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Caso Clínico - Fé iniciante

Como um experiente paraquedista começa a mudar suas crenças depois de um grave acidente.

Era para ser o último salto de parapente de Antoni Karol, o Tony. O empresário de 49 anos, morador do Rio de Janeiro e descendente de poloneses, amava esportes radicais e estava acostumado aos saltos deparapente, uma modalidade de voo livre parecida com a de paraquedas, mas que consiste em passar mais tempo voando na horizontal.

Tony achava que já estava na hora de se aposentar, por conta da idade. Mas decidiu acompanhar os amigos no domingo, 11 de janeiro de 2014 – aniversário de 82 anos da mãe, D. Tininha – ao morro de Itaguaí, a 69 quilômetros da capital fluminense. 

Pelo fato de ser um local novo para Tony, os amigos saltaram primeiro e ele ficou por último, para acompanhar a trajetória dos demais. Mas quando chegou o seu momento de saltar, houve uma reviravolta na direção do vento, que pegou Tony completamente de surpresa. Sem controle sobre o parapente, ele acabou caindo de uma altura de 80 metros, o equivalente a um prédio de 26 andares.

“Ele chegou ao chão enrolado no parapente, como se fosse uma múmia”, diz o irmão de Tony, Jan Pawel. Os bombeiros foram acionados e conseguiram cortar o parapente, encaminhando Tony para o hospital da cidade. Mais tarde, ele foi transferido para o Hospital Pedro II, no Rio de Janeiro.

O estado de Tony era lastimável. Ele quebrou cinco costelas e o externo, a bacia, duas vértebras da coluna, a tíbia e o perônio da perna direita e todos os ossos do pé esquerdo. Tony teve traumatismo craniano e corria o risco de sofrer uma embolia pulmonar (quando as veias do pulmão ficam obstruídas por coágulos).

Só hematomas

Ninguém da família achava que ele iria sobreviver. Na segunda-feira, dois dias depois do acidente, a filha de Tony ligou para Jan a fim de avisá-lo. “Meu pai está muito mal”, disse. Jan procurou poupar a mãe, D. Tininha, da forma que pode. Disse apenas que havia acontecido um acidente com Tony e ele estava no hospital. A matriarca nunca aprovou os voos de parapente de Tony e suspeitava que havia acontecido alguma coisa, uma vez que o filho não ligou para ela no seu aniversário.

Jan e D. Tininha foram para a capital fluminense. Lá, encontraram Tony consciente, mas muito abalado. Os médicos diziam que, caso ele sobrevivesse, precisaria passar por até um ano e meio de internação, para reconstruir a sua coluna. “Na viagem, eu pensava que esta poderia ser a última visita que eu faria ao meu irmão”, diz Jan, que se assustou quando viu o irmão. “O corpo era só hematomas”.

Morador de Santana de Parnaíba e voluntário no IECIM, Jan buscou o apoio do plano espiritual. “Comecei a rezar muito, pedi ajuda para os mentores da casa, Dr. Adolpho, Dr. William”, lembra Jan. Depois disso, teve uma visão do irmão deixando o hospital, em uma cadeira de rodas. 

“Passei a ter esperança que ele poderia se salvar”, diz. De volta a Santana do Parnaíba, Jan esperou a primeira sessão do IECIM no ano, no dia 25 de janeiro, para buscar ajuda pessoalmente. Relatou o caso ao Dr. Adolpho, que indicou o tratamento de cura a distância. Jan passou todas as coordenadas à cunhada, Rose, para que ela pudesse ministrar água fluidificada a Tony nos dias e horários determinados.

“Tanto meu irmão quanto minha cunhada não seguiam nenhuma religião, eram céticos, não costumavam se importar com a parte espiritual”, diz Jan.

Injeção

Para operar a coluna de Tony, era preciso primeiro tratar a infecção urinária que o paciente tinha contraído durante a sua internação. Devido a essa infecção, Tony tinha muita febre e delirava. Mais tarde, confidenciou ao irmão que via pessoas de branco aplicando-lhe passes magnéticos. 

Numa noite, enquanto a mulher de Tony lhe fazia companhia no hospital, um médico alto e magro chegou ao quarto. Ele lançou mão de uma borrachinha, amarrou-a ao braço do paciente e, em seguida, aplicou-lhe uma injeção. Disse a Tony e à sua mulher que a febre iria melhorar e que a infecção iria estabilizar. E deixou o quarto.

Acostumada a perguntar sobre todos os medicamentos aplicados no marido, Rose se deu conta que não tinha questionado o médico sobre que remédio era aquele. Saiu imediatamente do quarto atrás do especialista. Como não o encontrou, perguntou à enfermeira: “Que médico foi esse que acabou de sair do quarto do meu marido?”. Ao que a enfermeira respondeu: “Não tem nenhum médico aqui nesse horário”.

A dúvida permaneceu no ar, mas o estado de Tony melhorou consideravelmente. Tanto que já se tornou possível fazer a cirurgia da coluna, que durou 9 horas. Mas aí veio outro complicador: Tony estava com meningite. Preocupado, mais uma vez, Jan procurou ajuda no IECIM. Dr. Adolpho o atendeu e disse que, dentro de três dias, Tony estaria bom. “Eu mesmo duvidei de uma recuperação tão rápida”, revela Jan.

Mas aconteceu como o mentor do IECIM tinha previsto: Tony foi melhorando e, na quarta-feira, recebeu alta do hospital. Em vez do prognóstico inicial, de até 18 meses de internação, o empresário ficou apenas dois meses de cama. Do ponto de vista físico, quando deu entrada no hospital, Tony tinha quebrado a maior parte dos principais ossos do corpo e estava completamente paralisado da cintura para baixo. Hoje, o irmão de Jan já move o lado esquerdo do corpo e tem força na perna para sair sozinho da cama para a cadeira de rodas, e vice-versa. 

O lado espiritual, antes adormecido, agora dá demonstrações de fé. Segundo Jan, apesar de um tanto deprimido, o irmão costuma dizer sempre: “Estou me agarrando no restinho de vida que Deus me deu”.

“É inacreditável”, diz Jan. “Difícil entender como um homem que caiu de uma altura de 80 metros continua vivo e em recuperação”, afirma. Segundo ele, como voluntário do IECIM, já viu e ouviu várias histórias admiráveis. “Mas quando é com a gente, é diferente. Só tenho a agradecer”.


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