para tentar ouvir o barulho que ela estava ouvindo”, diz Rosimeire. Desesperada, a mãe ligou para o médico, mas não conseguiu encontrá-lo. Ligou para a irmã, que mora próximo ao Instituto Espírita Cidadão do Mundo (IECIM), no Butantã. A irmã de Rosimeire, Célia, já havia sido atendida pela instituição, onde obteve cura para o câncer no estômago. Era um sábado e Célia, conhecedora da grande quantidade de pessoas atendidas nesse dia, se dirigiu imediatamente para a unidade do Butantã, procurando garantir uma senha para o atendimento da sobrinha.

Rosimeire e a filha deixaram imediatamente Cotia, onde moram, rumo ao Butantã. Ao chegar ao centro espírita, os sintomas da menina foram se tornando ainda mais intensos: o corpo inteiro formigava e ela mal conseguia se mexer. Chorava copiosamente. Letícia foi levada para a maca e submetida a passes energéticos. Na sequência, passou por uma cirurgia espiritual, com agulhas espetadas na altura do abdômen. Rosimeire, por sua vez, perdeu um pouco os sentidos.

O resultado da primeira sessão de atendimento foi incrível, segundo a mãe de Letícia. “Ela saiu andando, falando, a dor havia passado. Não parecia de jeito nenhum que era a mesma pessoa que tinha entrado no centro”, diz Rosimeire. No IECIM, foi pedido para que ela e a filha, além do segundo marido de Rosimeire, Carlos Alberto, passassem por tratamento de desobsessão durante dois meses.

A família foi junta e todos passaram a se sentir muito bem. Ainda hoje, um ano depois do ocorrido, Letícia sente algumas dores no joelho e faz fisioterapia – mas nada parecido com o que sentia antes. Não toma nenhum remédio, até porque os especialistas com os quais ela passou – neurologista, reumatologista, ortopedista – não encontraram qualquer problema.

“Ela foi submetida a todo tipo de exame – ressonância magnética, tomografia, e nada apareceu”, diz Rosimeire, que está convicta de ser uma questão espiritual e quer voltar a frequentar o IECIM, vencendo a distância que separa sua casa do centro. Até porque uma coincidência a deixou intrigada: Letícia deu entrada no hospital em 12 de março de 2016. Exatamente um ano depois, Rosimeire, hoje com 45 anos, também foi internada, para se submeter a uma curetagem, após sofrer um aborto espontâneo. “Eu havia sonhado com o hospital meses antes”, diz ela. “Sei que nada acontece por acaso. Preciso voltar ao IECIM”.

O Cidadão
Ano 15 - Edição 106 
Abril e Maio de 2017
Redação: Daniele Madureira
(MTB 32037)


 

Fé a distância

Juliana Pompiani nunca esteve no IECIM, mas alcançou a cura com o tratamento a distância


A empresária Juliana Pompiani descobriu em 2011 que era portadora de uma doença rara, a acromegalia, também chamada de gigantismo hipofisário. A doença, que leva ao crescimento de órgãos na fase adulta, causa o tumor na hipófise, glândula situada na base do cérebro. No Brasil, existem só 10 mil casos diagnosticados. Ela descobriu a doença por acaso, uma vez que uma antiga colega de trabalho sofria do mesmo mal. “Eu percebia que meus pés estavam ficando maiores, mas até aí tudo bem”, lembra. As suas juntas também doíam e ela chegou a pensar em reumatismo. O problema foi quando a visão ficou comprometida.

A acromegalia é provocada pelo excesso de produção do hormônio do Crescimento (GH) na vida adulta. Na quase totalidade dos casos, essa produção está associada à presença de tumores benignos na hipófise. No caso de Juliana, havia um tumor de 6 centímetros situado próximo ao nervo óptico. “Eu estava ficando cega”, lembra.

Carótida

Em agosto de 2011, quando procurou uma neuroendocrinologista do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, Juliana ouviu que precisava operar imediatamente.

O tumor foi retirado, mas não totalmente. Isso porque estava em uma região próxima da artéria carótida, principal responsável por levar sangue oxigenado ao cérebro. Os médicos não queriam avançar até essa região, por medo de sequelas. Conclusão: “sobrou” um centímetro de tumor na cabeça de Juliana.

A paciente deu início em 2012 a um tratamento experimental no HC. Uma injeção do medicamento Signifor passou a ser tomada a cada 28 dias, para controle do tumor. A medicação em questão, segundo Juliana, é um tipo de quimioterapia, mas um pouco mais branda. Provoca alterações hormonais, como perda de cabelo, enjoo e diarreia.

Hoje com 35 anos, a empresária, que mora com o marido e o filho de 15 anos em Suzano (SP), comentou o problema com um amigo, que vive em Orlando. Ele disse que a mãe havia se tratado de uma doença renal no Instituto Espírita Cidadão do Mundo (IECIM), em São Paulo, no bairro do Butantã. A mãe dele, que iria fazer um transplante de rim, ficou curada.

“Não acreditei quando ele me contou”, disse. “Eu cresci no Butantã, saí há 10 anos para morar em Suzano, mas vivi todo o tempo próximo do endereço onde funciona o centro”, afirmou.

O tema espiritual não é novidade para Juliana. A empresária é espírita. Antes de descobrir que tinha um tumor, ela sentiu que estava doente e chegou a receber uma mensagem psicografada em um centro de Suzano, dizendo que precisava se cuidar.

Dor no sonho

Em março de 2014, a empresária decidiu mandar um e-mail para o IECIM relatando o problema. Recebeu uma mensagem eletrônica informando sobre os procedimentos da cura a distância.

O tratamento teve duração de quatro semanas.

Da terceira para a quarta semana, no início de abril, Juliana teve um sonho. Ela viu um grupo de pessoas com roupas brancas. Uma delas lhe disse: “Estamos retirando o seu tumor”. No sonho, não havia nenhum instrumento médico: o tumor foi retirado com as mãos.

“Acordei sentindo a dor daquele procedimento”, lembra Juliana. “Imediatamente disse para o meu marido: ‘Retiraram o meu tumor’”.

A paciente seguiu fazendo o tratamento experimental no Hospital das Clínicas. Em agosto, realizou uma ressonância magnética para verificar o estado do tumor. Ele, no entanto, havia desaparecido da sua cabeça.

“Eu chorei quando soube”, diz ela. “Mal pude acreditar. Perguntava para a médica: ‘Tem certeza que não está aí?’”, lembra.

A neuroendocrinologista, Dra. Raquel foi comedida na comemoração. “Ela afirmou que não podia dizer que eu estava curada, porque não havia sido comprovada, clinicamente, a razão de o tumor ter desaparecido”, lembra Juliana. “Mas a verdade é que ele não estava mais lá”.

Juliana faz parte de um grupo de seis pessoas que toma a medicação experimental no HC – ela foi a única em que o tumor regrediu a ponto de desaparecer. “Sei que existem outros grupos no HC e em nenhum deles foi verificado a regressão do tumor”, diz. A empresária já havia feito três ressonâncias após a operação realizada em 2011 e, em todas, o tumor aparecia.

Desde a cirurgia espiritual, Juliana se sente muito bem. E está pronta para conhecer pessoalmente o IECIM, que ela pensou que se tratava apenas de um grupo de oração – não sabia do atendimento presencial. “Quero muito conhecer o centro, que tanto me ajudou”, diz ela, que também conseguiu superar uma crise no casamento, depois de ser atendida. “Agradeço de coração todas as bênçãos que recebi”.

Daniele Madureira, Jornal O Cidadão, Ano 13 - Edição 96, Julho/Agosto 2015 - (MTB 32037)

 

O poder da fé e do merecimento

Como Bet se livrou duas vezes dos riscos do câncer de mama

O ano de 2009 não deixou boas lembranças para Elisabet dos Santos Sousa. A mãe dela, D. Maria, desencarnou depois de sofrer um infarto fulminante. A perda de um ente tão querido mexeu demais com a funcionária pública, hoje com 59 anos. “Eu entrei em parafuso”, lembra. Bet foi diagnosticada com depressão e síndrome do pânico. “Eu e minha mãe éramos muito ligadas, uma vivia a vida da outra”.

Mesmo sendo espírita e tendo consciência da continuidade da vida após a morte corpórea, foi um baque muito grande para Bet, que deixou de cuidar de si e de sua saúde.

Dois anos antes, em 2007, durante um exame de rotina no Hospital do Câncer, Bet havia descoberto uma “alteração” em uma das mamas. Nada que merecesse tratamento, mas apenas um acompanhamento constante para impedir a possível evolução de um câncer. A partir de 2009, porém, com a perda da mãe, ela deixou os exames de lado. Em abril de 2012, quando decidiu voltar a fazer a mamografia, não teve boas notícias.

“Foi detectado um câncer na mama direita e a esquerda já estava comprometida”, diz Bet. “Eu sentei e chorei bastante. A culpada era eu, que descuidei da saúde. Acreditava que não teria chegado a esse ponto se tivesse me cuidado melhor”.

Depois do choque inicial, Bet se apegou à fé. “Não tenho medo da doença, mas estava apreensiva quanto à cirurgia, iria receber anestesia geral, algo completamente novo para mim”, diz ela, que tem um filho adotivo e já é avó.

Recuperação

Como o câncer da mama direita estava em estágio avançado, a cirurgia foi marcada para o mês seguinte, maio de 2012. Na véspera da intervenção, Bet encontrou uma amiga, a pediatra Dra. Claudia, e contou sobre seu problema de saúde. “A Dra. Claudia me falou do IECIM e disse que deixaria o meu nome para tratamento a distância”, afirma.

Dois dias depois da cirurgia, Bet teve alta e a sua recuperação foi surpreendente. “Eu não senti dor alguma, nem tive problemas de circulação no braço, como costuma ser comum nesses casos”, diz.

Durante a cirurgia, retiraram material da mama esquerda para fazer uma biópsia e identificar se a região estava mesmo com câncer.

Durante quatro semanas, Bet fez o tratamento do IECIM a distância, com orações e água fluidificada.

“Levei o resultado da biópsia da mama esquerda para o mastologista, Dr. Gonçalo, que ficou em dúvida e pediu para fazer outro exame, mais detalhado, e voltar em 15 dias”. O Dr. Gonçalo pediu para repetir o exame porque já estava certo de que ela tinha câncer na mama esquerda, mas não foi o que o exame mostrou – o órgão estava livre da doença.

Ainda assim, o médico indicou sessões de radioterapia na mama direita para “esterilizar a área”, depois da cirurgia.

Na metade de 2013, durante mais um exame de mamografia, veio o resultado: Bet estava livre do câncer. “A mama direita estava completamente limpa”, diz.

Depois da cirurgia, Bet foi ao IECIM duas vezes. Em uma das ocasiões, o mentor perguntou sobre a sua saúde, ao que ela respondeu que não tinha mais câncer. “Os médicos não entenderam nada, não é?”, brincou o mentor, referindo-se ao resultado do exame da mama esquerda.

Microcalcificação

Bet ainda passou por uma segunda cirurgia na metade do ano passado, depois que uma microcalcificação foi detectada nas duas mamas. Microcalcificação são pequenos cristais de cálcio que se depositam em várias partes do corpo, inclusive nas mamas. Essa condição pode evoluir para um câncer ou ficar estável.

No caso de Bet, por conta do seu histórico, o mastologista optou pela intervenção cirúrgica novamente e ela se submeteu a uma operação em outubro do ano passado. Mais uma vez, recorreu ao IECIM, por intermédio da Dra. Claudia, e fez o tratamento a distância.

Durante o seu tratamento, Bet recebeu mensagens de fé e esperança de familiares e amigos, que procuraram pedir em seu nome em outras religiões, como a igreja Universal. Ela aceitou e agradeceu a todas as intervenções de coração. “Deus é um só”, lembra.

Bet, que é voluntária na Associação Espírita Caravana Irmã Caridade, no Parque Edu Chaves, zona norte de São Paulo, também passou por tratamento na instituição no período da cirurgia, com passes e água fluidificada.

“Toda essa experiência fez com que eu me certificasse de que Deus é muito bom e existe o poder de cura, pude comprovar”, diz Bet. “Nunca duvidei do poder da fé e do merecimento”.

Daniele Madureira, Jornal O Cidadão, Ano 13 - Edição 99, Fevereiro de 2015

 

Caso Clínico - O menino que venceu a doença


Era maio de 2013 quando Fernando Peiter dos Santos, então com 7 anos, passou por mais um exame de rotina em Florianópolis (SC). O menino nasceu com uma comunicação interventricular (CIV), uma má formação congênita caracterizada pela existência de um orifício entre os dois ventrículos do coração, esquerdo e direito.

Durante um ecocardiograma de controle, o cardiologista constatou que havia uma massa próxima ao coração. Mas o especialista disse aos pais do paciente, Karin e Fernando, que não era preciso se preocupar, porque provavelmente se tratava do resto do timo, comum nessa idade. O timo é uma glândula situada no tórax, atrás do osso esterno, que faz parte do sistema imunológico e diminui de tamanho até desaparecer no início da adolescência.

Sarcoma

Dois meses depois, em julho, durante uma tomografia, o radiologista se assustou com o que viu: a tal massa próxima ao coração havia crescido tanto que já estava comprimindo o pulmão. Tratava-se, na verdade, de um tumor.

“O laudo médico para identificar o tumor constatou que era um sarcoma”, lembra Karin. Trata-se de um tipo de câncer que atinge músculos, ossos ou vasos sanguíneos, um dos mais difíceis de serem tratados, pois cria metástase, ou seja, espalha-se rapidamente pelo organismo. 

Karin e o marido decidiram procurar um especialista em São Paulo. Levaram Fernando ao Dr. Vicente Odone Filho, médico oncologista que atende no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Ao longo de um mês, enquanto realizava exames em São Paulo, o tumor de Fernando voltou bem maior do que era. Atingiu a clavícula, a ponto de o menino mal conseguir respirar. Foi internado em 8 de outubro no Itaci e, no dia 10, transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. No dia 11, Fernando começou com as sessões de quimioterapia. Dois dias depois, deixou a UTI e, mais tarde, recebeu alta do hospital, embora tenha continuado com a quimioterapia. 

Em São Paulo, um amigo de Karin, Nael, falou sobre o Instituto Espírita Cidadão do Mundo (IECIM) para ela e o marido. Karin decidiu levar o filho até lá para tentar um tratamento. “Eu não era espírita, como a minha irmã, mas conhecia um pouco da doutrina”, diz Karin. Em Florianópolis, ela chegou a levar Fernando ao centro espírita Filhos do Amor, frequentado por uma amiga. O maior impedimento de Karin em seguir a doutrina estava na fé do marido, Fernando. “Ele é mineiro do interior, foi criado em uma família extremamente católica e frequenta a igreja”, diz. Mas o marido jamais impediu que a mulher procurasse ajuda para o filho, onde quer que fosse. 

No dia 2 de novembro, Karin levou o filho Fernando ao IECIM. “Todos nos receberam de forma calorosa, foram muito queridos”, diz. Fernando estava bastante debilitado, usando uma máscara cirúrgica.

Durante o atendimento espiritual, o mentor perguntou de onde a família era e colocou as mãos sobre o paciente, que estava sentado no colo de Karin. “Ele olhou para cima, apontou para o alto e me disse que eles, os espíritos, estavam dizendo que o meu filho seria curado”, lembra Karin, emocionada. “Foi uma declaração muito importante, para mim, aquilo já bastava”.

Sem tumor

No dia 4 de novembro, Fernando foi submetido à primeira tomografia depois da volta do tumor. Dias depois, o resultado do exame chegou: não havia mais tumor algum. O exame anterior, feito em 9 de outubro, havia mostrado que o tumor estava gigante, comprimindo os pulmões do menino.

“Duas médicas do Itaci nos disseram que o resultado era extremamente positivo, mas que era preciso viver um dia de cada vez”, diz Karin. Isso porque se tratava de um tumor muito agressivo e poderia voltar. “Os médicos não queriam que nós desistíssemos de fazer a quimioterapia e acabaram reforçando o tratamento nos meses de novembro e dezembro”, afirma. 

Fernando manteve as sessões de quimioterapia até o fim de fevereiro. O oncologista, Dr. Vicente, disse que, normalmente, o prazo para saber se houve a cura completa de um tumor é de cinco anos. “Mas, no caso do Fernando, ele poderia dar essa confirmação em dois anos”, diz Karin. Por ser um tumor agressivo, se a doença voltasse, seria mais rápido.

“Mas eu já tinha essa certeza, de que ele havia sido curado”, afirma Karin, que precisou lidar com a doença do filho enquanto cuidava da recém-nascida Carolina, que tinha seis meses quando o irmão adoeceu. “Nós a deixamos com a minha mãe em Florianópolis, enquanto ficamos com Fernando em São Paulo, para o tratamento”.

Cabelo

Hoje, o menino, que completou 8 anos em julho, está feliz, saudável, estudando no segundo ano do Ensino Básico. “Ele está muito bem, brincando, e o cabelo já cresceu”, diz a mãe. Durante todo o processo, segundo Karin, o comportamento do filho surpreendeu. “Para ele, não foi tão dolorido como foi para nós, os país”, afirma.

Fernando foi bastante mimado, na condição de primeiro filho e primeiro neto. Além disso, em pouco tempo de vida, o menino já havia passado por três cirurgias: com um ano e meio, para corrigir estrabismo; com 4 anos, para retirar adenoide; aos 5, retirou as amígdalas. Tudo isso, na opinião da mãe, poderia tê-lo deixado bastante fragilizado durante o tratamento do câncer.

“Apesar de ter passado mal por causa da quimioterapia, ele encarou todo o processo com muita naturalidade, eu nem acreditava que era meu filho”, diz Karin. “Tenho certeza que foi dado a ele um apoio espiritual muito grande”, afirma. Depois do fim da quimioterapia, Fernando voltou ao IECIM algumas vezes e manteve o tratamento a distância, em Florianópolis. Hoje, frequenta com a mãe o centro Filhos do Amor, na capital catarinense.

“Tanto eu quanto o meu marido temos a consciência de ter recebido uma benção muito grande, fomos atendidos pela misericórdia divina e recebemos ajuda espiritual para que o nosso filho fosse curado”, diz Karin. “Mesmo o meu marido, tão católico, confiou na cura e ela aconteceu. Só temos a agradecer”.

Jornal O Cidadão, Ano 12, Edição 92, Setembro/Outubro de 2014

 

Caso Clínico - Fé iniciante

Como um experiente paraquedista começa a mudar suas crenças depois de um grave acidente.

Era para ser o último salto de parapente de Antoni Karol, o Tony. O empresário de 49 anos, morador do Rio de Janeiro e descendente de poloneses, amava esportes radicais e estava acostumado aos saltos deparapente, uma modalidade de voo livre parecida com a de paraquedas, mas que consiste em passar mais tempo voando na horizontal.

Tony achava que já estava na hora de se aposentar, por conta da idade. Mas decidiu acompanhar os amigos no domingo, 11 de janeiro de 2014 – aniversário de 82 anos da mãe, D. Tininha – ao morro de Itaguaí, a 69 quilômetros da capital fluminense. 

Pelo fato de ser um local novo para Tony, os amigos saltaram primeiro e ele ficou por último, para acompanhar a trajetória dos demais. Mas quando chegou o seu momento de saltar, houve uma reviravolta na direção do vento, que pegou Tony completamente de surpresa. Sem controle sobre o parapente, ele acabou caindo de uma altura de 80 metros, o equivalente a um prédio de 26 andares.

“Ele chegou ao chão enrolado no parapente, como se fosse uma múmia”, diz o irmão de Tony, Jan Pawel. Os bombeiros foram acionados e conseguiram cortar o parapente, encaminhando Tony para o hospital da cidade. Mais tarde, ele foi transferido para o Hospital Pedro II, no Rio de Janeiro.

O estado de Tony era lastimável. Ele quebrou cinco costelas e o externo, a bacia, duas vértebras da coluna, a tíbia e o perônio da perna direita e todos os ossos do pé esquerdo. Tony teve traumatismo craniano e corria o risco de sofrer uma embolia pulmonar (quando as veias do pulmão ficam obstruídas por coágulos).

Só hematomas

Ninguém da família achava que ele iria sobreviver. Na segunda-feira, dois dias depois do acidente, a filha de Tony ligou para Jan a fim de avisá-lo. “Meu pai está muito mal”, disse. Jan procurou poupar a mãe, D. Tininha, da forma que pode. Disse apenas que havia acontecido um acidente com Tony e ele estava no hospital. A matriarca nunca aprovou os voos de parapente de Tony e suspeitava que havia acontecido alguma coisa, uma vez que o filho não ligou para ela no seu aniversário.

Jan e D. Tininha foram para a capital fluminense. Lá, encontraram Tony consciente, mas muito abalado. Os médicos diziam que, caso ele sobrevivesse, precisaria passar por até um ano e meio de internação, para reconstruir a sua coluna. “Na viagem, eu pensava que esta poderia ser a última visita que eu faria ao meu irmão”, diz Jan, que se assustou quando viu o irmão. “O corpo era só hematomas”.

Morador de Santana de Parnaíba e voluntário no IECIM, Jan buscou o apoio do plano espiritual. “Comecei a rezar muito, pedi ajuda para os mentores da casa, Dr. Adolpho, Dr. William”, lembra Jan. Depois disso, teve uma visão do irmão deixando o hospital, em uma cadeira de rodas. 

“Passei a ter esperança que ele poderia se salvar”, diz. De volta a Santana do Parnaíba, Jan esperou a primeira sessão do IECIM no ano, no dia 25 de janeiro, para buscar ajuda pessoalmente. Relatou o caso ao Dr. Adolpho, que indicou o tratamento de cura a distância. Jan passou todas as coordenadas à cunhada, Rose, para que ela pudesse ministrar água fluidificada a Tony nos dias e horários determinados.

“Tanto meu irmão quanto minha cunhada não seguiam nenhuma religião, eram céticos, não costumavam se importar com a parte espiritual”, diz Jan.

Injeção

Para operar a coluna de Tony, era preciso primeiro tratar a infecção urinária que o paciente tinha contraído durante a sua internação. Devido a essa infecção, Tony tinha muita febre e delirava. Mais tarde, confidenciou ao irmão que via pessoas de branco aplicando-lhe passes magnéticos. 

Numa noite, enquanto a mulher de Tony lhe fazia companhia no hospital, um médico alto e magro chegou ao quarto. Ele lançou mão de uma borrachinha, amarrou-a ao braço do paciente e, em seguida, aplicou-lhe uma injeção. Disse a Tony e à sua mulher que a febre iria melhorar e que a infecção iria estabilizar. E deixou o quarto.

Acostumada a perguntar sobre todos os medicamentos aplicados no marido, Rose se deu conta que não tinha questionado o médico sobre que remédio era aquele. Saiu imediatamente do quarto atrás do especialista. Como não o encontrou, perguntou à enfermeira: “Que médico foi esse que acabou de sair do quarto do meu marido?”. Ao que a enfermeira respondeu: “Não tem nenhum médico aqui nesse horário”.

A dúvida permaneceu no ar, mas o estado de Tony melhorou consideravelmente. Tanto que já se tornou possível fazer a cirurgia da coluna, que durou 9 horas. Mas aí veio outro complicador: Tony estava com meningite. Preocupado, mais uma vez, Jan procurou ajuda no IECIM. Dr. Adolpho o atendeu e disse que, dentro de três dias, Tony estaria bom. “Eu mesmo duvidei de uma recuperação tão rápida”, revela Jan.

Mas aconteceu como o mentor do IECIM tinha previsto: Tony foi melhorando e, na quarta-feira, recebeu alta do hospital. Em vez do prognóstico inicial, de até 18 meses de internação, o empresário ficou apenas dois meses de cama. Do ponto de vista físico, quando deu entrada no hospital, Tony tinha quebrado a maior parte dos principais ossos do corpo e estava completamente paralisado da cintura para baixo. Hoje, o irmão de Jan já move o lado esquerdo do corpo e tem força na perna para sair sozinho da cama para a cadeira de rodas, e vice-versa. 

O lado espiritual, antes adormecido, agora dá demonstrações de fé. Segundo Jan, apesar de um tanto deprimido, o irmão costuma dizer sempre: “Estou me agarrando no restinho de vida que Deus me deu”.

“É inacreditável”, diz Jan. “Difícil entender como um homem que caiu de uma altura de 80 metros continua vivo e em recuperação”, afirma. Segundo ele, como voluntário do IECIM, já viu e ouviu várias histórias admiráveis. “Mas quando é com a gente, é diferente. Só tenho a agradecer”.


 
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