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Caso Clínico - Uma família unida pela intuição

Como os Lima enfrentaram o mal súbito de um dos irmãos e não perderam a esperança de cura

No início de dezembro do ano passado, em meio aos preparativos para as festas de fim de ano, a família Lima enfrentou momentos difíceis. Em Montes Claros, cidade ao norte de Minas Gerais, Adair Cardoso de Lima, de 65 anos, descansava sozinho em casa quando se sentiu mal e desmaiou. Pai de duas filhas já casadas, Adair, fiscal aposentado da Receita Federal, morava só: estava temporariamente separado da mulher, que passava por um tratamento contra depressão.

Durante a semana, ele contava apenas com a companhia de uma sobrinha que veio da roça, Camila, responsável pelos afazeres domésticos. Mesmo sendo sábado o seu dia de folga, Camila começou a pensar que o tio poderia precisar dela. Ligou para perguntar se ele gostaria que ela preparasse o almoço. Como ninguém atendeu, ela decidiu ir até a casa, da qual tinha a chave. Qual não foi seu susto ao encontrar o tio desmaiado no quarto. Inexperiente, ela não sabia o que fazer e começou a chorar.

Ao mesmo tempo, Selma, uma das irmãs de Adair, moradora de Salinas, a 223 quilômetros de Montes Claros, lembrou-se repentinamente do irmão. Trata-se de uma família grande, de nove irmãos, com quase 60 sobrinhos. Selma e Adair não se falavam com tanta frequência, mas ela sentiu vontade de ligar para ele naquele momento. Foi quando Camila, que já tinha chegado e estava em pânico, atendeu ao telefone. Mesmo preocupada com a situação, Selma procurou manter a calma e orientou Camila a chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Vibrações

Horas depois, quando Selma chegou a Montes Claros, o irmão já tinha sido internado. Mas um novo problema surgiu: não havia médico neurologista de plantão naquele fim de semana. Estava difícil localizar um especialista para atender naquele hospital. “A situação foi ficando desesperadora, era como se todos os caminhos estivessem fechados”, lembra Elenice de Lima Bonfim, irmã de Adair e voluntária no IECIM do Butantã.

Em São Paulo, Elenice procurou mentalizar o irmão e lhe transmitir as suas melhores vibrações. Foi até o IECIM em pensamento e pediu socorro aos mentores espirituais da casa, em especial ao Dr. Adolpho. “Meu irmão podia entrar em coma a qualquer momento”, diz. Antes disso, porém, entrou em contato com a colaboradora do IECIM, Sônia Pegas, a quem relatou o caso e pediu orações.

Uma hora depois de iniciar as vibrações, o telefone de Elenice tocou. Era a irmã, Selma, dizendo que um ótimo neurologista havia sido localizado para atender Adair. “Eu já sabia que ele estava bem”, lembra Elenice. “Quando terminei minhas vibrações, toda aquela ansiedade, aquela aflição, acabou tudo. Eu tirei um peso de mim”.

Coágulo

Selma confirmou as sensações positivas da irmã. Afirmou que Adair, que havia acordado e dito coisas sem nexo nos primeiros momentos, conseguiu mais tarde reconhecer Selma, sentar-se na cama e abraçála. “Ele disse para Selma: ‘Deixa eu dar um abraço na minha irmã, que é muito especial’”, diz Elenice.

A cirurgia havia sido marcada para as 7 horas da manhã seguinte. Por meio de exames de tomografia, foi diagnosticado que Adair tinha um hematoma subdural crônico bilateral. Existem três membranas que cobrem o cérebro e a medula espinhal – são as meninges. O espaço entre as duas membranas exteriores é chamado de espaço subdural. Se uma veia no espaço subdural está rasgada, esse sangue escapa e pode causar um coágulo sanguíneo. Esse coágulo é chamado de hematoma subdural. À medida que esse coágulo pressiona o cérebro, pode provocar sintomas como dores de cabeça e confusão, os mesmos observados em Adair.

Em idosos, o problema geralmente se desenvolve após traumatismo craniano leve – uma queda, por exemplo. No caso de Adair, foi detectado que o coágulo era antigo, tinha começado a se formar há seis meses, no mínimo. Tanto que o paciente nem se lembrava de qualquer queda. Segundo estudos, em 20% dos casos, o hematoma subdural crônico acontece nos dois lados do cérebro (bilateral), o que leva a um quadro clínico mais grave, com alteração importante da consciência e coma, como ocorreu com Adair. No paciente, outro coágulo pressionava o nervo ótico, o que levou a pálpebra direita a escurecer e se fechar.

34 minutos

A cirurgia de Adair estava prevista para durar quatro horas. “Mas demorou apenas 34 minutos”, conta Elenice. “O próprio médico não acreditou que tivesse feito àquela cirurgia, pois nunca tinha feito uma intervenção tão rápida e tão bem-sucedida”, afirma. Segundo Elenice, o coágulo estava praticamente vazio. “Ele não sabia para onde tinha ido o sangue que ele havia visto nos exames”, diz.

Adair ficou apenas um dia na UTI e dois no hospital. “Ele voltou ótimo para casa, sem nenhuma sequela”, diz Elenice. Pelo contrário: deixou na mesa de cirurgia também a hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto). Resultado: não usa mais óculos. Está fazendo acompanhamento clínico e vai se submeter a uma nova tomografia, mas não apresenta nenhuma sequela, algo raro em se tratando de casos como esse.

“É maravilhoso”, conta Elenice. Eu agradeci muito, muito, muito a Jesus! “Sem a espiritualidade, eu acredito que tudo se tornaria muito pior”, diz Elenice, que também acredita no merecimento do irmão. “É um homem muito bom, que ajuda todo mundo”.

Adair se tornou espírita há muito anos, depois de tomar um grande susto no trabalho. No início da carreira como fiscal da Receita Federal, Adair subiu em um caminhão para inspecionar a carga. Recebeu um tiro do motorista. “Ele quase perdeu a vida nesse momento”, lembra Elenice. Depois disso, buscou no Espiritismo as respostas para todas as suas dúvidas.

 

Caso Clínico - Quando o orgulho se dobra à fé

Shizuo Yamane precisou perder os movimentos para ter certeza da existência divina

Depois de 12 anos de vida conjugal, o dentista aposentado Shizuo Yamane e a funcionária pública Rosemary dos Santos decidiram oficializar a sua união. Casaram-se em 12 de maio do ano passado, em Sorocaba, a 92 quilômetros da capital paulista. Para surpresa dos dois, no entanto, o período seguinte ao enlace teve muito pouco de lua de mel.

Shizuo foi internado no dia 21, apenas nove dias depois do casamento. Sofreu uma crise aguda de esofagite (inflamação da mucosa que recobre o interior do esôfago) e pancreatite (inflamação do pâncreas). Os males causaram surpresa, porque Shizuo, então com 68 anos, nunca havia tido problemas nesses órgãos. O dentista chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba. Ficou por 15 dias em tratamento, até receber alta.

Uma semana depois, ele voltou ao leito do hospital, desta vez, com bursite (inflamação entre o tendão e a pele) e infecção urinária. Ficou mais uma semana internado. Retornou para casa, onde permaneceu por apenas quatro dias. Pela terceira vez em menos de dois meses, voltou ao hospital, sentindo fortes dores na coluna. Exames de raio-x identificaram uma erosão na sétima e na oitava vértebras. Passou mais 12 dias de cama.

Prótese, pino ou placa

Ao ver os exames, a médica ortopedista de uma clínica particular que atendeu Shizuo disse que poderia se tratar de uma inflamação, uma infecção ou até mesmo um câncer. O paciente procurou outro especialista na Santa Casa de Misericórdia, que descartou o risco de câncer, mas informou Shizuo que, por conta da gravidade do problema, seria necessário colocar uma prótese, um pino ou uma placa na coluna do paciente, para que ele pudesse voltar a andar normalmente, uma vez que o trecho correspondente à sétima e à oitava vértebras estava muito erodido.

Shizuo se lembra bem do momento em que sentiu pavor diante da sua condição. “O médico disse que eu poderia voltar para casa e fazer o tratamento nos meses seguintes à base de antibióticos. Mas uma noite, em setembro, acordei para ir ao banheiro e não consegui mais me movimentar. Já não sentia mais as minhas pernas. Foi horrível”, lembra o dentista.

O paciente foi buscar ajuda no Hospital de Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp). Lá, foi diagnosticado com espondilite anquilosante – uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações do esqueleto axial, especialmente as da coluna. De acordo com a literatura médica, por enquanto, não existe cura e, se a doença não for tratada, pode impedir todo e qualquer movimento.

Mercúrio

As causas da espondilite anquilosante, que afeta mais homens do que mulheres, todos acima dos 40 anos, são desconhecidas. Shizuo suspeita das razões que podem ter motivado a doença. “Na maior parte da minha carreira como dentista inalei muito mercúrio. Nunca adotei todas as precauções que hoje os cirurgiões dentistas costumar tomar: usar máscaras, luvas, gorros etc. Acredito que entrei em contato por muito tempo com materiais tóxicos”, afirma.

O amálgama de prata, material restaurador utilizado na odontologia, contém mercúrio, metal pesado, tóxico para os seres vivos e o meio ambiente.

 

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