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Caso Clínico

O poder da fé e do merecimento

Como Bet se livrou duas vezes dos riscos do câncer de mama

O ano de 2009 não deixou boas lembranças para Elisabet dos Santos Sousa. A mãe dela, D. Maria, desencarnou depois de sofrer um infarto fulminante. A perda de um ente tão querido mexeu demais com a funcionária pública, hoje com 59 anos. “Eu entrei em parafuso”, lembra. Bet foi diagnosticada com depressão e síndrome do pânico. “Eu e minha mãe éramos muito ligadas, uma vivia a vida da outra”.

Mesmo sendo espírita e tendo consciência da continuidade da vida após a morte corpórea, foi um baque muito grande para Bet, que deixou de cuidar de si e de sua saúde.

Dois anos antes, em 2007, durante um exame de rotina no Hospital do Câncer, Bet havia descoberto uma “alteração” em uma das mamas. Nada que merecesse tratamento, mas apenas um acompanhamento constante para impedir a possível evolução de um câncer. A partir de 2009, porém, com a perda da mãe, ela deixou os exames de lado. Em abril de 2012, quando decidiu voltar a fazer a mamografia, não teve boas notícias.

“Foi detectado um câncer na mama direita e a esquerda já estava comprometida”, diz Bet. “Eu sentei e chorei bastante. A culpada era eu, que descuidei da saúde. Acreditava que não teria chegado a esse ponto se tivesse me cuidado melhor”.

Depois do choque inicial, Bet se apegou à fé. “Não tenho medo da doença, mas estava apreensiva quanto à cirurgia, iria receber anestesia geral, algo completamente novo para mim”, diz ela, que tem um filho adotivo e já é avó.

Recuperação

Como o câncer da mama direita estava em estágio avançado, a cirurgia foi marcada para o mês seguinte, maio de 2012. Na véspera da intervenção, Bet encontrou uma amiga, a pediatra Dra. Claudia, e contou sobre seu problema de saúde. “A Dra. Claudia me falou do IECIM e disse que deixaria o meu nome para tratamento a distância”, afirma.

Dois dias depois da cirurgia, Bet teve alta e a sua recuperação foi surpreendente. “Eu não senti dor alguma, nem tive problemas de circulação no braço, como costuma ser comum nesses casos”, diz.

Durante a cirurgia, retiraram material da mama esquerda para fazer uma biópsia e identificar se a região estava mesmo com câncer.

Durante quatro semanas, Bet fez o tratamento do IECIM a distância, com orações e água fluidificada.

“Levei o resultado da biópsia da mama esquerda para o mastologista, Dr. Gonçalo, que ficou em dúvida e pediu para fazer outro exame, mais detalhado, e voltar em 15 dias”. O Dr. Gonçalo pediu para repetir o exame porque já estava certo de que ela tinha câncer na mama esquerda, mas não foi o que o exame mostrou – o órgão estava livre da doença.

Ainda assim, o médico indicou sessões de radioterapia na mama direita para “esterilizar a área”, depois da cirurgia.

Na metade de 2013, durante mais um exame de mamografia, veio o resultado: Bet estava livre do câncer. “A mama direita estava completamente limpa”, diz.

Depois da cirurgia, Bet foi ao IECIM duas vezes. Em uma das ocasiões, o mentor perguntou sobre a sua saúde, ao que ela respondeu que não tinha mais câncer. “Os médicos não entenderam nada, não é?”, brincou o mentor, referindo-se ao resultado do exame da mama esquerda.

Microcalcificação

Bet ainda passou por uma segunda cirurgia na metade do ano passado, depois que uma microcalcificação foi detectada nas duas mamas. Microcalcificação são pequenos cristais de cálcio que se depositam em várias partes do corpo, inclusive nas mamas. Essa condição pode evoluir para um câncer ou ficar estável.

No caso de Bet, por conta do seu histórico, o mastologista optou pela intervenção cirúrgica novamente e ela se submeteu a uma operação em outubro do ano passado. Mais uma vez, recorreu ao IECIM, por intermédio da Dra. Claudia, e fez o tratamento a distância.

Durante o seu tratamento, Bet recebeu mensagens de fé e esperança de familiares e amigos, que procuraram pedir em seu nome em outras religiões, como a igreja Universal. Ela aceitou e agradeceu a todas as intervenções de coração. “Deus é um só”, lembra.

Bet, que é voluntária na Associação Espírita Caravana Irmã Caridade, no Parque Edu Chaves, zona norte de São Paulo, também passou por tratamento na instituição no período da cirurgia, com passes e água fluidificada.

“Toda essa experiência fez com que eu me certificasse de que Deus é muito bom e existe o poder de cura, pude comprovar”, diz Bet. “Nunca duvidei do poder da fé e do merecimento”.

Daniele Madureira, Jornal O Cidadão, Ano 13 - Edição 99, Fevereiro de 2015

 

Caso Clínico - O menino que venceu a doença


Era maio de 2013 quando Fernando Peiter dos Santos, então com 7 anos, passou por mais um exame de rotina em Florianópolis (SC). O menino nasceu com uma comunicação interventricular (CIV), uma má formação congênita caracterizada pela existência de um orifício entre os dois ventrículos do coração, esquerdo e direito.

Durante um ecocardiograma de controle, o cardiologista constatou que havia uma massa próxima ao coração. Mas o especialista disse aos pais do paciente, Karin e Fernando, que não era preciso se preocupar, porque provavelmente se tratava do resto do timo, comum nessa idade. O timo é uma glândula situada no tórax, atrás do osso esterno, que faz parte do sistema imunológico e diminui de tamanho até desaparecer no início da adolescência.

Sarcoma

Dois meses depois, em julho, durante uma tomografia, o radiologista se assustou com o que viu: a tal massa próxima ao coração havia crescido tanto que já estava comprimindo o pulmão. Tratava-se, na verdade, de um tumor.

“O laudo médico para identificar o tumor constatou que era um sarcoma”, lembra Karin. Trata-se de um tipo de câncer que atinge músculos, ossos ou vasos sanguíneos, um dos mais difíceis de serem tratados, pois cria metástase, ou seja, espalha-se rapidamente pelo organismo. 

Karin e o marido decidiram procurar um especialista em São Paulo. Levaram Fernando ao Dr. Vicente Odone Filho, médico oncologista que atende no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Ao longo de um mês, enquanto realizava exames em São Paulo, o tumor de Fernando voltou bem maior do que era. Atingiu a clavícula, a ponto de o menino mal conseguir respirar. Foi internado em 8 de outubro no Itaci e, no dia 10, transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. No dia 11, Fernando começou com as sessões de quimioterapia. Dois dias depois, deixou a UTI e, mais tarde, recebeu alta do hospital, embora tenha continuado com a quimioterapia. 

Em São Paulo, um amigo de Karin, Nael, falou sobre o Instituto Espírita Cidadão do Mundo (IECIM) para ela e o marido. Karin decidiu levar o filho até lá para tentar um tratamento. “Eu não era espírita, como a minha irmã, mas conhecia um pouco da doutrina”, diz Karin. Em Florianópolis, ela chegou a levar Fernando ao centro espírita Filhos do Amor, frequentado por uma amiga. O maior impedimento de Karin em seguir a doutrina estava na fé do marido, Fernando. “Ele é mineiro do interior, foi criado em uma família extremamente católica e frequenta a igreja”, diz. Mas o marido jamais impediu que a mulher procurasse ajuda para o filho, onde quer que fosse. 

No dia 2 de novembro, Karin levou o filho Fernando ao IECIM. “Todos nos receberam de forma calorosa, foram muito queridos”, diz. Fernando estava bastante debilitado, usando uma máscara cirúrgica.

Durante o atendimento espiritual, o mentor perguntou de onde a família era e colocou as mãos sobre o paciente, que estava sentado no colo de Karin. “Ele olhou para cima, apontou para o alto e me disse que eles, os espíritos, estavam dizendo que o meu filho seria curado”, lembra Karin, emocionada. “Foi uma declaração muito importante, para mim, aquilo já bastava”.

Sem tumor

No dia 4 de novembro, Fernando foi submetido à primeira tomografia depois da volta do tumor. Dias depois, o resultado do exame chegou: não havia mais tumor algum. O exame anterior, feito em 9 de outubro, havia mostrado que o tumor estava gigante, comprimindo os pulmões do menino.

“Duas médicas do Itaci nos disseram que o resultado era extremamente positivo, mas que era preciso viver um dia de cada vez”, diz Karin. Isso porque se tratava de um tumor muito agressivo e poderia voltar. “Os médicos não queriam que nós desistíssemos de fazer a quimioterapia e acabaram reforçando o tratamento nos meses de novembro e dezembro”, afirma. 

Fernando manteve as sessões de quimioterapia até o fim de fevereiro. O oncologista, Dr. Vicente, disse que, normalmente, o prazo para saber se houve a cura completa de um tumor é de cinco anos. “Mas, no caso do Fernando, ele poderia dar essa confirmação em dois anos”, diz Karin. Por ser um tumor agressivo, se a doença voltasse, seria mais rápido.

“Mas eu já tinha essa certeza, de que ele havia sido curado”, afirma Karin, que precisou lidar com a doença do filho enquanto cuidava da recém-nascida Carolina, que tinha seis meses quando o irmão adoeceu. “Nós a deixamos com a minha mãe em Florianópolis, enquanto ficamos com Fernando em São Paulo, para o tratamento”.

Cabelo

Hoje, o menino, que completou 8 anos em julho, está feliz, saudável, estudando no segundo ano do Ensino Básico. “Ele está muito bem, brincando, e o cabelo já cresceu”, diz a mãe. Durante todo o processo, segundo Karin, o comportamento do filho surpreendeu. “Para ele, não foi tão dolorido como foi para nós, os país”, afirma.

Fernando foi bastante mimado, na condição de primeiro filho e primeiro neto. Além disso, em pouco tempo de vida, o menino já havia passado por três cirurgias: com um ano e meio, para corrigir estrabismo; com 4 anos, para retirar adenoide; aos 5, retirou as amígdalas. Tudo isso, na opinião da mãe, poderia tê-lo deixado bastante fragilizado durante o tratamento do câncer.

“Apesar de ter passado mal por causa da quimioterapia, ele encarou todo o processo com muita naturalidade, eu nem acreditava que era meu filho”, diz Karin. “Tenho certeza que foi dado a ele um apoio espiritual muito grande”, afirma. Depois do fim da quimioterapia, Fernando voltou ao IECIM algumas vezes e manteve o tratamento a distância, em Florianópolis. Hoje, frequenta com a mãe o centro Filhos do Amor, na capital catarinense.

“Tanto eu quanto o meu marido temos a consciência de ter recebido uma benção muito grande, fomos atendidos pela misericórdia divina e recebemos ajuda espiritual para que o nosso filho fosse curado”, diz Karin. “Mesmo o meu marido, tão católico, confiou na cura e ela aconteceu. Só temos a agradecer”.

Jornal O Cidadão, Ano 12, Edição 92, Setembro/Outubro de 2014

 
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