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Caso Clínico - Um caminho doloroso até a cura

Como Rosimeire e a filha Letícia enfrentaram um mal que parecia incurável

No começo de 2016, Rosimeire Hoffman não sabia mais o que fazer com a filha Letícia, então com 13 anos. A menina reclamava com frequência de dores no joelho, sem nenhuma causa aparente. No começo, a mãe chegou a pensar que se tratava de lúpus – doença em que o sistema imunológico do paciente começa a atacar órgãos do próprio corpo. Entre os sintomas, estão dores e inchaços nas articulações. Mas a menina já tinha passado pelo reumatologista no fim de 2015, sem que nada fosse descoberto.

As dores foram se tornando cada vez mais intensas, até que, em março de 2016, atingiram o pico Letícia não conseguia mais andar. Pensaram até que ela pudesse ser vítima da síndrome de Guillain-Barré, que provoca fraqueza muscular generalizada. Mas também não se tratava disso. Letícia ficou 13 dias internada. Sem que nada fosse descoberto, a família temia que a menina passasse mais tempo no hospital e fosse acometida por alguma doença infecciosa. Letícia acabou recebendo alta, sendo monitorada a distância pela equipe médica.

Até que, poucos dias depois, a menina passou por uma crise. “Parecia até que ela estava tendo um derrame”, lembra Rosimeire – a filha não conseguia falar direito, nem se mover. Além da dor insuportável, Letícia passou a ouvir um barulho. “O momento mais desesperador foi quando ela pediu para eu encostar minha cabeça na dela, para tentar ouvir o barulho que ela estava ouvindo”, diz Rosimeire. Desesperada, a mãe ligou para o médico, mas não conseguiu encontrá-lo. Ligou para a irmã, que mora próximo ao Instituto Espírita Cidadão do Mundo (IECIM), no Butantã. A irmã de Rosimeire, Célia, já havia sido atendida pela instituição, onde obteve cura para o câncer no estômago. Era um sábado e Célia, conhecedora da grande quantidade de pessoas atendidas nesse dia, se dirigiu imediatamente para a unidade do Butantã, procurando garantir uma senha para o atendimento da sobrinha.

Rosimeire e a filha deixaram imediatamente Cotia, onde moram, rumo ao Butantã. Ao chegar ao centro espírita, os sintomas da menina foram se tornando ainda mais intensos: o corpo inteiro formigava e ela mal conseguia se mexer. Chorava copiosamente. Letícia foi levada para a maca e submetida a passes energéticos. Na sequência, passou por uma cirurgia espiritual, com agulhas espetadas na altura do abdômen. Rosimeire, por sua vez, perdeu um pouco os sentidos.

O resultado da primeira sessão de atendimento foi incrível, segundo a mãe de Letícia. “Ela saiu andando, falando, a dor havia passado. Não parecia de jeito nenhum que era a mesma pessoa que tinha entrado no centro”, diz Rosimeire. No IECIM, foi pedido para que ela e a filha, além do segundo marido de Rosimeire, Carlos Alberto, passassem por tratamento de desobsessão durante dois meses.

A família foi junta e todos passaram a se sentir muito bem. Ainda hoje, um ano depois do ocorrido, Letícia sente algumas dores no joelho e faz fisioterapia – mas nada parecido com o que sentia antes. Não toma nenhum remédio, até porque os especialistas com os quais ela passou – neurologista, reumatologista, ortopedista – não encontraram qualquer problema.

“Ela foi submetida a todo tipo de exame – ressonância magnética, tomografia, e nada apareceu”, diz Rosimeire, que está convicta de ser uma questão espiritual e quer voltar a frequentar o IECIM, vencendo a distância que separa sua casa do centro. Até porque uma coincidência a deixou intrigada: Letícia deu entrada no hospital em 12 de março de 2016. Exatamente um ano depois, Rosimeire, hoje com 45 anos, também foi internada, para se submeter a uma curetagem, após sofrer um aborto espontâneo. “Eu havia sonhado com o hospital meses antes”, diz ela. “Sei que nada acontece por acaso. Preciso voltar ao IECIM”.

O Cidadão
Ano 15 - Edição 106 
Abril e Maio de 2017
Redação: Daniele Madureira
(MTB 32037)


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