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Da ilusão à reforma íntima - Caso Clínico

 

A história de Maria Cristina, que descobriu um sentido para a vida depois da dor física

Tudo começou com dores no lado esquerdo da virilha. Era setembro de 2009 e Maria Cristina Morales Belandrino, então com 45 anos, procurou o clínico geral no posto de saúde da sua cidade, Peruíbe, litoral paulista.

A princípio, o médico achou que fosse uma hérnia de hiato. Pediu que Maria Cristina fizesse todos os exames necessários – sangue, ultrassom transvaginal, papanicolau, mamografia – e levasse os resultados para o ginecologista. Os exames não revelaram nenhum problema e o especialista indicou apenas uma pomada.

A dor não só continuou, como aumentou. Já era dezembro de 2009 e Cristina começou também a perder peso rapidamente e a sofrer de fadiga crônica.

“Bofetadas”

Espírita, o pai de Maria Cristina sugeriu que a filha procurasse atendimento em um centro da cidade, frequentado por um amigo. Cristina foi então ao IECIM Peruíbe.

“Fui muito bem recebida lá”, lembra Cristina. “Cheguei no momento da palestra do Laerson e tudo o que ele dizia tinha o efeito de uma bofetada em mim”, diz ela. Isso porque o dirigente do IECIM, Laerson Cândido de Oliveira, falava do tempo que muitas pessoas perdem iludidas com um templo, uma igreja, uma religião, sem conhecer o valor da verdadeira caridade.

Para Cristina, a lição cabia perfeitamente na sua experiência. Durante quase 15 anos, ela foi adepta do candomblé. “A música, os tambores, as vestimentas, tudo me chamava a atenção no começo”, diz ela. “Mas depois comecei a me desanimar com tudo aquilo, sentia que queria algo mais, precisava entender realmente o que era o Espiritismo”.

No momento do atendimento, o Dr. Adolfo, um dos mentores espirituais do IECIM, colocou uma agulha na região onde Cristina sentia dor. E foi só.

 

Caro demais

Não satisfeita com os resultados dos exames feitos na rede pública de saúde, Cristina procurou um labora-tório particular e repetiu o exame de ultrassom transvaginal. “O resultado dizia que eu tinha uma ‘sugestiva massa”, lembra Cristina. De volta ao ginecologista, ele sugeriu que ela procurasse ajuda especializada em São Paulo.

Na capital paulista, onde mora a irmã de Cristina, Marisa, elas foram em busca de um ginecologista particular. Ela relatou ao médico que, apesar de nunca ter sido mãe, tinha às vezes a sensação das grávidas que viam a bolsa de líquido amniótico romper perto de dar a luz. “Escorria de mim um líquido viscoso, meio amarelado, sobre o qual eu não tinha controle”. O especialista a examinou no consultório, viu os exames e deu o diagnóstico: Cristina tinha câncer no ovário e o tumor era maligno. Segundo pesquisas, três quartos dos tumores malignos de ovário se encontram em estágio avançado quando detectados.

Conhecendo as condições financeiras da paciente, o médico informou que a operação custaria entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. “Eu fiquei desesperada”, lembra Cristina. “Disse para ele então que iria morrer, porque não tinha esse dinheiro e não iria permitir que a minha família fizesse sacrifícios, sem saber ao certo quanto tempo eu teria de vida”, afirma.

Sensibilizado, o médico disse, então, que poderia ajudá-la com uma carta de recomendação ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, que tem uma clínica exclusiva de oncologia. “No hospital, disseram que tentariam uma vaga. Mas eu sei que havia pessoas há três anos na fila de espera para receber tratamento”.

Ler, sem entender

Em São Paulo, Cristina foi com a irmã ao IECIM Butantã. Lá, foi atendida novamente pelo Dr. Adolfo. “Ele fez como uma cinta de agulhas na região do abdômen e disse que, se o tumor fosse menor, me operaria.

Mas, como não era possível, eu teria que ser operada pelos médicos daqui [da Terra]”, lembra Cristina.

A paciente pediu, no entanto, que o médico espiritual guiasse as mãos dos cirurgiões. “O Dr. Adolfo deu um sorriso e, daquele dia em diante, tive a certeza de que não iria partir”.

A doença de Cristina, no entanto, avançava e colocava a sua fé à prova. “Eu continuava a emagrecer, tinha nojo da comida e cheguei a pesar 48 quilos, sendo que o meu peso normal sempre foi 70”, lembra. O seu aspecto a desencorajava até a se olhar no espelho. Tinha dores imensas na região da virilha. “Dormia pouco, tinha medo de não acordar”. O desespero bateu forte. “Eu me revoltei contra Deus, dizia que nunca tinha feito maldade com ninguém, que não merecia isso”.

De volta ao IECIM, fez um pedido ao Dr. Adolfo: como o mentor espiritual estava mais próximo de Jesus, que pedisse a Ele para levá-la embora, pois ela não aguentava mais sofrer. Ao que o Dr. Adolfo respondeu com firmeza: “Quem você pensa que é para me pedir isso? Você não é nada! O verme que um dia vai consumir o teu corpo tem mais valor do que você. Você está lendo e não está entendendo”.

Cristina tinha acabado de ler O Livro dos Espíritos, a primeira das cinco obras que compõem a codificação do Espiritismo, organizada por Allan Kardec. “Quando voltei para casa, pensei: é verdade, Dr. Adolfo tem razão, eu não estou entendendo o que está acontecendo comigo”, lembra. “Essa doença veio despertar uma reforma em mim, uma reforma íntima”.

“A morte não existe”

No seu primeiro atendimento no Hospital Mário Covas, soube pelo ginecologista que o seu tumor era do tamanho de uma manga. E que o câncer trouxe uma complicação adicional: ascite, ou barriga d’água. O tumor provoca a diminuição da drenagem de líquidos na cavidade abdominal, causando o acúmulo desse líquido, o que gera a ascite. A dor e o volume da ascite são aliviados por meio de um procedimento chamado de “parecentese de alívio”, uma punção no abdômen para esvaziar o líquido. “Recebia esse tratamento só no IECIM, por meio das agulhas, já que no Mário Covas não consegui ser atendida para realizar essa punção”, diz Cristina.

Pouco tempo antes da operação, Cristina foi ao IECIM, sendo atendida pelo Dr. William. Ele disse que iria lhe contar “um segredo, muito sério”: “A morte não existe”, disse o mentor.

A tão esperada cirurgia finalmente aconteceu em 24 de maio de 2010. Cristina pediu para permanecer durante todo o tempo com um pedaço de papel na mão, com os nomes de três mentores espirituais do IECIM – Dr. Adolfo, Dr. William e Dr. Napoleão. Ela retirou o tumor, os dois ovários e o útero. O tumor estava preso à sua bexiga e os médicos do Hospital Mário Covas, Dr. Fábio e Dr. Melocci, ficaram abismados pelo fato de o câncer, extremamente agressivo, não ter comprometido o funcionamento do órgão.

Mas uma nova complicação foi detectada: trombose nas duas pernas, que foi diagnosticada como permanente. “Disseram que me dariam morfina para eu agüentar a dor causada pela trombose, mas eu não sentia nenhum desconforto”, lembra.

Quimioterapia espiritual

Cristina saiu do hospital em 2 de junho. No fim de semana seguinte, procurou o IECIM. Estava aflita porque deveria começar a fazer imediatamente sessões de quimioterapia, mas não havia vagas no Mário Covas. “Foi quando o Dr. Adolfo me disse: ‘Não se preocupe. Nós estamos cuidando de você’”. Em casa, Cristina começou a sentir certo mal estar, como se estivesse prestes a ter gripe.

O tratamento de quimioterapia começou só em setembro, quando passou a ser atendida no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), na capital paulista. Lá, a Dra. Samantha não acreditou que a paciente pudesse estar bem, com o câncer sob controle, depois de passar três meses sem quimioterapia. A especialista avisou Cristina que as sessões de quimio iriam gerar certo mal-estar, como se ela fosse pegar uma gripe. “Nessa hora, olhei para a minha irmã, que estava comigo, e pensei: já estava sendo tratada espiritualmente com a quimioterapia!”.Ao início de cada sessão, Cristina mentalizava o IECIM e pedia auxílio para si e para todos os pacientes que estavam sendo tratados no Icesp.

A última sessão de quimio ocorreu em 28 de janeiro de 2011. Novos exames de mamografia e uma ultrassonografia mais detalhada (com doppler) foram realizados, inclusive nas pernas, por conta da trombose. Nenhum problema foi identificado. A Dra. Samantha mal podia acreditar na recuperação da paciente.

“Até a trombose, que disseram que seria permanente, desapareceu”, diz Cristina, que hoje comemora o fato de ter voltado a ganhar peso e, mais do que isso, uma nova perspectiva de vida.

“Comecei a trabalhar no IECIM de Peruíbe, ajudando a D. Neide e o Sr. Henrique. Com o desencarne dela, assumi as suas funções, trabalhando no bazar e na sopa, com muito amor”. Além disso, Cristina participa das sessões de desobsessão do centro.

“Ainda tenho que melhorar muito, mas hoje eu sei que, se errar, peço desculpas. Não aceito o que não é bom para mim e não fico remoendo mágoas, prolongando sentimentos ruins. Revi completamente os meus valores”.

 

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