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Prova de fé - Caso Clínico

 

Ninguém acreditava que a pequena Maria Augusta iria sobreviver e ser saudável

Era final de agosto de 2010 quando a enfermeira Cleide Amorim chegou para mais uma tarde de trabalho no Centro Cirúrgico da Universidade de Campinas (Unicamp). Uma colega brincou com ela: “A sua filha está aí”. Cleide pensou nas duas filhas – Marcela, de 15 anos, e Leila, de 11. Mas a amiga se referia à Maria Augusta, a bebê de oito meses que seria submetida a um procedimento no centro cirúrgico. A menina se parecia com Cleide – branquinha, o queixo pronunciado trazia um furinho no meio –, daí o comentário da amiga.

Curiosa, Cleide leu a ficha da menina: Maria Augusta herdou o vírus da AIDS da mãe, uma profissional do sexo e usuária de crack, que abandonou a filha ainda na maternidade. Assim que nasceu, a menina recebeu a vacina BCG, contra a tuberculose. Mas, por ser imunodeficiente, a vacina que deveria protegê-la da doença acabou desenvolvendo o mal. Ao tratar a tuberculose junto com o HIV, ela desenvolveu a hepatite.

Com apenas oito meses, Maria Augusta colecionava problemas: além do HIV, a menina nasceu com o citomegalovírus (CMV), capaz de causar danos terríveis em um serzinho imunodeprimido, como cegueira, deformação do cérebro e hidrocefalia. Naquele momento, Maria Augusta estava com uma infecção urinária e com pneumonia. O seu pulmão estava cheio de nódulos. Descobriu-se também que a menina tinha uma fístula ligando o intestino à vagina.

Só três meses

Assim que terminou a leitura, Cleide pensou: “Ela é minha”. Estava decidida a adotar a menina, mesmo sem conhecê-la. Maria Augusta seria submetida a um procedimento no centro cirúrgico, onde Cleide fez questão de avisar o médico responsável: “Capriche aí, porque vou ficar com ela”. O médico procurou alertá-la sobre todos os problemas da menina, que poderia não sobreviver por mais de três meses. Cleide, de pronto, respondeu: “Não importa. Serão os três melhores meses da vida dela”. Quando Cleide finalmente conheceu a menina, se enterneceu. “Ela estava em uma maca enorme, enrolada em um cobertor de adulto, com a cabecinha raspada, a pele de doente, cheia de soro e com a carinha mais indefesa do mundo”, lembra a enfermeira. “Era bem magrelinha, mas linda”. O marido Edson, as filhas, e até o filho mais velho, Ricardo, que mora em São Paulo, apoiaram a decisão de adotála. Mas houve quem perguntasse se Cleide teria realmente coragem de ficar com uma menina tão doente, que poderia deixála deprimida quando morresse.

Cleide, que já estava na fila de adoção antes mesmo de conhecer Maria Augusta, procurou uma assistente social no Conselho Tutelar e pediu a guarda da menina. A assistente a aconselhou a ficar com a criança na condição de família cuidadora, já que não se sabia se ela teria chance de cura.

Cura à distância

Quando a levou para casa, em outubro, Maria Augusta exigia realmente muita atenção. Era preciso ir todos os dias com a menina no hospital, para quimioterapia (tratamento de doenças por substâncias químicas) e para a fisioterapia motora. Maria Augusta não mexia o quadril e havia a desconfiança de que ela tivesse uma lesão na coluna, causada pelo HIV.

Em novembro, Cleide decidiu levar a menina ao IECIM, onde a sua mãe já havia sido tratada com sucesso de um problema no joelho. Ao procurar o atendimento na sexta-feira, começou a falar das doenças da filha e o médico espiritual logo respondeu: “Eu já sei”. Atendeu a menina com passes e pediu a cura à distância, já que a família morava em Campinas. Cleide deu início na terça-feira seguinte ao tratamento: preparou Maria Augusta com uma roupa branca, a colocou para dormir mais cedo, às 20h, e ficou em prece.

Com apenas duas semanas de cura à distância, Cleide sentiu reação imediata na filha. “A Maria chegou em casa com quase nove meses, sem dente, sem cabelo, não sentava, não virava o quadril, só o tronco. Depois do tratamento espiritual, ela começou a sentar, interagir com o espaço, estava mais esperta”.

Carga viral zero

Mas a grande prova de que o tratamento espiritual estava surtindo efeito veio nos exames para medir a carga viral da menina. Antes do IECIM, a carga viral era de 50 milhões de vírus por lâmina.

“Depois do tratamento no IECIM, o resultado deu 83 vírus por lâmina”, diz Cleide. A imunologista que cuidava de Maria Augusta, Dra. Renata, estranhou e pediu para repetir o exame dias depois. O resultado veio ainda mais certeiro: zero de carga viral.

“A pneumonia, a tuberculose e a hepatite tinham sido curadas e a fístula, que ligava o intestino à vagina, havia fechado, o que dispensou a necessidade de cirurgia”, diz Cleide. Para a Dra. Renata, o caso de Maria Augusta ficou conhecido como “o milagre Unicamp 2010”.

“Havia um grande risco de a medicação não fazer efeito, pelo fato de a Maria Augusta ter vários problemas em apenas alguns meses de vida”, diz Cleide. Segundo ela, não existia no Brasil caso de criança recém-nascida com tuberculose, tanto que a menina precisou seguir um tratamento aplicado em Moçambique.

Hoje, Maria Augusta toma apenas três remédios por dia, nenhum deles injetável, não precisa mais ir ao hospital ou fazer fisioterapia. Anda normalmente e é alegre. Para Cleide, de 42 anos, espírita desde os 15, a experiência da filha é a prova de que Deus existe.

“É uma energia maravilhosa que nos envolve e nos coloca as pessoas certas nas horas certas”, afirma. “Foi o que aconteceu quando eu encontrei o Laerson. Sem o IECIM, não sei se a gente teria tido sucesso”.

 

Daniele Madureira

 

 

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